domingo, 23 de outubro de 2011

conversas não tão fictícias assim #1

ela: você é gay?
ele: não!
ela: você tem namorada?
ele: não!
ela: hmmm
(apaga-se a luz)
ela: posso te dar um beijo então?
ele: pode.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

6 coisas aleatórias e simples pra ficar bem

 
1) lavar as mãos.

2) escovar os dentes.

3) prender o cabelo.

4) tirar o sapato.

5) abrir as janelas da casa.

6) passar um café fresquinho.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

declaro proibido

tirar minha mãe de perto de mim! meu coração tá aqui sofrendo, chorando, resmungando. é sofrer que não falta mais nem termina nunca.

sábado, 10 de setembro de 2011

um livro do acaso #2

"Não encontrei no edifício do pensamento nenhuma categoria sobre a qual descansar a minha cabeça. Em compensação, que travesseiro o caos!"

Silogismos da Amargura - Cioran

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

porra, que saudades


tô com saudades. muitas. não sei desde quando. mas acho que peguei o potinho das saudades na prateleira dos sentimentos e borrifei em todos os cômodos. tenho saudades muitas.

não sei exatamente de quê, mas de dormir na sala enquanto não tinhas quarto, com certeza. mas te gosto tanto tanto que não sei onde escondi esse gostar esse tempo todo. é como se tivesse colocado numa caixa, eviado pra Líbia e ela tivesse retornado só agora, com um certo atraso porque meu endereço mudou.

tenho saudades do tempo que a gente se telefonava. de mandar mensagem de madrugada. de criar uma irritação inexistente pra ver se isso bastava pra te afastar secretamente de mim. tenho saudades de gostar de ti, mesmo fingindo que não. tenho saudades.

e basta sentir o teu perfume, usado por outrem; basta abrir o livro que tem a dedicatória que você me fez; basta falar de ti; gosto muito e é muito fácil gostar de ti.

mas, o que que eu tô fazendo? isso lá é hora pra eu ter saudades? de ti? pode isso? pode olhar preço de passagem pra ir atrás de ti? pode te ligar bêbada? pode ficar horas no telefone? pode sentir tua falta? pode ligar pra ti depois de conhecer alguém que fala igual à você? não poderia, mas tá tudo errado desde sempre.

vem tirar esse potinho de sentimento derramado aqui, por favor. vamos fazer uma faxina, limpar tudo, esterelizar com álcool e jogar tudo fora. ou não? e se não quiser jogar fora, o que faço agora?

"Busquei em vão
Identificar
Motivos para não
Querer te guardar"

em ordem cronológica (ou não):
- passos
- nem sei
- constatação contraditória
- c'est une confusion!
- Est[r]ela
- e
- constatação contraditória (sim, outra)
- sem título

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

constatação contraditória

se ontem já é hoje e hoje é amanhã então eu quero de novo e, daí pra frente, só o frio dirá.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

pelo direito de não estar bem



como diria Tom Jobim: "tristeza não tem fim, felicidade sim". mas, sempre vai ter alguém que vai dizer "vamos lá com a gente que você vai ficar bem", ou "faz isso que melhora". mas às vezes nada nos faz melhorar. e aí? será que não é bom sofrer um pouco? ficar triste? chorar? eu gosto.

e estar feliz o tempo todo deve ser muito chato! não sofrer, não aprender com as quedas, estar sempre de bem com tudo, na calmaria... eita coisa mais insuportável! sou a favor dos dias tristes e cinzas, porque sem eles não haveria graça nos dias lindos de sol.

mas o que faz a gente estar nessa busca incessante rumo à felicidade? "porque há inevitavelmente uma parte de "sofrido", de inconsciente, de incontrolável na experiência da felicidade, sou menos eu que a escolho do que ela me escolhe. Uma espécie de estado de graça, "vem quando quer, não quando eu quero". (...) O homem prometéico se parece sempre com um anão sentado sobre ombros de gigante: resta-nos viver com a consciência de que a felicidade é o incontrolável, fugidio, imprevisível, intransponível enigma de hoje e, sem dúvida, de amanhã." (Lipovetsky)

esse post é uma homenagem ao fim do mês de agosto: ACABA!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

constatação contraditória

quanto mais perto a gente fica, mais distante a gente parece estar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

6 coisas aleatórias que odeio sobre a chuva


1) Me molhar.

2) Sair de casa.

3) Correr o risco de levar um banho de algum carro ou ônibus ao andar na rua.

4) Pessoas que andam com o guarda-chuva aberto em lugares fechados.

5) A casa fica úmida e gelada.

6) Chuva na horizontal.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ditadura

"Se o sujeito libidinal moderno beneficia-se do afrouxamento das coerções tradicionais, não é por isso menos dirigido por novos modelos padronizados, tais como a obrigação de mostrar-se livre, chegar ao máximo do gozo, estar à altura dos padrões do desempenho erótico. Nos períodos anteriores, predominava a norma pudicícia; agora teríamos uma "liberdade imposta", uma "perseguição" inédita que nada mais é que a sexualidade e o "orgasmo obrigatório". (...)
Vocês pensavam ter conquistado a liberdade? Erro completo, visto que nossa cultura nos impõe metodicamente experimentar tudo, livrar-nos de nossos bloqueios e inibições, gozar ao máximo, tornar-nos uma espécie de atletas da libido. (...)
Foi assim que o direito ao prazer, incensado pela geração rebelde, se tornou intimação, uma "corvéia", uma espécie de produtivismo do gozo, análogo em seu princípio àquele que ordena o mundo industrial."

domingo, 14 de agosto de 2011

mato plantas assim como mato minhas relações?

Tenho uma suculenta, dessas plantas que precisam de pouca água e menos ainda de sol. Achei que ela pudesse gostar de pegar um solzinho e ela começou a morrer. Achei que faltava água e encharquei o vasinho dela mas tava afogando ela, tadinha. Será que sou assim sempre? Será que afogo as pessoas com excesso de cuidados?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

cheiro de sentimento


senti teu cheiro, deu aquela sensação na barriga. achei estranho, perguntei qual era o perfume. era o seu mesmo. senti tua falta. e lá se vão muitos meses...
no caso dele, o cheiro trouxe boas lembranças. no caso dela, sinto aversão ao cheiro doce porque me lembra a pessoa amarga que ela é.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sem título


de pouco a muito e de muito a pouco, não entendo se sempre quis ou se agora quero de novo. oscilo entre a felicidade e a melancolia e isso não pode ser coisa boa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

três dicas musicais

me mudei e mudaram algumas coisas com a mudança. arrumei e desarrumei o desktop do meu computador mil vezes, dada a ausência de internet. achei umas bandas na reorganização das minhas músicas que já conhecia mas não lembrava, e que gosto/gostava muito: the hush sound, vega 4 e wilco. o que me angustia é que não sei daonde conhecia essas coisas, nem lembrava nada sobre as bandas, eis que tô aqui pesquisando e continuo sem saber... mas sei cantar várias músicas. who knows?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

what's inside her never dies

Amy Winehouse não surpreendeu muitos quando a notícia de sua morte se espalhou pelo mundo, e a questão nem é essa, é a dor de se perder uma artista de verdade. Como diria meu querido Marcos Espíndola ela era "a antítese das musas de outdoor, a autêntica face da dor e da euforia inconsequentes que movem a arte".

"Amy Amy Amy
Although I've been here before
Amy Amy Amy
She's just too hard to ignore"

For sure, Amy Winehouse poderia ter sido a maior estrela da música, e é isso que dói. Pois ela era completamente louca, mas era justamente isso que fazia toda sua legião de fãs vibrarem quando ela pagava peitinho e, ao mesmo tempo, embrulhava o estômago dos muitos quando ela cancelava uma turnê ou caía no palco.

"She walks away
The sun goes down,
She takes the day but I'm grown
And in your way
In this blue shade
My tears dry on their own."

E só quem viu aquela mulher pequena mas com um cabelo enorme, peitos renovados, vestido digno da magreza, abrir a boca e, sem muito esforço, enlouquecer um público que mal a via de tão longe que ela estava de qualquer outro mortal é que entende porque somos tão loucos quanto ela, mas somos loucos por ela. E seremos sempre.

"We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
I go back to us

I love you much
It's not enough, you love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside"

sábado, 23 de julho de 2011

bolinho de aniversário


Assim como Dona Flanzie, acho que presentes feitos pelas nossas mãos são muito mais especiais. Além da influência dos meus tios com quem moro, (que sempre cozinham tudinho, todo detalhe, quando têm festinha aqui em casa), nada mais justo que fazer um (ou dois) bolos pra comemorar. Por isso, o aniversário era meu mas o presente era de todos. Fiz dois bolos, mas um deles esqueci de fotografar e era um pão-de-ló comum, então só vou postar a receita do mais diferente: bolo de brigadeiro.

Adoro o blog da Tatu, o Mixirica, e a receita é dela: aqui. Quem mais colocaria uma xícara de brigadeiro na massa do bolo? Aumentei 1/2 da receita, mas alterei alguns itens (e esqueci da pitadinha de sal, acabo de notar haha) e no fim, é uma receita adaptada.

Ingredientes:
• bolo:
395g (uma lata de leite condensado) de brigadeiro pronto
120g de manteiga
1 xícara de açúcar
6 ovos
1 1/2 colher de sopa de chocolate em pó
1 1/2 colher de sopa de fermento em pó
2 xícaras de farinha de trigo

• cobertura:
1 lata de leite condensado

• recheio:
1 barra de chocolate meio amargo
1 colher de sopa de creme de leite
10 morangos picados

Modo de fazer:
Faça o brigadeiro (1 lata de leite condensado + 2 colheres de sopa de chocolate em pó, cozinhando até soltar da panela). Leve a manteiga para a derreter junto com ele. Mexa bem para homogeneizar a mistura.

Em uma batedeira, coloque a mistura de brigadeiro com manteiga e o açúcar. Bata até esfriar ao ponto de poder encostar o dedo. Aí então, acrescente os ovos, um de cada vez. Em uma tigela à parte, peneire a farinha, o chocolate em pó, o fermento e o sal.
Despeje os ingredientes peneirados na batedeira às colheradas e deixe batendo até a mistura ficar lisa e linda.

Derrame a massa em uma forma untada (cerca de 22cm de diâmetro) e leve ao forno preaquecido no médio por cerca de 30 minutos, ou até o bolo passar no teste do palito.

Enquanto o bolo assa, faça a cobertura e o recheio. Leve ao fogão o leite condensado e mexa em fogo baixo até engrossar e começar a desprender da panela, fazendo um brigadeiro branco (ou rosa, no meu caso, porque eu coloquei anilina líquida). Deixe esfriar. Para o recheio, derreta a barra de chocolate ou no micro-ondas ou em banho-maria (no segundo caso, muito cuidado para o vapor não entrar em contato com o chocolate porque endurece depois com o creme-de-leite).

Assado o bolo, desenforme com cuidado, deixe arejar sobre uma grade e quando estiver quase frio corte-o ao meio. Espalhe o recheio de chocolate e os morangos sobre uma metade do bolo, tampe com a outra metade e cubra o bolo com o brigadeiro branco/rosa. Decore com chocolate granulado, estrelinhas de açúcar e festeje.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

da série paixões: #4 estantes

Estantes são coisas que unem duas outras paixões minhas: livros e organização. Adoro as modulares, presas na parede, servindo de divisória de um ambiente, fazendo parte da decoração... E amo a minha. Vou abandoná-la já que estou mudando de casa, mas amanhã colocarei algumas nas paredes pra resolver esse problema!
















sábado, 9 de julho de 2011

tenho duas coisas a dizer #3

1)


"Quem garante
Que o que você é
É o que o outro espera de você?
(...)
Me ver
Me achar
No seu olhar
Pra entender o que é o gostar."

2)


"I wanna run away
But I don't move, I stay
I talk to her, I say
Y-y-y-you were meant for me
Oh! I can't speak
I think I'm falling in
LOVE, LOVE, LOVE"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

vai chegando meu aniversário


eu vou querendo falar com quem não falava fazia tempo arrumar a vida cortar o cabelo ser moça grande parar de chorar fazer jus aos meus 20 anos descobrir o mundo viajar passar frio calor amor aprender de novo a diferença entre esta e essa porque aquela já sei mas nunca dá tempo e os sentimentos de julho são une bonne mélange toujours!

sábado, 2 de julho de 2011

não sei o quanto você gostou de mim,


mas eu gostei muito. O problema é que peguei esse "gostar de você" e tranquei dentro de uma latinha, passei um cadeado e escondi em qualquer canto. E todos esses meses ele está escondido. Não sei se gostavas pouco ou muito, e também pouco me importa isso agora, sigo sem entender. Guardar e jogar fora coisas que não te fazem mais bem faz muito bem e, por isso, só tenho a agradecer.