Pois assim que digo para escolher as suas melhores roupas e uns belos casacos coloridos, porque vamos sem demora, atravessar quilômetros. Vamos atrás de chocolates, gramas verdinhas, neve, frio, pôr-do-sol bonito e um pouco mais de amor pra esse mundo! Levarei uns doces, uma térmica para o café, umas toalhas branquinhas, tiara vermelhinha e cobertas bem quentinhas. Vamos desvendar segredos, interceptar sonhos, realizar desejos e rir demais! Vamos à Gramado, Canela, e um rio Grande do Sul dos mais belos. Depois, uma esticadinha em qualquer praia deserta, pra correr ao sol, nadar no mar gelado, sentir o sal na pelo do outro, e dormir em cima de alguém. Pois bem, esteja pronto que a qualquer hora eu passo aí pra gente ir! E não esquece de uns CDs com umas músicas típicas pra dirigir!
Já não sei mais o que é real e o que é utopia, novidade. Eu que tento achar motivos pra não ser.
domingo, 20 de abril de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Ele outra vez de novo
Parecia até que ele estava cantando "Seus olhos querem fugir de mim, mas o mundo é tão pequeno... fatalmente vai me ver passar. Posso até querer te falar como estou, mas não vou. Prefiro ficar mudo." Não senti borboletas na barriga nem cheiro dele, só ele me cheirando. Se é assim, então eu deveria estar cantando "Sozinho eu vou ficar melhor, só por mim eu vou ficar melhor, melhor, melhor, melhor, melhor, melhor, melhor, melhor, melhor, melhor, melhor."
Se você ainda quer estar nos dias que já passaram, não sei, mas sobrou pra mim. Permaneço aqui estático, não vale mesmo a pena não levantar e ver.
Saborosa sensação de te ter mais uma vez... dividir todo recheio sem ter medo de viver!
baseado em Mombojó - Saborosa, Fatalmente e Estático.
Se você ainda quer estar nos dias que já passaram, não sei, mas sobrou pra mim. Permaneço aqui estático, não vale mesmo a pena não levantar e ver.
Saborosa sensação de te ter mais uma vez... dividir todo recheio sem ter medo de viver!
baseado em Mombojó - Saborosa, Fatalmente e Estático.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Ele mais uma vez...
Lembrei de você, senti seu cheiro sem te ver e gosto de chocolate com pimenta. Teu sorriso me veio a mente e teu abraço me aqueceu. Fazer o quê?
sábado, 15 de março de 2008
Luís Fernando Veríssimo apresenta:
"E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças"
Luis Fernando Veríssimo
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças"
Luis Fernando Veríssimo
sábado, 8 de março de 2008
Auto descrição de si mesmo 2
isso vai longe
minúsculas
velha
grande
eu
roxo
jovem
viciada
psicótica
paranóica
depressiva
estressada
calma
decidida
refletora
única
pedra
estrêla
cristi
crrris
ela
você
nós
aquela
poesia
prosa
contexto
comunicação
furacão
calmaria
mar
azul
céu
música
fio
mistura
palavras
guerra
self-service
paranóiatodabóiaclarabóia
sem fim...
minúsculas
velha
grande
eu
roxo
jovem
viciada
psicótica
paranóica
depressiva
estressada
calma
decidida
refletora
única
pedra
estrêla
cristi
crrris
ela
você
nós
aquela
poesia
prosa
contexto
comunicação
furacão
calmaria
mar
azul
céu
música
fio
mistura
palavras
guerra
self-service
paranóiatodabóiaclarabóia
sem fim...
quarta-feira, 5 de março de 2008
Auto-descrição de si mesmo
Pois é, sou muitas cores e muitos cheiros. Sou maluca e consciente. Chata até demais e me revolto com quase tudo! Sou preto e branco e meu coração pulsa lentamente. Não obstante, o brilho dos olhos nunca cessa. Sou a estrêla ou a pedra, depende do ângulo.
sábado, 1 de março de 2008
Divagações de meia-tarde
Qual o assunto abordado às margens das folhas dos livros? Números e páginas que corroem e correm durantes anos. Sem dizer nada, diga-se tudo. Para, que em pingos de chuva, o sal das lágrimas lave a alma de quem sai de casa e não deixe secar os corações maltrapilhos. Compaixão vem bem servida de pessoas que volta e meia convencem-me de que o passado volta à tona. Pobres almas, vivais mais o presente e deixais o passado aonde ele pertence: para trás!
E que cheiro é esse de passado, meu povo rebelde? Rebeldia por rebeldia a minha é muito mais sadia e ainda faz rima! Sem terminar a frase com ponto final, sem falar de amor ou penhor, sem querer mais do que apenas amigos e livros, dou por fim um silêncio mais que em tempo!
Fim não contínuo sem fazer parte de um círculo e que escuta Red Hot Chilli Peppers com o pé inquieto. Muito o que fazer não presente num tempo que corre!
E que cheiro é esse de passado, meu povo rebelde? Rebeldia por rebeldia a minha é muito mais sadia e ainda faz rima! Sem terminar a frase com ponto final, sem falar de amor ou penhor, sem querer mais do que apenas amigos e livros, dou por fim um silêncio mais que em tempo!
Fim não contínuo sem fazer parte de um círculo e que escuta Red Hot Chilli Peppers com o pé inquieto. Muito o que fazer não presente num tempo que corre!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Recíproca?!
Me ponho de frente pro mar: nem sempre o que a gente quer, a gente têm. Apesar de não ter o que queremos, podemos ser o que somos. Não é o que não temos que nos influi, e sim o que temos. Pelo menos deveria ser assim. Mas apesar de temos pouco podemos ser muito. Já dizia Newton que pra cada ação existe uma reação de mesma intensidade, direção e sentido oposto. E a famosa "e a recíproca também é verdadeira". Assim, se com ferro feres, com ferro serás ferido. E nada de minguar a brancura da tua blusa! O colorido está nos olhos de quem vê e só é visto o que é deixado a mostra.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Perigos
"Queria encontrar novamente aqueles olhos tendenciosos e enigmáticos que me deixaram todas as vezes sem conseguir decifrá-los."
Não encontrei os olhos, só óculos. Nem cachinhos rebolando havia! Mesmo assim fez a perna tremer e o coração pular. Como se fosse pouco ter poucos cabelos. Não sei o que há contigo, mas não se aproxime! Sou tendenciosa o bastante ao perigo de te querer novamente. E quero sempre.
Não encontrei os olhos, só óculos. Nem cachinhos rebolando havia! Mesmo assim fez a perna tremer e o coração pular. Como se fosse pouco ter poucos cabelos. Não sei o que há contigo, mas não se aproxime! Sou tendenciosa o bastante ao perigo de te querer novamente. E quero sempre.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Feijoada Com Laranja
Tá aqui: www.feijoadacomlaranja.blogspot.com
E que comece nossa revolução!
Beijos
E que comece nossa revolução!
Beijos
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Diagnóstico diagnosticado
"Teu corpo tá falando contigo. Tu precisa fazer alguma coisa, algum exercício."
Minha mãe sabe das coisas. E meu corpo também, oras bolas. Cruzes quanta dor num corpo só. Hoje é dia 06 de fevereiro. Ontem alguma coisa deveria ter acontecido. É.
O projeto do blog do Brasil continua. Adoraria ter Anderson, Bruna e Lui como correspondentes. Mas preciso de alguém de São Paulo também. Alguém do nordeste. ALGUÉM? Tô pensando no nome ainda... Veremos o que acontece.
Minha mãe sabe das coisas. E meu corpo também, oras bolas. Cruzes quanta dor num corpo só. Hoje é dia 06 de fevereiro. Ontem alguma coisa deveria ter acontecido. É.
O projeto do blog do Brasil continua. Adoraria ter Anderson, Bruna e Lui como correspondentes. Mas preciso de alguém de São Paulo também. Alguém do nordeste. ALGUÉM? Tô pensando no nome ainda... Veremos o que acontece.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Novidade!
Vou fazer um blog sobre o Brasil, para todos os brasileiros sentirem orgulho do que deveria ser praxe: nossa cultura, lugares lindos, pessoas fantásticas, essas coisas.
De noite faço isso, agora vou planejar tudo e depois coloco o link do blog novo aqui.
PS: Se alguém que passa por aqui quiser participar do blog em alguma sessão eu acho ótimo!
Beijin
De noite faço isso, agora vou planejar tudo e depois coloco o link do blog novo aqui.
PS: Se alguém que passa por aqui quiser participar do blog em alguma sessão eu acho ótimo!
Beijin
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Zen e a arte da manutenção de motocicletas
Uma investigação sobre valores (isso foi a continuação do título)
"Quais são as novidades?" é a eterna pergunta, interessante e abrangente; mas, se só perguntarmos isso, obteremos uma série interminável de banalidades e modismos, o lodo do futuro. Eu prefiro me preocupar em perguntar: "o que é melhor?" É um questionamento mais profundo do que abrangente, cujas respostas tendem a lançar o lodo correnteza abaixo. (isso foi um trecho do livro)
Ok, eu to adorando o livro. E pensem, o que é melhor pra vocês? O melhor pra mim é pensar em mim e parar de pensar no que seria bom pros outros. Não posso ser segundo plano na minha própria vida, seria muita contradição pra uma pessoa só. Então, se eu estiver bem, ajudarei o máximo que puder.
O melhor pra todos nós seria pararmos de jogar água fora, separarmos o lixo, pensarmos com a cabeça. Não sei porque diabos nós somos tão nojentos! Que nojo da humanidade... (crise de Mafalda)
PS: Menino, se cuida que to muito preocupada contigo. Tanto que meus cachinhos alisaram por conta própria hoje. Qualquer dia desses me afogo nessa tua piscina azul! E, hei! Seja muito feliz por favor. Beijos em você.
"Quais são as novidades?" é a eterna pergunta, interessante e abrangente; mas, se só perguntarmos isso, obteremos uma série interminável de banalidades e modismos, o lodo do futuro. Eu prefiro me preocupar em perguntar: "o que é melhor?" É um questionamento mais profundo do que abrangente, cujas respostas tendem a lançar o lodo correnteza abaixo. (isso foi um trecho do livro)
Ok, eu to adorando o livro. E pensem, o que é melhor pra vocês? O melhor pra mim é pensar em mim e parar de pensar no que seria bom pros outros. Não posso ser segundo plano na minha própria vida, seria muita contradição pra uma pessoa só. Então, se eu estiver bem, ajudarei o máximo que puder.
O melhor pra todos nós seria pararmos de jogar água fora, separarmos o lixo, pensarmos com a cabeça. Não sei porque diabos nós somos tão nojentos! Que nojo da humanidade... (crise de Mafalda)
PS: Menino, se cuida que to muito preocupada contigo. Tanto que meus cachinhos alisaram por conta própria hoje. Qualquer dia desses me afogo nessa tua piscina azul! E, hei! Seja muito feliz por favor. Beijos em você.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Daqui a dez anos...
Cristal vai ser um nome famoso. Será uma menina-moça-mulher ainda, como sempre, desde seus 4 anos, a eterna velha. E como diz meu pai, sou apenas contemporânea dos meus amigos. Me vi hoje com uns 20 e tantos anos. Vou ser do tipo que tem vários piercings, várias tatuagens, come arroz integral e carne de soja, ama animais, mora na beira da praia e usa faixa no cabelo. Achou familiar? Pois é, floripa tá cheia de gente assim. Mas eu não me culpo, nasci ali.
Talvez eu vire suburbana também, e more em Curitiba. Mas não vou fumar, isso tenho quase certeza. Minhas unhas continuarão curtas e vermelhas. Vou ter um carro modelo antigo duma cor bem chamativa, tipo laranja-metálico ou verde-limão-metálico. Mas que fique claro que não quero chamar a atenção. Isso vale lembrar.
Quero uma galinha, um gato preto, um cocker preto e uma iguana. Pra morarmos todos juntos com meus móveis usados de quarto, minha sala com uma estante branca com lugar pro computador e umas plantas na varanda.
Tenho mais uma tatuagem para fazer agora, pra começar a transformação hippie moradora de Florips. Mãe e filha precisam também duma tatuagem já que pai e filha já o tem. Um coração nas costas vai ficar uma graça. Já o imagino pronto. E é claro que preciso de mais algum furo na orelha ou algo do tipo. Tô a muito tempo sem auto-mutilação-graciosa.
Talvez eu vire suburbana também, e more em Curitiba. Mas não vou fumar, isso tenho quase certeza. Minhas unhas continuarão curtas e vermelhas. Vou ter um carro modelo antigo duma cor bem chamativa, tipo laranja-metálico ou verde-limão-metálico. Mas que fique claro que não quero chamar a atenção. Isso vale lembrar.
Quero uma galinha, um gato preto, um cocker preto e uma iguana. Pra morarmos todos juntos com meus móveis usados de quarto, minha sala com uma estante branca com lugar pro computador e umas plantas na varanda.
Tenho mais uma tatuagem para fazer agora, pra começar a transformação hippie moradora de Florips. Mãe e filha precisam também duma tatuagem já que pai e filha já o tem. Um coração nas costas vai ficar uma graça. Já o imagino pronto. E é claro que preciso de mais algum furo na orelha ou algo do tipo. Tô a muito tempo sem auto-mutilação-graciosa.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Eu me perco.
Sempre que começo a pensar, vou longe. Talvez minha imaginação seja poderosa.
>> citação de algum livro, eu acho
>> citação de algum livro, eu acho
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Meu mundo
Meu mundo não é perfeito. Quem me dera se fosse. As cinco quadras que caminho pra ir até o trabalho são mais sujas do que eu poderia imaginar. Papéis espalhados, bitucas de cigarro, pedaços de jornal, caixas de comida, comida, chiclete, poeira, pés, pessoas, em suma, um monte de sujeira.Esses dias eu fui à piscina e salvei uma libélula azul. Ela era linda e pequena, deveria ser um filhote. Adoro salvar animais na piscina, parece pouca coisa mas é bastante pra mim. A libélula é um bichinho engraçado.
Essas flores da foto são bonitinhas mas têm um cheiro ruim. Tirei antes ou depois do natal, não me lembro direito. Foi uma das que tirei do lugar, mas isso é outra história.
Hoje meu cachos sumiram, tadinhos. Quero eles!
domingo, 20 de janeiro de 2008
"O Cheiro do Mar" - 11/01/07
"O mar cheirava como uma vela inflada, dentro da qual água, sal e sol frio estivessem presos. Cheirava simples o mar, mas ao mesmo tempo cheirava grandioso e único, de tal modo que Grenouille vacilava em dividir os seus odores de peixe, de sal, de água, de algas, de frescor e assim por diante. Preferia deixar o cheiro do mar reunido, preservava-o como um todo na memória e o fruía indiviso. O aroma do mar agradava-lhe tanto que ele desejava recebê-lo um dia tão puro e sem mistura e em tal quantidade que nele pudesse embebedar-se. E mais tarde, ao ficar sabendo, através de narrativas, quão grande era o mar e que nele se podia navegar durante dias com navios sem ver terra alguma, nada mais o seduzia tanto quanto imaginar que estava num desses navios, lá em cima, na cesta da gávea, no mastro da frente, a voar aí dentro através do infinito aroma do mar, que, a rigor, nem era um aroma, mas um hálito, um sopro, o fim de todos os odores, e se desfazia de prazer nesse hálito." (O perfume, história de um assassino; Patrick Suskind)
"A Batalha" - 08/12/07
Nosso campo era azul. Um retângulo perfeito e do meu ponto de vista, era um losango. Era puro, limpo, todo azul. Logo começaram os bombardeios. No começo, sutis e discretos, ia tomando conta de todo o campo azul. Eu via tudo: dinossauros, pôneis, casas, tartarugas, jacarés, corações, inúmeros animais e figuras invadindo nosso campo azul retangular. Aos poucos elas acabavam desaparecendo também, e logo surgiam novos. Fiquei ali, de cabeça pra baixo observando toda aquela onda de ataques passar e se acalmar. Só uma figura que eu não consegui entender. Era a maior de todas, brilhava com a incidência dos raios solares e emanava um cheiro de pureza. Fiquei ali, tentando desvendar qual seria o mistério daquela fonte de personagens nas suas extremidades e de um poder tão grande quanto ela própria. Se tivesse que ser um sentimento, seria o amor. Se tivesse que ser alguém, seria eu.
Repostagem - 15/12/07
Meu olho fica em pulso com qualquer menção de anormalidade corriqueira. Não obstante, a barriga gela e a pele tende a arrepiar-se. Essa cidade me enlouquece! Sopros fortes de vento gelado, e não por não gostar o vento gelado, mas sim pelo frio sem casaco me arrepiaram até os pêlos da nuca. Num outro instante, 169 páginas lidas, a atmosfera já era nauseantemente quente e abafada. Não deixava de ser agradável, e o sol brilhava forte.
Queria encontrar novamente aqueles olhos tendenciosos e enigmáticos que me deixaram todas as vezes sem conseguir decifrá-los. Uma prova qualquer de coragem ou covardia, depende do interlocutor. Mas a questão é que de tempos em tempos eu sentia a vil necessidade de me suprir de voltas estomacais, ou simples sacolejos das asas das borboletas. Não fosse bastante, existe algo levemente pragmático que não condiz com minha racionalidade.
Entre meios e permeios, dois lados se chocam como se não tivessem mais o que fazer! Não seria de minha importância caso não fosse eu a juíza, espectadora, "entremeia" total da luta. Um dos lados vinha com artilharia pesada, e acabara por me acertar. Devia desclassificá-lo, então? Meu bom senso quis que sim, e não também. Mas já não sabia o que pensar.
Pensar era o que eu menos queria, afinal. Discórdia e manifestação vívida de uma não-apuração dos fatos recentes. Pois eu não acreditava no que via nem no que lia. E mais: receio que esperar não alcance os objetivos que pretendo alcançar. Mas não tendo outra escolha no momento, tendo a me calar.
Queria encontrar novamente aqueles olhos tendenciosos e enigmáticos que me deixaram todas as vezes sem conseguir decifrá-los. Uma prova qualquer de coragem ou covardia, depende do interlocutor. Mas a questão é que de tempos em tempos eu sentia a vil necessidade de me suprir de voltas estomacais, ou simples sacolejos das asas das borboletas. Não fosse bastante, existe algo levemente pragmático que não condiz com minha racionalidade.
Entre meios e permeios, dois lados se chocam como se não tivessem mais o que fazer! Não seria de minha importância caso não fosse eu a juíza, espectadora, "entremeia" total da luta. Um dos lados vinha com artilharia pesada, e acabara por me acertar. Devia desclassificá-lo, então? Meu bom senso quis que sim, e não também. Mas já não sabia o que pensar.
Pensar era o que eu menos queria, afinal. Discórdia e manifestação vívida de uma não-apuração dos fatos recentes. Pois eu não acreditava no que via nem no que lia. E mais: receio que esperar não alcance os objetivos que pretendo alcançar. Mas não tendo outra escolha no momento, tendo a me calar.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Cachos
Tá bom, eu admito: eu amo cachinhos. Em homem ou eu mulher. Adoro como eles se mexem, como se arranjam, adoro até como as vezes se unem num só. Vamos lá: cachinhos são um charme e tanto! Loiros, ruivos, azuis, vermelhos, castanhos, pretos, rosas, amarelos...! Por isso gosto dos meus. 'Inda mais quando misturo o loiro com o resto. Ficaria horas olhando-os.
Eu até achava que cabelos lisos eram mais "gracinha", mas acabei preferindo os bagunçados cachinhos alheios. E talvez seja até por isso que sou apaixonada (leia-se sem interesse físico) por uns três meninos que conheço e têm cabelo cacheado. Eureka! Acho que cheguei a uma grande descoberta agora. Bom, que seja.
Cachos de cabelos caindo, mexendo, rebolando, dançando no horizonte. Que lindos! Cheiram a xampu de melancia, brilham como espelhos, se unem e separam. É uma dança bonita de se ver. Aos poucos vão hipnotizando, os dedos aparecem por entre os fios. Ora separam um cacho, ora formam outro. Alguns cachos são esticados e voltam como uma mola.
Se cabelo tivesse um som, seria de mar.
Detalhes pequenos e grandes, grandes e pequenas coisas. Às vezes um cacho pode fazer toda a diferença. Ou não. Sempre há o contra. Como começar a ler do último parágrafo, da última página, da última palavra. Veremos!
Eu até achava que cabelos lisos eram mais "gracinha", mas acabei preferindo os bagunçados cachinhos alheios. E talvez seja até por isso que sou apaixonada (leia-se sem interesse físico) por uns três meninos que conheço e têm cabelo cacheado. Eureka! Acho que cheguei a uma grande descoberta agora. Bom, que seja.
Cachos de cabelos caindo, mexendo, rebolando, dançando no horizonte. Que lindos! Cheiram a xampu de melancia, brilham como espelhos, se unem e separam. É uma dança bonita de se ver. Aos poucos vão hipnotizando, os dedos aparecem por entre os fios. Ora separam um cacho, ora formam outro. Alguns cachos são esticados e voltam como uma mola.
Se cabelo tivesse um som, seria de mar.
Detalhes pequenos e grandes, grandes e pequenas coisas. Às vezes um cacho pode fazer toda a diferença. Ou não. Sempre há o contra. Como começar a ler do último parágrafo, da última página, da última palavra. Veremos!
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