domingo, 29 de março de 2009

Subterfúgio em oboé menor


É quando vejo aquela linha enorme verde-azulada, que sobe em "cês" para agitar e sinto aquele cheiro maravilhoso de sal, que tenho certeza absoluta de que a vida vale mesmo a pena. Tudo parecia ter sumido. Eu estava em outro mundo, bem mais bonito e azul. Toda aquela imponência que a 50 metros dos meus pés já se levantava fazendo um cê enorme que ia desaparecendo em espuma branca e barulhenta é linda!
Tenho medo das bocas que se formam quando os cês estão no auge da forma. Elas puxam você com fome, famintas, precisando de ti lá, imerso naquela água cristalina. Medo e respeito também, pois não gosto de dar as costas para as ondas lindas e verdes, acho que elas também não gostam e brigam contigo.
Pr'alguns, vacas, escorpiões, mortais, coisas não visíveis são deuses. Pra mim, é o mar. Achava que não acreditava em deus, mas hoje cheguei a conclusão que acredito sim, e muito. Que a minha divindade é o horizonte a perder de vista cheio d'água indo e vindo. Pobres daqueles que têm alergia à areia!

O mar... a imensidão azul.

3 comentários:

Lui Barbosa Almeida disse...

Muito curioso tu dizer isso, hoje eu tenho aula de Psicologia diferencial com o professor Marquito, assim chamado carinhosamente, e como quase qualquer universitário dos anos 70 e 80 ele era um pirado nessas substâncias psico-ativas, sabe com o que ele se livrou de qualquer vício? Com o mar.
Nunca adorei o mar, mas sempre o respeitei tremendamente, e admirei também. Eu não gosto do fato de ele estar sempre associado com muito sol e calor, deve ser isso.

Lui Barbosa Almeida disse...

Ah, e eu adoraria entender o título.

Luisa disse...

Queria eu conseguir ter essa visão do mar. Não sou fã de praia meeeesmo e não devo entrar no mar há muitos, muitos anos!
beijos