segunda-feira, 2 de março de 2009

Dos Sentimentos II


Eu tenho também um frasco quase minúsculo cheio até a boca de um líquido viscoso, vermelho e rosa. Só poderia ser da paixão. Esse frasco é tão perigoso que prefiro nem mesmo chegar perto. Às vezes, porém, a cabeça foge do controle e me encho de paixão. A apoteose do sentimento!
Como não tenho tido muitos perpetuadores desse mal, o ardor não chega a ser tão intenso. Mal sinto seu cheiro depois de uma semana. Pior que isso é levar um banho de não-sei-bem-do-quê. Como diria Veríssimo, jenesequá! Esta rara essência é como água (incolor e inodora). Porém, não é insípida: deixa um forte gosto amargo na boca. Jenesequá é a especialidade de um amigo meu.
(17/11/2008)

- continuação do texto Dos Sentimentos I

"Sometimes
Sitting in the dark
Wishing you were here
Turns me crazy
But it's you
Who makes me
Lose my head"

Um comentário:

Lui Barbosa Almeida disse...

Esses frascos, que sempre parecem loucos para se abrirem sozinhos, são os que mais se deve abrir lentamente. Me incomodei muito mais que me diverti com tal substância, aí aprendi na marra a misturar gotas, pouquíssimas gotas, com água ou coca-cola pra não sentir tanto o efeito. E o defeito.