A gente não compartilha gostos, sentimentos, medos, nada. Não me sinto à vontade contigo, não dou risada do que tu fala, me esquivo toda vez que você tenta puxar assunto. Não gosto de te cumprimentar, não gosto que você fale comigo, gosto menos ainda que você fale comigo falando meu nome, me chamando e principalmente usando um apelido que não existe: Cris.
Eu até simpatizo contigo, mas não divido meus sentimentos nem quero dividir. Eu não me importo se você não sabe o que sou ou não sabe muito bem o que esperar. Eu prefiro atravessar a rua e não quero te cumprimentar, sorrir amarelo e fingir que me sinto bem falando sobre qualquer assunto que não queria falar contigo.
Alguém disse que eu precisava manter esse mis-en-cene pequeno porque, sei lá, cohabitamos algum mesmo ambiente mas a verdade é que você tenta demais, né? Você se esforça. Você força, na verdade.
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terça-feira, 8 de julho de 2014
sábado, 19 de janeiro de 2013
dos ônibus: bonitinha pero ordinária
eu, sonolenta e levemente doente, um pouco febril talvez, sentadinha no banco mais alto do ônibus. uma mocinha loira de olhos claros senta do meu lado, se mexe um tanto demais (o suficiente para que eu notasse), mas eu perco a atenção porque estou com sono. fecho os olhos e cochilo. acordo com a mesma mocinha falando ao telefone "oi, amiga, tudo... aham... você tá em cas...? ah, não, eu...". como eu tava sem fone, fui obrigada a ouvir que a mocinha estava decepcionada com seu namorado. ele é muito individualista, ela repetia para a amiga Amanda. acho que a mocinha sequer sabe o que individualista significa. ela estava completamente irritada e havia discutido com o menino porque ele ia para uma festa com seus amigos sem ela, porque ele ficou irritado que ela não quis ver ele no único dia que ela mesma havia dito que poderia vê-lo antes de viajar e porque, de acordo com ela, em nenhum relacionamento você pode e tem a liberdade de fazer e sair com quem quiser. claro que ela ter saído com as amigas e mentido sobre onde ia dormir pra não ver o menino não conta, aliás, ela se divertiu contando que ele ficou puto com isso. minha vontade foi cutucar a mocinha loira e dizer "gata, seu namorado não é individualista. você que é uma selfish bitch que não gosta mais dele e tá tentando culpar só ele pelo fim do relacionamento de vocês". porque ela também não cansou de repetir que não queria uma pessoa assim do lado dela, que ninguém queria, e que se ele não mudasse, ela ia terminar com ele.
e é assim, minha gente, que as mocinhas loiras de olhos claros quebram o coração dos mocinhos por pura incoerência. e depois reclamam que não tem homem bom no mundo.
e é assim, minha gente, que as mocinhas loiras de olhos claros quebram o coração dos mocinhos por pura incoerência. e depois reclamam que não tem homem bom no mundo.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Ela
Minha mãe sempre foi pra mim, frágil como um passarinho. Eu sempre olhava ela de longe, observava e sentia toda uma delicadeza e fragilidade, uma carência e necessidade de amor de todos os lados. Ela tem as mãos quentes, ela tem um abraço machucado. Sempre vi ela como uma pessoa pra eu cuidar, mais que ser cuidada por ela. Parecia que eu tinha nascido a mãe e que ela precisava de cuidado.
Minha mãe também sempre foi forte. Ela trabalhou duro, sofreu quieta, cuidou das duas filhas, voltou a morar com os pais, fez dar tripas coração, matou cachorro a grito, fez o que podia e não podia pra dar escola boa, sapatos novos, comida, carinho e amor pras duas filhas. Meu pai sempre falava que não sabia nem entendia como minha mãe conseguia fazer o que fazia. Nem eu.
Sempre quis pegar esse passarinho caído do ninho pra cuidar, mas nunca soube como. Sempre quis falar que ela nunca mereceu toda a dor que sentiu, mas nunca soube como. Sempre quis me desculpar pelas coisas mais absurdas e idiotas que a gente faz, mas nunca soube como. Se tem uma coisa que dói em mim é a falta que ela me faz.
Minha mãe cantava pela casa. Foi ela que me fez gostar da Gal, da Bethânia, da Adriana Calcanhoto, da Marisa Monte. Foi ela e a estante de livros de arte dela que me fez devorar e ler sobre Van Gogh, Picasso, Matisse, Frida Kahlo, Tarsila, Volpi. Foi ela que me fez ter vontade de sair da inércia, de trabalhar duro e muito, de querer desde sempre coisas melhores.
Minha mãe sempre foi linda, mas se encolhia na tristeza, dava pra ver. Hoje - e faz algum tempo já - minha mãe é feliz e muito mais linda. Não sei, mas imagino que ela continua cantando pela casa. Que ela continua preparando o café da manhã com frutinhas e iogurte. Que ela continua tomando chimarrão o dia inteiro. Que ela faz pausas pra se alongar de um jeito todo elegante. Que ela passa perfume antes de ir dormir. Tem vezes que eu só queria um abraço. Um colo, que ela fizesse massagem no braço com as mãos quentes. Minha mãe sempre foi pra mim muito do que quero ser.
(escrito no meio de lágrimas, fungadas e olhos borrados de saudades)
segunda-feira, 18 de junho de 2012
6 pessoas aleatórias que fazem a diferença na sua vida
1) Seu pai e sua mãe. (Obrigada, amo vocês.)
2) Amigos que possam e saibam e consigam te orientar, te criticar e te ajudar, em assuntos do coração ou de trabalho. (Tina e Ana Flávia, obrigada.)
3) Um orientador que te oriente e não deixe você se desorientar. (Murilo, obrigada.)
4) Alguém que te faça sorrir sem mais nem menos, que te dê saudades mas que esteja presente mesmo estando longe. Um ponto de vista objetivo e pragmático do amigo engenheiro. (Matheus, obrigada.)
5) Um chefe que, querendo ou não, acaba facilitando o teu trabalho por ser assim, uma pessoa boa, uma pessoa ótima. (Tais, tô com saudades! Obrigada.)
6) Colegas de trabalho que façam do trabalho, uma diversão levada a sério. (Fá e Gui, obrigada.)
domingo, 27 de maio de 2012
mulheres, sejam menos idiotas!
"Mulheres são seres complicados." Não, mulheres são idiotas mesmo. Eu li um post de um blog esses dias (queria mucho postar ele aqui, mas não posso, questões protocolares de boa samaritana) que a menina reclamava por ter ouvido de dois carinhas que ela era "nota 7". O problema não era isso (porque né, eu até entendo que deve ser chato ouvir que você não é "nota 10"), o problema era ela supor que eles disseram aquilo porque: ela tava de moletom, sem chapinha e sem maquiagem. Claro, é muito mais fácil pensar que era por isso do que porque eles não te acharam uma gostosa, né? Mas, na boa, você é tão linda e gostosa assim pra merecer mais que 7? E, anyway, por que você se importa tanto?
Tenho pra mim que essas mulheres de hoje em dia (eu, inclusive) receberam uma educação equivocada sobre como e o que é ser uma mulher. A gente é ensinada, pelo o que e com quem convive a ter uma postura de vítima, de culpar os meninos, de esperar demais das pessoas e da vida. A gente diz que é feminista, adora dizer que os homens sofrem bem menos que a gente (ok, depilação é um saco, eu sei), mas a gente deposita todas as fichas nas atitudes deles. Me diz: como isso pode dar certo? Vamos parar de ser machistas, por favor? Vocês encaram o mundo e os problemas do mundo como se fosse culpa da postura dos homens. Homens estes que, de acordo com vocês são todos iguais.
1. Pára de fazer dôce, menina!
Imagina só como não seria melhor o mundo se quando alguém quer ou não alguma coisa, essa pessoa deixa claro isso! É fácil: é só parar com todo o chororô antes de ficar com alguém, por exemplo. O menino não vai achar que você é uma vadia, vai é ficar feliz!
Mas uma coisa importante: deixar claro é deixar claro mesmo. É falar que quer dar um beijo, convidar pra dormir na sua casa etc. Não é falar no facebook e esperar que o cara entenda que você tá a fim. Homem não entende indireta e muher adora falar dando voltas. Foco, mulherada, foco!
2. Se você não se acha bonita, por que os outros têm de achar?
Mulher tem uma mania – idiota – de reclamar da aparência pra quem estiver por perto. Reclama que engordou, da celulite, da espinha no nariz, das olheiras, do cabelo, das unhas... Se todo esse esforço fosse revertido em mudar todas essas coisas, garanto que: você estaria mais feliz consigo mesma e as pessoas te achariam mais bonita. Se você só fala das coisas que acha ruim em você, no que você acha que as pessoas vão prestar atenção?
esta permitido perguntar se está gorda pra: sua mãe; seu irmão mais velho; sua tia depois que bebeu; seu endocrinologista.
— camilasari (@camilasari) March 30, 2012
está proibido perguntar se esta gorda pra: suas amigas; seu colega de trabalho; seu amigo hétero e PRINCIPALMENTE --> SEU NAMORADO
— camilasari (@camilasari) March 30, 2012
3. Homens também podem escolher.
Imagine o diálogo:
- Eu não quero namorar, não quero compromisso, ok? – ele, pensando que tá bom assim, ou que pode querer ficar com outras pessoas, aquela coisa normal de quem não quer compromisso mesmo. E feliz, porque como deixou claro ela não vai virar uma psicopata.
- Sim, eu entendo. Claro. – ela, pegando o telefone pra ligar pra amiga pra reclamar que ele é um canalha (oi?) ou pra dizer que ele não quis dizer isso, porque vocês ficaram no dia depois dele dizer isso.
Eu não sei mesmo porque é tão difícil, pra maioria das mulheres, entender que os homens têm a opção não gostar ou não querer. É como se, se a menina quer ficar com o cara, é óbvio que ele precisa querer também. Isso é tão, mas tão machista... é inclusive se tratar como um pedaço de carne que os homens tem a obrigação de querer, e que é pra isso que você tá no mundo. Aceite que o cara não te quer e não sofra. Deu, cabô o drama.
4. Me olhou de canto e eu já tô planejando o enxoval.
Então, tudo errado. Vocês ficaram hoje e amanhã você já contou pra todas as amigas, com detalhes, já tá pensando em como vai ser apresentar ele pros teus pais, já cruzou os signos pra ver se combina, já mudou o nome na agenda pra "amor", já... já parou pra pensar que pode não dar em nada? Criar expectativas só serve para: decepcionar depois. Você ainda não conhece o cara, não sabe se ele vai gostar e querer continuar contigo, não sabe nada! Deixa o cara viver a vida, ir no futebol, sair com os amigos, beber, o que ele quiser fazer. Você não é dona dele! E, vale dizer, que mesmo que vire namorada, vai continuar sem ser dona!
Adendo: tá, pode pensar essas coisas, eu sei que é impossível não planejar mentalmente o casamento com o menino haha, mas plmdds: aja como uma pessoa normal e lembre-se que pode dar tudo errado!
5. Stop the mimimi
Se o cara não te quer, aceite isso, chore se precisar, mas lembre-se que ele não é o único cara do mundo. Se o cara não quer compromisso, aproveite o não-compromisso com ele, ué. Se acabou, acabou. Se você quer – e ele também, faça. Se ele não ligou, não encane. Se ele te convidou pra sair, pense duas vezes pra não parecer desesperada. As coisas são simples, as mulheres que complicam tudo. E por isso que as mulheres são idiotas. Porque: se decepcionam por criar expectativas por alguém que mal conhecem; por querer que, em uma semana, o cara te peça em namoro; por não saber ser feliz e esperar que outro traga essa felicidade.
A vida não é um conto de fadas, sinto informar. Não vai ter príncipe encantado, sapatinho, fada madrinha e esse tipo de coisa. A vida real é um pouquinho mais complicada, mas nem por isso deixa de ser bonita. Tem muita gente por aí com muito amor pra dar, tem muita gente linda, tem muito motivo pra sorrir e ser feliz, é só parar de achar que a vida vai ser como a da Cinderela.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
das coisas que não falei em 2011
Aqui vai uma explicação: não ache que você é figurante ou protagonista
de tudo aqui abaixo, mas leia com atenção. Não são coisas
necessariamente que eu gostaria de ter dito ou que não tive oportunidade
de dizer. São apenas, como o título diz, coisas que eu não falei para
certas pessoas. Enjoy!
“Você se lembra daquela vez que você me perguntou por que eu tava “fazendo isso agora”? Era agosto ou setembro, tava friozinho, tinha um pouquinho de sol ainda e a gente tinha acabado de jantar juntos mesmo sendo umas 18h. Você me deu sua bergamota, a gente ficou meio sem saber o que falar e aí você me perguntou isso. Você lembra o que eu respondi? Eu disse que eu tinha percebido que eu gostava mesmo de você [mesmo depois daquele tempo conturbado que eu não queria ver você nem pintado de ouro]. Eu estava olhando pro chão, porque só eu sei o quanto aquilo me fazia sentir uma ridícula pelos meses anteriores a essa conversa. Aí eu senti tudo, tudo girar. E eu disse que, mesmo assim, eu não queria atrapalhar mais a sua vida, mais além do que eu já tinha atrapalhado. E que eu deixava pra você escolher o que fazer dali pra frente. Pois é. A gente se deu um abraço e eu sabia que tava tudo acabado. Eu fui andando até chegar em casa. Parecia que eu tinha me perdido, perdido alguém. Foi horrível. E eu chorei, claro. Nos vinte primeiro passos, porque já que eu estava no meio da rua eu tinha que fazer parecer que estava inteira, mesmo que estivesse em pedaços, certo? Pois bem, você lembra disso mesmo? Então, eu queria te dizer que, se a gente começasse essa conversa hoje, agora, nesse exato momento e uns meses atrás e talvez até uns adiante, eu te diria que eu não quero deixar você escolher nada. Eu quero tentar algo que a gente não conseguiu ainda. Que eu aguento, se você aguentar. Mas, como sempre, eu dependo de você pra continuar. Seja juntos ou separados. E, na pior das hipóteses, a gente volta ao que estamos agora.”
“Ah, você me faz mal. Mesmo. Eu tentei fazer com que a gente voltasse a se falar mais de uma vez, ô se eu tentei. Mas tem alguma coisa aí dentro de ti que me faz mal pra ti. É isso, né? Eu devo te fazer mal, somehow. Eu queria realmente que você me contasse a verdade sobre isso. Porque eu posso nunca mais falar contigo, sumir da tua vida se você assim quiser e precisar, mas faço tudo pra te ver feliz. E sei que você está iminentemente em tristeza. Já parou pra pensar que eu tenho evitado toda e qualquer possibilidade de te encontrar? Que eu não quero ir pra uma cidade se talvez você também puder talvez talveeeeez aparecer? Porque eu não aguento ficar perto de ti e não sentir. E eu sei que, de alguma forma e por alguma razão, eu te incomodo. Então eu peço desculpas. E acho que, em breve, a gente põe um final nisso. E ah, arranca as páginas que eu escrevi nos livros que eu te dei. Talvez seja até melhor você jogá-los fora. Aquele cartão cheio de sentimentos também, isso se você já não o fez. Como é mesmo teu nome? Nunca ouvi falar de você não... Mas sim, eu te amo muito. E é por isso que eu me importo.”
"Não, eu não quero ser sua amiga."
"Velho, como que você consegue fazer tudo isso tão feio? É muito mau gosto por centímetro quadrado, pelo amor de deus! E eu tenho que aguentar isso e você vendo tudo errado? Olha, se você fosse menos orgulhosa e um pouco mais auto-crítica, veria que quando alguém sugere algo pro seu trabalho não é INVEJA, é parceria pra que você faça menos coisa feia, pqp! Como é que deixaram você SAIR da faculdade só fazendo merda? Je-sus!"
Obs.: chego a conclusão de que não deixei de falar muita coisa em 2011, porque escrever esse post foi quase um parto!
“Você se lembra daquela vez que você me perguntou por que eu tava “fazendo isso agora”? Era agosto ou setembro, tava friozinho, tinha um pouquinho de sol ainda e a gente tinha acabado de jantar juntos mesmo sendo umas 18h. Você me deu sua bergamota, a gente ficou meio sem saber o que falar e aí você me perguntou isso. Você lembra o que eu respondi? Eu disse que eu tinha percebido que eu gostava mesmo de você [mesmo depois daquele tempo conturbado que eu não queria ver você nem pintado de ouro]. Eu estava olhando pro chão, porque só eu sei o quanto aquilo me fazia sentir uma ridícula pelos meses anteriores a essa conversa. Aí eu senti tudo, tudo girar. E eu disse que, mesmo assim, eu não queria atrapalhar mais a sua vida, mais além do que eu já tinha atrapalhado. E que eu deixava pra você escolher o que fazer dali pra frente. Pois é. A gente se deu um abraço e eu sabia que tava tudo acabado. Eu fui andando até chegar em casa. Parecia que eu tinha me perdido, perdido alguém. Foi horrível. E eu chorei, claro. Nos vinte primeiro passos, porque já que eu estava no meio da rua eu tinha que fazer parecer que estava inteira, mesmo que estivesse em pedaços, certo? Pois bem, você lembra disso mesmo? Então, eu queria te dizer que, se a gente começasse essa conversa hoje, agora, nesse exato momento e uns meses atrás e talvez até uns adiante, eu te diria que eu não quero deixar você escolher nada. Eu quero tentar algo que a gente não conseguiu ainda. Que eu aguento, se você aguentar. Mas, como sempre, eu dependo de você pra continuar. Seja juntos ou separados. E, na pior das hipóteses, a gente volta ao que estamos agora.”
“Ah, você me faz mal. Mesmo. Eu tentei fazer com que a gente voltasse a se falar mais de uma vez, ô se eu tentei. Mas tem alguma coisa aí dentro de ti que me faz mal pra ti. É isso, né? Eu devo te fazer mal, somehow. Eu queria realmente que você me contasse a verdade sobre isso. Porque eu posso nunca mais falar contigo, sumir da tua vida se você assim quiser e precisar, mas faço tudo pra te ver feliz. E sei que você está iminentemente em tristeza. Já parou pra pensar que eu tenho evitado toda e qualquer possibilidade de te encontrar? Que eu não quero ir pra uma cidade se talvez você também puder talvez talveeeeez aparecer? Porque eu não aguento ficar perto de ti e não sentir. E eu sei que, de alguma forma e por alguma razão, eu te incomodo. Então eu peço desculpas. E acho que, em breve, a gente põe um final nisso. E ah, arranca as páginas que eu escrevi nos livros que eu te dei. Talvez seja até melhor você jogá-los fora. Aquele cartão cheio de sentimentos também, isso se você já não o fez. Como é mesmo teu nome? Nunca ouvi falar de você não... Mas sim, eu te amo muito. E é por isso que eu me importo.”
"Não, eu não quero ser sua amiga."
"Velho, como que você consegue fazer tudo isso tão feio? É muito mau gosto por centímetro quadrado, pelo amor de deus! E eu tenho que aguentar isso e você vendo tudo errado? Olha, se você fosse menos orgulhosa e um pouco mais auto-crítica, veria que quando alguém sugere algo pro seu trabalho não é INVEJA, é parceria pra que você faça menos coisa feia, pqp! Como é que deixaram você SAIR da faculdade só fazendo merda? Je-sus!"
Obs.: chego a conclusão de que não deixei de falar muita coisa em 2011, porque escrever esse post foi quase um parto!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
o que eu fiz nos últimos 2 anos?
Praticamente desisti da faculdade de jornalismo. Tranquei, ela continua trancada e vou trancar mais um semestre. Quem sabe eu volte pra lá em 2012. On the other hand, me apaixonei perdidamente pelo design e estamos numa relação estável, muito obrigada.
Fui em 3 encontros estudantis: o R Santa Maria em 2009/2, o N Curitiba em 2010/1 e o RBH em 2010/2. Além disso, estive organizando um R Floripa por quase um ano e meio. Mas, desisti. Porque quando a sensação de válvula de escape e de satisfação acabou, ficou apenas o incômodo.
Ganhei um computador. Ele se tornou obsoleto em um ano. E consegui comprar um novo. E cá estamos, numa relação apaixonada e intensa. Ao contrário, continuo com meu velho celular de quase 5 anos. Nossa relação não é tão estável ou agradável, mas é o tipo de relação que a gente se acostuma e se acomoda. Mudar dá muito mais trabalho nesses casos.
Quanto às pessoas... conheci pessoas maravilhosas, que têm lugar garantido no mural de fotos para a eternidade. Mas, como nem tudo é perfeito, conheci pessoas que não pretendo continuar tendo uma relação, jamais! Conheci e "me apaixonei" por essa menina Ana Flávia, que me conquistou assim que logo falamos. E continua me conquistando, sendo cada vez mais linda e linda. Teve também o hiato de um ano de uma irmã que escolhi pra mim, a Tina. Ela, lá na Europa. Eu, cá no Brasil. A vida parece muito mais justa agora com ela perto de mim. Minha melhor amiga de mil anos, a Liara, passou pra medicina e está lá em Santa Maria, junto com os lindos Henrique, Leo e Victor. Vi uma vez a Naisa, que trancou a faculdade pra ser modelo em São Paulo! E eu via mais era o irmão dela aqui na ilha...
Me decepcionei tanto quanto você não pode imaginar ao ver pessoas jogando fora todo o meu amor por elas, mas a vida continua, e amor é o que não falta pra eu dar! Mesmo assim, tem gente que continua com um potinho de amor guardado aqui comigo, na minha estante das pessoas lindas.
Minha mãe resolveu se casar e morar em Miami e estou dividida entre a felicidade por ela, a possibilidade de visitá-la lá e comprar muuuuitos cosméticos baratos e/ou a saudade que vai ser difícil de matar.
Aprendi a comer mais saudavelmente, parei de tomar refrigerante, não como mais esses embutidos como presunto, raramente como frituras, comi um miojo e um cup noodles, e mesmo assim, engordei uns 5kg que tento perder desde então. Continuo comendo muito chocolate. Muito mesmo. Todos os dias. Tento parar, mas sou viciada.
Adquiri umas manias engraçadas como comprar coisas em dupla, beber muito café, gostar mais de cinzas brancos e pretos do que de coloridos, aumentei a seção “oncinha” do meu guarda-roupa e por aí vai.
Aprendi também a costurar, e fiz alguns vestidos e outras coisinhas. Depois disso, acumulei muitos tecidos sem corte nem costura e uma máquina pesada e sem lugar definido.
Tive os melhores e os piores dias da minha vida. Acordei sem dormir e dormi sem fechar os olhos.
Fiz yoga, boxe e musculação. Poucos meses e poucas seções. Nosso relacionamento é instável e não conseguimos nos manter juntos por muito tempo. Agora, estou flertando com a natação mas o frio está me mantendo em casa.
Quase matei uma plantinha das duas que comprei pro meu quarto. Este que, aliás, ficou o mesmo mas mudou bastante. Ganhei um guarda-roupa maior e coisas tiveram seu lugar mas, fora do guarda-roupa muita coisa continuou sem lugar não só no meu quarto.
Joguei fora alguns calçados e algumas roupas que não serviam ou não me representavam mais, enquanto algumas outras pareciam dizer tudo sobre mim. A paleta de cores do meu guarda-roupa mudou para tons pastéis, brancos, cinzas, beges e preto. Muito preto.
Meu iTunes teve muita música nova adicionada. Algo como MGMT, Foster The People, Phoenix que me viciaram em música “eletrônica” e, boas novas vozes brasileiras como Tiê, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci.
Fui pra São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santa Maria, Curitiba, São Francisco do Sul... e foram as melhores coisas e escolhas que fiz, com certeza. Não saio do mesmo lugar pra um lugar novo faz tempo e estou precisando. Tudo o que queria era uma passagem só de ida pra Tel Aviv nesse momento.
Conheci tanta gente, me apaixonei muitas vezes, estraguei tudo em todas elas, fiz tudo o que tinha pra fazer de errado, magoei e magoei de novo e me senti mal todas essas vezes. Com os espertos eu consegui conversar e, alguns até voltaram a falar comigo. Veja só que no meu aniversário foram 16 minutos no telefone com alguém que não falava fazia mais ou menos 1 ano e noite passada ou hoje de manhã, foram quase 2 horas no telefone. Duas horas.
Tentei mandar um bilhete onde estava escrito “come on baby light my fire” mas o destinatário estava indisponível. E continua ocupado toda vez que ligo. Talvez seja a diferença de idade, vai saber.
Comecei a trabalhar num jornal e estou quase aniversariando 2 anos lá. Mudamos de sala duas vezes e isso me fez muitos amigos e conhecer pessoas incríveis que guardo aqui, deep inside my heart.
Cozinhei pouco e sem muita criatividade. E, muitas vezes, sem muito sucesso. Bolos abatumaram, ficaram muito doce ou o forno não assou direito enquanto outros sairam-se perfeitos com a massa cor-de-rosa e cobertura de chocolate e estrelinhas coloridas.
Subi no palco muitas vezes e, pensando bem, deveria ter ficado no chão.
Visitei muitos amigos, conversei com várias mães de amigos que me encantaram, assim como seus filhos incríveis já o haviam feito antes.
Comi muitas coxinhas. Fui pouco a praia. Perdi muito tempo. Muito.
Priorizei coisas que não deveriam ser priorizadas, revi minhas prioridades e hoje, acredito estar com uma pirâmide de importância justa.
Falei demais e também deixei de falar muita coisa, mas acho que tudo o que foi pensado foi bem dito.
Construí um muro bem, bem alto ao meu redor pra me proteger das pessoas. Mas a porta da muralha em geral fica escancarada, não funcionando muito bem. Para todos os efeitos, não deixo de acreditar nas pessoas nunca, mesmo que isso ocasione decepções. Porque, em verdade, o pote da esperança é um dos maiores potes aqui na minha adega dos sentimentos. O maior pote, com certeza é o do amor e esse distribuo em embalagens com spray e tudo.
Senti saudades. Muitas. De muitas pessoas, ocasiões, decisões, palavras, escolhas, abraços, cheiros, gostos, ventos, dias, horas, segundos, lugares, sorrisos, olhares e principalmente, sentimentos. De ti, dele, dela, deles, delas, de todos ao mesmo tempo ou separados.
E sofri. Sofri em gostar de quem não gostava de mim. De querer ser legal com quem só queria o mal pra mim. Sofri de frio, de solidão, de tudo dando errado e desmoronando ao mesmo tempo na minha cabeça. Sofri por achar que não conseguiria fazer, por errar e ter de fazer de novo e ter de tomar decisões on my own.
Sofri muito em tentar achar sentimentos bons em quem não os tinha, em esperar de certas pessoas alguma atitude, em querer pouco dos outros que pra mim era muito. Sofri por ter sido deixada pra trás, por me julgarem errado, por ter gente querendo competir quando não há espaço para competição. Não há vencedores nem perdedores, só eternos competidores de uma maratona sem fim.
Chorei por mim e pelos outros, de solidão e da falta do silêncio, de vontade e de desprazer, de emoção, de felicidade, de tristeza e de consolo a mim mesma. Chorei quando não tinha mais opção ou quando a única opção era essa. Chorei ao conversar, ao perceber quão triste estava sendo tudo aquilo, quantas dúvidas pararam no ar e foram dançar com as nuvens. Chorei de dor física e dor emocional, porque dói e sempre vai doer lembrar de certas coisas. Chorei um choro ácido de raiva muitas vezes.
escrito em 8 de agosto de 2011 e sem as devidas atualizações
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
declaro proibido
tirar minha mãe de perto de mim!
meu coração tá aqui sofrendo, chorando, resmungando. é sofrer que não falta mais nem termina nunca.
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paixões
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
cheiro de sentimento
segunda-feira, 25 de julho de 2011
what's inside her never dies
"Amy Amy Amy
Although I've been here before
Amy Amy Amy
She's just too hard to ignore"
For sure, Amy Winehouse poderia ter sido a maior estrela da música, e é isso que dói. Pois ela era completamente louca, mas era justamente isso que fazia toda sua legião de fãs vibrarem quando ela pagava peitinho e, ao mesmo tempo, embrulhava o estômago dos muitos quando ela cancelava uma turnê ou caía no palco.
"She walks away
The sun goes down,
She takes the day but I'm grown
And in your way
In this blue shade
My tears dry on their own."
E só quem viu aquela mulher pequena mas com um cabelo enorme, peitos renovados, vestido digno da magreza, abrir a boca e, sem muito esforço, enlouquecer um público que mal a via de tão longe que ela estava de qualquer outro mortal é que entende porque somos tão loucos quanto ela, mas somos loucos por ela. E seremos sempre.
"We only said goodbye with words
E só quem viu aquela mulher pequena mas com um cabelo enorme, peitos renovados, vestido digno da magreza, abrir a boca e, sem muito esforço, enlouquecer um público que mal a via de tão longe que ela estava de qualquer outro mortal é que entende porque somos tão loucos quanto ela, mas somos loucos por ela. E seremos sempre.
"We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
I go back to us
I love you much
It's not enough, you love blow and I love puff
And life is like a pipe
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside"
segunda-feira, 21 de março de 2011
da série paixões: #2 ruivos
Sempre quis ter nascido com o cabelo laranja e sardinhas, acho a coisa mais linda desse mundo! Já usei o cabelo vermelho, mas não ficou a mesma coisa, né? Parabéns à genética que beneficia alguns lindos que vem com esse quê de charme, e à tinta aos outros que se dão muito bem:








Obs: nenhuma dessas fotos é minha, mas ao clicar na foto, você vai parar na página de onde eu as tirei!
Obs: nenhuma dessas fotos é minha, mas ao clicar na foto, você vai parar na página de onde eu as tirei!
domingo, 27 de fevereiro de 2011
da série paixões: #1 cachos
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
futilidade x intelectualidade
Ok, você só vê filmes tipo "cult"; lê jornal todo dia; quando mulher, não pinta as unhas nem usa maquiagem porque isso é muito ~fútil~; só se preocupa e conversa sobre assuntos relevantes para a sociedade e sobre cultura; é extremamente conhecedor da arte e de política.
Eu respeito.
Agora, não vem me julgando só porque gosto de filmes e seriados babacas como Gossip Girl, porque adoro maquiagem e me divirto quando acho cores e coisas novas pra usar, porque adoro pintar as unhas e tenho uns 20 esmaltes em casa, ou porque eu gosto de comprar coisas de qualidade.
Sou fútil por secar meu cabelo? Ah, peraí né?! Só porque não preciso cultivar essa arrogância e gosto de me sentir bonita sou babaca também? Como disse minha amiga, outro dia: a gente não pode gostar de se sentir bonita, tem que existir toda uma conspiração por trás disso. Tenho uma palavra que caracteriza bem: preconceito. Alô, galera, as pessoas podem ser bonitas e inteligentes. Todo mundo pode.
Aliás, gostar dessas coisas não é sinônimo de frescura. Não, eu não morro quando minha unha quebra - a não ser que quebre tanto que me machuque, e é por isso que tenho sempre uma lixa comigo, pra evitar machucados. Não, eu não tenho problema algum em chegar perto do barro, só não quero estragar meus sapatos bons, deixa eu usar os velhos pra essas coisas. Não, eu não gasto milhares de dinheiros com roupas caras, eu gosto de ter o básico. Sim, eu adoro coisas cheirosas como sabonetinhos especiais e hidrantantes, xampu e creme pro cabelo, que são coisas que me fazem sentir limpa e linda. Não, eu não grito quando vejo uma barata, nem um sapo, nem um rato, nem outro bicho desses comuns em casa. Sim, eu gosto de salada e como porque amo e porque acho saudável e me sinto bem assim, mas como coisas gordinhas também às vezes, não vejo mal nisso. Não, eu não tomo refrigerante, porque não gosto.
E por fim, eu também vejo filmes cult, leio jornal, adoro livros, escuto músicas estranhas, adoro arte, cultura e política. Mas não preciso tentar converter todo mundo a fazer isso também. E não preciso tentar converter as pessoas a usarem maquiagem ou usarem coisinhas cheirosas, o que eu considero cuidarem de si mesmas :) Cada um cuida de si do jeito que acha que deve ser feito.
Respeitem-me também.
Quando a gente aprende a enxergar a beleza (e não digo esteticamente) das outras pessoas, a gente consegue se relacionar melhor, aprender com quem a gente antes torcia o nariz, e deixa de ser chato. Acho eu que a gente impõe muitas "regras", sabe? Deixa a pessoa usar roupa neon, deixa a gordinha comer coxinha, deixa a menina ter monocelha... Quando passamos a estarmos felizes consigo mesmo não precisamos que os outros digam o que é certo e errado. E também não devemos dizer o que é certo e errado pras outras pessoas. Não é muita arrogância da nossa parte? Basta sermos seguros de si. Mas eita tarefinha difícil essa, né?
Eu respeito.
Agora, não vem me julgando só porque gosto de filmes e seriados babacas como Gossip Girl, porque adoro maquiagem e me divirto quando acho cores e coisas novas pra usar, porque adoro pintar as unhas e tenho uns 20 esmaltes em casa, ou porque eu gosto de comprar coisas de qualidade.
Sou fútil por secar meu cabelo? Ah, peraí né?! Só porque não preciso cultivar essa arrogância e gosto de me sentir bonita sou babaca também? Como disse minha amiga, outro dia: a gente não pode gostar de se sentir bonita, tem que existir toda uma conspiração por trás disso. Tenho uma palavra que caracteriza bem: preconceito. Alô, galera, as pessoas podem ser bonitas e inteligentes. Todo mundo pode.
Aliás, gostar dessas coisas não é sinônimo de frescura. Não, eu não morro quando minha unha quebra - a não ser que quebre tanto que me machuque, e é por isso que tenho sempre uma lixa comigo, pra evitar machucados. Não, eu não tenho problema algum em chegar perto do barro, só não quero estragar meus sapatos bons, deixa eu usar os velhos pra essas coisas. Não, eu não gasto milhares de dinheiros com roupas caras, eu gosto de ter o básico. Sim, eu adoro coisas cheirosas como sabonetinhos especiais e hidrantantes, xampu e creme pro cabelo, que são coisas que me fazem sentir limpa e linda. Não, eu não grito quando vejo uma barata, nem um sapo, nem um rato, nem outro bicho desses comuns em casa. Sim, eu gosto de salada e como porque amo e porque acho saudável e me sinto bem assim, mas como coisas gordinhas também às vezes, não vejo mal nisso. Não, eu não tomo refrigerante, porque não gosto.
E por fim, eu também vejo filmes cult, leio jornal, adoro livros, escuto músicas estranhas, adoro arte, cultura e política. Mas não preciso tentar converter todo mundo a fazer isso também. E não preciso tentar converter as pessoas a usarem maquiagem ou usarem coisinhas cheirosas, o que eu considero cuidarem de si mesmas :) Cada um cuida de si do jeito que acha que deve ser feito.
Respeitem-me também.
Quando a gente aprende a enxergar a beleza (e não digo esteticamente) das outras pessoas, a gente consegue se relacionar melhor, aprender com quem a gente antes torcia o nariz, e deixa de ser chato. Acho eu que a gente impõe muitas "regras", sabe? Deixa a pessoa usar roupa neon, deixa a gordinha comer coxinha, deixa a menina ter monocelha... Quando passamos a estarmos felizes consigo mesmo não precisamos que os outros digam o que é certo e errado. E também não devemos dizer o que é certo e errado pras outras pessoas. Não é muita arrogância da nossa parte? Basta sermos seguros de si. Mas eita tarefinha difícil essa, né?
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
liguei minha vida no shuffle...
...o resto só dá pra saber depois.
Enquanto isso, na torre do castelo, eu fico pensando como eu gosto de pessoas. Adoro, dum jeito muito apaixonado. Mesmo. Gostei tanto daquele senhor que pediu pra eu completar aquela confirmação da passagem de ônibus. Ele era do Pará, bem simpático, redondinho e rosado. Valfredo? Algo assim. Tava visitando a irmã em Joinville, e era tão querido... Não sei explicar, mas queria que ele fosse meu vô pra me contar histórias de lá longe.
E aquele menino que é tão querido, engraçado e simpático? Não consigo explicar também, mas queria convidá-lo prum café interminável, porque acho que seria exatamente isso que aconteceria.
Tem também o cara do correios (já que vira-e-mexe estou lá) que tem cabelo cacheado, grisalho, olhos azuis e um deles tem uma mancha castanha. Tão particular! E foi tão simpático quando ele ficou com pena do preço que eu iria pagar pra enviar minhas coisas, o olhar de pena foi impagável! E ele fala tão baixinho, que eu sempre preciso me concentrar pra ouvir. Uma vez fui embora achando que ele tinha me pedido algo e eu simplesmente dei tchau!
Daí tem também aquele meu ex-professor, que é um ser tão querido, simpático, agradável, inteligente... mas ele faz aquela pose de machão, crítico, chato, e outras coisas que fazem as pessoas torcerem o nariz pra ele às vezes. Não consigo não olhar pra ele e achar ele uma coisa fofíssima, que é o que ele é, na verdade.
A garçonete do café que eu fui hoje, que foi um doce e super engraçada. Voltarei lá só porque ela é uma gracinha.
E a menina que parecia uma bo-ne-ca e tava toda vestida de gótica? Sério: era um vestido de rendinhas preto, um penteado todo lindo, perfeitinha. Vontade de colocar ela na minha estante.
Tem tan-ta gente interessante, diferente, maravilhosa nesse planeta, e vocês aí, reclamando do dedão do pé. Dica: saia de casa, vai ver essas pessoas!
Enquanto isso, na torre do castelo, eu fico pensando como eu gosto de pessoas. Adoro, dum jeito muito apaixonado. Mesmo. Gostei tanto daquele senhor que pediu pra eu completar aquela confirmação da passagem de ônibus. Ele era do Pará, bem simpático, redondinho e rosado. Valfredo? Algo assim. Tava visitando a irmã em Joinville, e era tão querido... Não sei explicar, mas queria que ele fosse meu vô pra me contar histórias de lá longe.
E aquele menino que é tão querido, engraçado e simpático? Não consigo explicar também, mas queria convidá-lo prum café interminável, porque acho que seria exatamente isso que aconteceria.
Tem também o cara do correios (já que vira-e-mexe estou lá) que tem cabelo cacheado, grisalho, olhos azuis e um deles tem uma mancha castanha. Tão particular! E foi tão simpático quando ele ficou com pena do preço que eu iria pagar pra enviar minhas coisas, o olhar de pena foi impagável! E ele fala tão baixinho, que eu sempre preciso me concentrar pra ouvir. Uma vez fui embora achando que ele tinha me pedido algo e eu simplesmente dei tchau!
Daí tem também aquele meu ex-professor, que é um ser tão querido, simpático, agradável, inteligente... mas ele faz aquela pose de machão, crítico, chato, e outras coisas que fazem as pessoas torcerem o nariz pra ele às vezes. Não consigo não olhar pra ele e achar ele uma coisa fofíssima, que é o que ele é, na verdade.
A garçonete do café que eu fui hoje, que foi um doce e super engraçada. Voltarei lá só porque ela é uma gracinha.
E a menina que parecia uma bo-ne-ca e tava toda vestida de gótica? Sério: era um vestido de rendinhas preto, um penteado todo lindo, perfeitinha. Vontade de colocar ela na minha estante.
Tem tan-ta gente interessante, diferente, maravilhosa nesse planeta, e vocês aí, reclamando do dedão do pé. Dica: saia de casa, vai ver essas pessoas!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
curando um câncer
Bem, o caso é que não me importo nem um pouco se você gosta ou não de mim. Sério mesmo. Só acho que assim, poderia rolar um respeito, né? Eu tento ser legal, simpática, conversar, entender a falta de senso de humor, a birrinha e o bico constante, mas né? Tá difícil. Daí sei que você não gosta de mim, beleza. Acho até ótimo. Mas OI! Eu re-al-men-te não gosto do que tu faz, já "reclamei" pros meus amigos disso mas né, vou fazer o quê? Deixa estar. Só não vem querendo fazer pose de "sou mais" ou "faço mais" que não vai funcionar, ok? Mas é claro que existe reciprocidade aqui! Só não vem se fazendo porque eu não sou idiota, sei o que é um sorriso falso e um verdadeiro, sei quando tu estás fazendo piadinha pra humilhar e quando estás querendo ser A legal também. Ou seja, take it easy.
sábado, 5 de junho de 2010
6 coisas aleatórias para lidar com uma mulher
1) sabe aquela coisa que você faz que ela já reclamou e se irritou várias vezes? é! pare de fazer isso na frente dela para evitar maiores problemas.
2) não seja um idiota! não provoque, não insista no erro, não finja que não aconteceu.
3) pare de achar que ela não quer te ajudar. ela quer, elas sempre querem. então não fica evitando de contar as coisas que tão acontecendo porque você vai continuar mal-humorado, ela vai achar que você não confia e os dois ficarão de mal - e sem saber como agir.
4) elogie. você também não gosta que te elogiem? preste atenção nos detalhes, se o cabelo dela está lindo, não deixe de falar. ela provavelmente passou horas escolhendo os detalhes para ficar linda e quer que isso seja reconhecido! (assim como todo mundo)
5) você não precisa e nem vai entender as mudanças de humor, as vezes que ela ficar brava, mas não aja como um idiota e fuja. ninguém que está mal quer distância do mundo (a não ser que isso seja explícito).
6) mulheres gostam de conversar, então aprenda a fazê-lo. silêncio é mais angustiante que uma conversa difícil.
Obs.: tá, ficou autoral. mas enfim!
2) não seja um idiota! não provoque, não insista no erro, não finja que não aconteceu.
3) pare de achar que ela não quer te ajudar. ela quer, elas sempre querem. então não fica evitando de contar as coisas que tão acontecendo porque você vai continuar mal-humorado, ela vai achar que você não confia e os dois ficarão de mal - e sem saber como agir.
4) elogie. você também não gosta que te elogiem? preste atenção nos detalhes, se o cabelo dela está lindo, não deixe de falar. ela provavelmente passou horas escolhendo os detalhes para ficar linda e quer que isso seja reconhecido! (assim como todo mundo)
5) você não precisa e nem vai entender as mudanças de humor, as vezes que ela ficar brava, mas não aja como um idiota e fuja. ninguém que está mal quer distância do mundo (a não ser que isso seja explícito).
6) mulheres gostam de conversar, então aprenda a fazê-lo. silêncio é mais angustiante que uma conversa difícil.
Obs.: tá, ficou autoral. mas enfim!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Dica musical - Emilie Simon
Não sei se já não postei sobre a Emilie aqui, mas de qualquer forma, não vejo porque não postar novamente se for o caso. Eu adoro ela, a graciosidade das suas músicas, ao mesmo tempo que suas letras não são "de mocinha", digamos. Posto essa porque está na minha cabeça faz tempo. E ela é linda, só pra constar.
"I'm not the woman looking for
Roses never, never,
Roses never, never, fall in love
Roses never, never,
Roses never, never, fall in love"
Emilie Simon - Never Fall in Love
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Eles & elas






Sou uma romântica inegável, como já mencionei. Tenho desses amores efêmeros e dos duradouros, mas em qualquer dos casos eu geralmente morro de amores pelas pessoas. Não falo de paixão física. Em 2008 eu tive vários por quem me apaixonar. Tenho dessas. Quando gosto muito de uma pessoa eu tenho vontade de me amarrar a ela somente pra ficar perto. Tanto faz se é amiga ou amigo, ficante, namoradinho, etc e tal.
Ah! Se eu pudesse agradecer a todos que me fizeram rir esse ano... mas uma coisa é certa: agradeço às pessoas que apareceram na minha vida ora para bagunçá-la, ora para organizá-la. Ainda tenho de fazer top posts, top discos, top músicas,
Pelo menos um beijo deixo aos presentes nas fotos do post. Outro a quem lê aqui, quem está lendo e quem visita. Que 2009 seja cheio de música boa, cheio de rock, cheio de cerveja, festas, amigos, felicidade, amores, paixões, roupa bonita, comida gostosa, cama boa para dormir, diversão, viagens e tudo o que vocês desejarem!
P.S.: Faltaram várias pessoas importantíssimas nas fotos, mas eu cansei!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Dica Musical - Adele

Não se engane pois eu não estou usando lentes nem meu nariz está bonito e empinadinho. Essa foto é da Adele, uma cantora londrina que descobri anteontem. Duas das incontáveis coisas boas das férias são, sem sombra de dúvida, a sobra de tempo para ficar no computador e assistir a programas na TV em horários que você estaria dormindo na sua "vida normal". Pois eu vi dois caras do Kaiser Chiefs falando bem dessa moça e depois a ouvi cantando. Claro que me apaixonei: londrina com sotaque, blues, mulher (tenho apreço por vocal feminino).
Sobre ela, o last.fm diz que ela tem apenas e míseros 20 aninhos e que estudou na mesma escola de artes que Amy Winehouse e Kate Nash. Ela também vem sendo comparada à minha musa Amy por realmente fazer uma música parecida com a dela. O primeiro CD dela, 19, foi lançado em janeiro deste ano. Apesar de não ter visto nada dela nas TVs brasileiras ainda (porque como disse tenho visto bastante televisão), acho que ela promete (já é a nova celebridade britânica) e seu last.fm já conta com mais de 3 milhões de execuções.
Do que ouvi, minhas músicas preferidas são Hometown Glory, Tired e Cold Shoulders. Resolvi pôr aqui esta última pois além de ter adorado a música, também adorei o clip. Tá esperando o que para dar play?
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Mulher moderna o caralho

Tenho uma semana por mês que surto: um dia choro, no outro me descabelo, no segundo bebo a caixa d'água, no terceiro como a geladeira inteira, no quinto eu incho e pareço um baiacu, no sexto eu fico tão cansada que pareço um zumbi e no sétimo acontece o milagre vermelho! Aí eu fico mais quase uma semana me sentindo podre, ruim, cansada, principalmente nesse calor infernal. Sem contar que nessa uma semana de TPM eu ainda consigo me bater em diferentes locais, me machucar em qualquer oportunidade que o azar joga! Resultante disso no momento são os arranhões na mão direita e o roxo na mão esquerda, que não sei daonde vieram.
Nesses dias (e nos outros também) eu fico com uma puta raiva desse mundinho machista. A gente precisa sofrer com a depilação uma vez por mês e arrancar pelinhos com cera (que é a sensação mais agradável do mundo). Precisamos estar sempre lindas, cheirosas, felizes, sorridentes, alegres. Que merda hein?! Não podemos ter chulé nem ce-cê (famosa asa aqui no Sul). As unhas tem de estar feitinhas; precisamos usar brincos, brilho, rímel, blush, o diabo-a-quatro.
Quem disse que precisamos? É, eu sei que ninguém me disse isso, mas se você é mulher, experimenta não se depilar dois meses seguidos, não fazer as unhas, não arrumar o cabelo nem passar perfuminho. E se você é homem, imaginou alguém assim? Pois é...
Além dessa futilidade toda ainda precisamos ser mães, estudantes, namoradas, amigas, e safadas na cama. Ah, pára né?! Desse jeito todas as mulheres terão distúrbios mentais com tantas personalidades... Precisamos estudar e sermos mulheres capazes de nos susternar, já que hoje em dia homem não sustenta mais a mulher (generalizando, claro).
Puta azar eu fui ter em nascer nos anos 90. Deveria ter nascido no mínimo nos anos 60 para curtir um Beatles, um iê-iê-iê nos bailes que acabavam às 8h da noite e no máximo me preocupar com os vestidos acinturados!
Mas tudo bem, já me acostumei com o martírio. Mas às vezes dá uma vontade enorme de ter nascido homem pra não me preocupar com todas essas coisas. Ou no mínimo, nunca ter precisado virar mulher, já que meninas são mais tranquilas (não hoje em dia, mas isso é outro papo).
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