Mostrando postagens com marcador paixões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paixões. Mostrar todas as postagens
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Lucas
Eu bati o olho nele e meu estômago deu voltas. Nada de amor platônico exatamente, amor à primeira vista e essas coisas, foi uma atração mesmo. Mas aí sei lá, a vida é assim e a gente porventura troca de foco, principalmente quando descobre que nossa meia já tem um pé e eu desisti. Desisti, mas toda vez que batia o olho pensava "precisa ser tão lindo?". Foi só depois de mais dias que não cabem em um ano que ele começou a me achar tão linda também.
Foi pianinho que as conversas, os beijos, os abraços e os carinhos começaram a fazer parte dos meus cafés-da-manhã. Ele é o tipo que eu precisava, não o que eu queria pedir no cardápio. Ele é todo o açúcar que eu não coloco no meu café. Ele é o motivo de sorrir tanto. Ele é. Bem simples assim, como todo mundo dizia que seria quando fosse. Eu sabia que ele era e seria, e ele tá sendo.
E todo dia que abro a porta pra ele entrar me deparo com aquele sorriso aqui de dentro porque sei que não podia querer mais nada. Porque nunca vou esquecer das voltas que o estômago e o coração deram quando ele me pegou pela cintura naquele primeiro beijo que gente deu e que continuam a aparecer até hoje. E eu ainda não sei porque diabos ele precisa ser tão lindo.
Tá sendo o sorriso e os olhos de amêndoas que sorriem quando ele tá feliz. Tá sendo o cheirinho que me conforta, me faz feliz. Feliz de verdade, sem tormenta nem furacão. Ele tá sendo uma calmaria nesse coração vulcânico pela certeza que é recíproco.
Eu amo chuvisco abraços sorrisos muito demais enormemente ele Lucas.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
6 coisas aleatórias que a gente se acostuma muito rápido
1. Trabalhar de pantufas.
2. Acordar acompanhado.
3. Ter tempo para tomar café-da-manhã.
4. Não ter que dar satisfações a ninguém.
5. Usar um computador, celular ou o que seja mais potente que o normal.
6. Não ter que pegar trânsito para se locomover.
segunda-feira, 11 de março de 2013
sobre a normalidade
Passo o tempo todo conhecendo pessoas diferentes, escutando histórias, aprendendo detalhes da vida dos amigos. Parando para pensar, deve ser o meu único e maior passatempo. Eu gosto de pessoas, gosto de ver no fundo dos olhos suas vontades. Outro dia conheci um moço que só de estar do meu lado emanava tristeza. E nem era por estar do meu lado, eram várias outras coisas que, com certeza, ele não me contou. Eu não preciso saber o que para saber que houve.
Parei para pensar em todas as pessoas que eu conheço e não lembro de nenhuma ser normal. Não é porque eu me relaciono só com estranhos, é porque não existe tal coisa chamada de normalidade. Todas as pessoas que eu conheço sofreram e tiveram algum trauma na vida. Faltou um pai, uma mãe, foi a descoberta da homossexualidade, falta de amor, excesso de zelo, um coração partido ou sobrecarregamento de responsabilidades. Todo mundo que eu conheço tem dificuldade em fazer algumas coisas por um medo intrínseco, inconsciente e sem sentido. Todas as pessoas, inclusive eu.
A normalidade é outro conceito criado para nos fazer viver o tempo todo em busca de ideais utópicos. É o combustível para uma vidinha conformada e medíocre, sem verdadeiros prazeres, experimentos ou buscas. É com ela que dizem que conseguimos a paz, o amor e a felicidade. Para mim, a normalidade é a estagnação, é a falta de movimento. A paz e a felicidade vem quando a gente encontra o equilíbrio, mas não é preciso parar para isso.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
sobre (não) ter controle
As coisas mais bonitas que acontecem na nossa vida são as coisas que não conseguimos controlar. A gente escolhe com quem casar, mas não escolhe por quem se apaixonar. A gente escolhe ter um filho, mas não escolhe como ele vai ser. A gente escolhe dormir, mas não escolhe sobre o que sonhar.
O que dói é que a gente, justamente, não tem controle. A gente queria escolher a pessoa certa, o filho perfeito, o sonho mais bonito. Mas a vida não é assim. O que dói é que a gente também não escolhe se desapaixonar. Vê, eu não escolhi aquelas lágrimas baixinhas que caíram no meu rosto ainda pouco. Também não escolhi gostar de quem não gosta de mim. Eu escolhi te esquecer, mas não escolhi tua presença nos meus sonhos.
A gente destrói e constrói sorrisos e lágrimas todos os dias, com cheiro de alegria, com uma pitada de verdade ou com raiva e dessentimentos. Tem dias que as coisas só crescem, outros que elas só desmoronam. A gente não consegue controlar nada, e essa incerteza é que deixa tudo mais bonito. Essa beira do abismo, esse medo de altura, é tudo incerto, amorfo, inesperado.
"feel it break"
O que dói é que a gente, justamente, não tem controle. A gente queria escolher a pessoa certa, o filho perfeito, o sonho mais bonito. Mas a vida não é assim. O que dói é que a gente também não escolhe se desapaixonar. Vê, eu não escolhi aquelas lágrimas baixinhas que caíram no meu rosto ainda pouco. Também não escolhi gostar de quem não gosta de mim. Eu escolhi te esquecer, mas não escolhi tua presença nos meus sonhos.
A gente destrói e constrói sorrisos e lágrimas todos os dias, com cheiro de alegria, com uma pitada de verdade ou com raiva e dessentimentos. Tem dias que as coisas só crescem, outros que elas só desmoronam. A gente não consegue controlar nada, e essa incerteza é que deixa tudo mais bonito. Essa beira do abismo, esse medo de altura, é tudo incerto, amorfo, inesperado.
"feel it break"
sábado, 24 de novembro de 2012
sigo queriendo
Sonhei que a gente ficava outra vez. Sonhei que você segurava minha cabeça entre as mãos e beijava minha testa. Sonhei que dormia no teu peito, que me aninhava no teu colo, que fazia de ti travesseiro. Sonhei que teu abraço me envolvia, que eu fechava os olhos, que a gente permanecia assim um no outro. Sonhei que acordava contigo do meu lado, que a gente divagava durante horas na cama, cobertos, fofinhos, quentinhos. Sonhei que esse dia era interminável, que a gente não tinha fome, mau hálito ou vontade de ir ao banheiro. Sonhei que você gostava de mim o suficiente pra querer fazer isso tudo comigo de novo. E percebi que, no sonho ou não, essa história é balela da minha parte. Percebi que não queria mais ninguém, que era tudo atuação da consciência em busca de distração. E quanto mais eu percebia, mais eu desesperava. Não quero, de novo, ter que dar explicações de coisas que não tenho. Não quero ter que responder por você se nem por mim eu sei dizer. Mas aí aprisionei isso tudo no sonho. Guardei, escrevi, não publiquei, trancafiei, selei e não mandei. Por enquanto eu não preciso contar pra ninguém, eu preciso é descobrir comigo mesma o que fazer - ou o que não fazer. Seria tão mais fácil se você gostasse também de mim :~) O que a gente precisa falar pra pessoa saber que a gente é dela?
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
palavras dos outros: nozes
"ela: sua persona online era fofa e romântica e sonhadora mas, na vida offline, era cínica, não acreditava no amor, não queria compromisso.
ele: sua persona online era irascível e mordaz e rabugenta mas, na vida offline, era meigo, doce, queria colo.
se amaram."
ele: sua persona online era irascível e mordaz e rabugenta mas, na vida offline, era meigo, doce, queria colo.
se amaram."
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Ela
Minha mãe sempre foi pra mim, frágil como um passarinho. Eu sempre olhava ela de longe, observava e sentia toda uma delicadeza e fragilidade, uma carência e necessidade de amor de todos os lados. Ela tem as mãos quentes, ela tem um abraço machucado. Sempre vi ela como uma pessoa pra eu cuidar, mais que ser cuidada por ela. Parecia que eu tinha nascido a mãe e que ela precisava de cuidado.
Minha mãe também sempre foi forte. Ela trabalhou duro, sofreu quieta, cuidou das duas filhas, voltou a morar com os pais, fez dar tripas coração, matou cachorro a grito, fez o que podia e não podia pra dar escola boa, sapatos novos, comida, carinho e amor pras duas filhas. Meu pai sempre falava que não sabia nem entendia como minha mãe conseguia fazer o que fazia. Nem eu.
Sempre quis pegar esse passarinho caído do ninho pra cuidar, mas nunca soube como. Sempre quis falar que ela nunca mereceu toda a dor que sentiu, mas nunca soube como. Sempre quis me desculpar pelas coisas mais absurdas e idiotas que a gente faz, mas nunca soube como. Se tem uma coisa que dói em mim é a falta que ela me faz.
Minha mãe cantava pela casa. Foi ela que me fez gostar da Gal, da Bethânia, da Adriana Calcanhoto, da Marisa Monte. Foi ela e a estante de livros de arte dela que me fez devorar e ler sobre Van Gogh, Picasso, Matisse, Frida Kahlo, Tarsila, Volpi. Foi ela que me fez ter vontade de sair da inércia, de trabalhar duro e muito, de querer desde sempre coisas melhores.
Minha mãe sempre foi linda, mas se encolhia na tristeza, dava pra ver. Hoje - e faz algum tempo já - minha mãe é feliz e muito mais linda. Não sei, mas imagino que ela continua cantando pela casa. Que ela continua preparando o café da manhã com frutinhas e iogurte. Que ela continua tomando chimarrão o dia inteiro. Que ela faz pausas pra se alongar de um jeito todo elegante. Que ela passa perfume antes de ir dormir. Tem vezes que eu só queria um abraço. Um colo, que ela fizesse massagem no braço com as mãos quentes. Minha mãe sempre foi pra mim muito do que quero ser.
(escrito no meio de lágrimas, fungadas e olhos borrados de saudades)
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
palavras dos outros: medo de você
"— E você, por que desvia o olhar?
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
— Ah. Porque eu sou tímida."
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
— Ah. Porque eu sou tímida."
(Rita Apoena)
sábado, 3 de novembro de 2012
o problema dela é que ela gostava demais
Tags:
anotações mentais,
auto-descrição,
eles,
paixões
domingo, 21 de outubro de 2012
sobre são paulo
São Paulo precisa ser amada. Seja pelas padarias, pelos incontáveis shows, pelo metrô, pelas feirinhas de antiguidade, pelo pastel, pelo sanduíche de mortadela, pelos prédios cinza, pelas passarelas gigantescas, pela arte de rua, pelos museus, pela Alameda Lorena, pelos bares, pela Augusta. (e eu preciso ser odiada por não ter tirado fotos dessas coisas)
A primeira vez que fui pra São Paulo, em 2009, me apaixonei perdidamente e estipulei como meta ir morar lá depois de me formar. Ter ido pra lá neste misto de tô terminando o projeto de conclusão de curso versus ainda tenho 3 anos de outra graduação aqui pra fazer me deixou em polvorosa, querendo largar tudo, dizer "foda-se" e ir passear na paulista. Mas, enquanto eu não ponho os pingos nos is da minha vida acadêmica, vou planejando outra visita a essa cidade que conquistou meu coração.
Quem diz que a Oscar Freire é uma rua bonita é porque não conhece a Alameda Lorena. Cheia de árvores, prédios simpáticos, cafés bonitos e, claro, a Livraria da Vila, minha futura casa (rs). Estantes de livro que rotacionam e formam a abertura, um buraco no meio da loja que comunica com a sessão infantil, escadas escondidas e estantes com livros que não acabam mais resumem meu deslumbramento. O Conjunto Nacional é outro amor, porque é lá que está a Livraria Cultura (que eu não consegui entrar porque estava fechada nos dois dias que passei lá). Ainda ali, temos a Rua Augusta, famoso recanto hipster/indie com bares ruins de esquina para beber cerveja no copo americano, cinema alternativo, brechós e lojinhas de roupa. Quase na Paulista (2 quadras pra baixo) tem uma temakeria chamada Koni: toda laranja, preços ótimos, kombos irresistíveis e toda uma simpatia (a pia é lin-da!).
O Centro de São Paulo é um amor sujinho, mas é amor verdadeiro. Seguindo o roteiro do Mac, com o Mac, fizemos o clássico "passar na Velvet CDs (Rua 24 de maio) > descer a rua Capitão Salomão, das lojas de DVDs > comer um sanduíche na Casa da Mortadela (esquina da São João com a Ipiranga)". Quando eu achei que já estava cansada de caminhar, fomos parar no bar/boteco/restaurante Estadão. Digo pra vocês: esse tipo de estabelecimento é bem e tão brasileiro que me dá raiva de não ter aqui em Floripa. Museu da Língua Portuguesa e Pinacoteca sem exposição temporária, só no acervo, me fizeram crer que fui na entre-safra de exposições e coisa e tal (por isso volto fim de novembro). E cinco reais (!!!) depois, show incrível do Wado na Funarte pelo Cidade Sonora (ai, SP, eu te amo!). Depois de várias músicas dos outros CDs além do Samba 808, cheguei em casa querendo ouvir todos e me perguntando porque diabos não tinha feito isso ainda. Depois do show ainda rolou um dos melhores hambúrgueres que já comi na vida (quiçá o melhor) na Hamburgueria do Sujinho (que é muito limpinha, por sinal). Ainda vale lembrar que conheci o Charles Henrique, o cachorro dos irmãos Dias e: que salsicha mais lindo! Dezesseis horas caminhando depois, cheguei em casa com os pés em frangalhos dentro do mocassim dourado.
Segunda teve passeio na Liberdade com direito a gritinhos causados pelas fofuras com carinhas de bichinhos em uma das lojas (coisa de japonês), carregamento de algodão doce em pote, suco bombom de uva verde (tem uva inteira no suco), chás chineses (?), biscoito de koala e um lixeiro altamente viado pra minha cozinha. São Paulo amanheceu fresca, com sol, seca. Só pra me fazer sentir mais saudades. Me espera, querida. Logo mais eu volto. E logo um pouco mais eu volto pra ficar.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
6 coisas aleatórias e fofas sobre a Nina
Hoje faz um ano que eu fui pegar um filhotinho peludo e branco de olhos azuis no meio de outros seis. Hoje faz um ano que a primeira coisa que eu faço é dar comida, afofar e abrir a torneira pra essa bichinha tomar água. Hoje faz um ano que toda vez que eu chego em casa tem uma bolinha miando e me esperando na porta. Hoje faz um ano que eu escolhi ser mãe dessa coisa linda – e que sou completamente apaixonada. Por isso, hoje o 6 coisas aleatórias é especial pra Ninoca:
1) Ela pede pra beber água da torneira do banheiro.
2) Ela adora comer frutas:
3) Ela, em geral, não tem cheirinho. Um dia eu disse que ela cheirava a pão dôce, mas acho que não é bem isso. Agora ela tá cheirando amaciante por causa das cobertas limpinhas e cheirosas, nhoin.
4) Como uma gata que se preza, ela adora caixas e sacolas, se enfiar em buracos e coisas do tipo.
5) Ela gosta de comer sacolas de plástico de mercado. Sério, não sei qual é a fixação, mas fico altamente preocupada porque não deve ser nada saudável comer plástico
6) Ela se irrita com o despertador tocando e eu não ouvindo (normal) e vem me acordar miandinho e mordendo fraquinho. Nhac!
1) Ela pede pra beber água da torneira do banheiro.
2) Ela adora comer frutas:
3) Ela, em geral, não tem cheirinho. Um dia eu disse que ela cheirava a pão dôce, mas acho que não é bem isso. Agora ela tá cheirando amaciante por causa das cobertas limpinhas e cheirosas, nhoin.
4) Como uma gata que se preza, ela adora caixas e sacolas, se enfiar em buracos e coisas do tipo.
5) Ela gosta de comer sacolas de plástico de mercado. Sério, não sei qual é a fixação, mas fico altamente preocupada porque não deve ser nada saudável comer plástico
6) Ela se irrita com o despertador tocando e eu não ouvindo (normal) e vem me acordar miandinho e mordendo fraquinho. Nhac!
segunda-feira, 23 de julho de 2012
música de segunda: Laura - Bat For Lashes
Natasha Khan (ou Bat for Lashes, seu nome artístico) é uma cantora e compositora britânica conhecida pelo seu último álbum Two Suns, de 2009. Ela lançou hoje Laura, uma das faixas que estarão presentes no seu novo disco, The Haunted Man, que será lançado em outubro. E lançou também o clipe. A música é dessas melancolias perfeitas para um dia cinza de chuva, com um piano choroso e vocais deprimidos. O clipe é de uma beleza magnífica, como se a tristeza fosse colorida. Tô apaixonada:
Aí eu fui correndo baixar o Two Suns, caso contrário ia ouvir a Laura o dia inteiro no looping (não fez muita diferença) e o álbum é delicado, meio eletrônico, bizarro, experimental, intimista, melancólico. Não sei explicar com propriedade de quem conhece bem música, mas é lindo. A faixa Daniel foi uma das que mais chamou minha atenção, e pelo o que li sobre a Natasha, foi o primeiro single daquele álbum.
Coleciono paixões musicais.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
joyeux anniversaire!
1) Eu não deveria dizer isso que vou te dizer agora
A gente não deve dizer que está apaixonada pelo cara. Ele vai surtar e sumir, é o que sempre acontece. Eles não sabem lidar, acham mil coisas, tipo que eu não sei lidar com minha paixão, que vou ser uma louca perseguidora, que vou, ah, sei lá, eles acham todas as coisas. Por isso em geral a gente finge que não liga a mínima, se corrói toda por dentro, etc e tal. Acho e sempre achei um puta saco esse dôce todo. Porra, por que o cara que eu gosto não pode saber disso? Hoje um cara me perguntou "aquele cara que tava contigo é teu noivo?" e eu disse "não, mas poderia ser, que eu não ia me importar" e ele perguntou "mas ele sabe que você acha isso?". Não sei se ele sabe, então eu vou falar, pelo motivo 2 da lista:
2) A gente não deveria deixar de dizer as coisas
No começo do ano eu perdi um amigo de uma forma horrível. Ele morreu sozinho, mas matou também a parte dele dentro de todas as pessoas que gostavam dele, como sempre acontece. A gente não morre sozinho, na verdade. E eu percebi que eu não falava com ele fazia uma porrada de tempo, que tava com saudades e que, tragicamente, nunca ia matar essas saudades, elas que passariam a me matar um pouquinho todos os dias que eu lembrasse do sorriso mais lindo que eu já vi. Depois disso, depois de umas duas semanas de muito choro, muita tristeza e claro, pensamentos mil (ninguém consegue evitar quando essas coisas tão naturais acontecem perturbando a nossa normalidade), decidi que ia falar o que tivesse sentindo, sem medo. Quer dizer, ainda dá um pouco de medo de dizer certas coisas, mas o que não adianta é sofrer sozinha, se preocupar com o que você não pode controlar.
Se eu não gostar, você vai saber. Se eu gostar, vai saber. Se eu me preocupar, vou dizer. Se eu chorar, vou te dizer. Se eu sofrer, vou te dizer. Se der um nó no estômago, você vai notar. Não é fazer drama, chororô, cena, é ser sincera comigo – com o que eu tô realmente sentindo – e contigo – pra saber efetivamente se eu tô sentindo e o que. Quero ter a certeza de que quem eu gosto tenha certeza que eu realmente gosto e quem eu não me importo também saiba disso.
3) Eu não me importo
Eu não me importo de chorar, de sofrer, de sentir. Aliás, eu acho ótimo. Eu tô aqui pra viver, cazzo! Eu quero mais é me foder mesmo, é sentir frio na barriga, é incomodar, é fazer alguma coisa da vida pros outros, pra mim. Eu dou a cara a tapa se for preciso, eu entro na guerra, eu vou catar você pra cuidar, eu cozinho pros outros, ajudo, peço ajuda, me fodo e diabo a quatro. Se eu ficar controlando (mais) o que eu faço, vou parar aonde? Num vazio de sentimento? Eu nunca fui disso, nunca serei. Eu quero mais é chorar, sofrer, rir, gargalhar. Eu quero mais é me apaixonar pelo cara errado e dar com os burros n'água, gritar, dançar, rodar a baiana. Tô é pouco me fudendo. Não sou de plástico, eu tenho um coração e um cérebro. Quero mais é correr o risco. Correr o risco de me embebedar, de sorrir demais, de gastar demais, de me apaixonar, de odiar, de amar. Quero correr o risco de estar emocionalmente abalada. Eu lido com isso, a culpa não é de ninguém, é minha mesmo, que me permito. E me deixa, me deixa me permitir, que eu quero é sentir. Se eu não quisesse sentir, eu ia querer morrer.
4) Eu não ligo
"The less you give a damn, the happier you will be"
A gente demora pra perceber que quanto menos a gente gasta o suor se preocupando com o que não precisa, melhor a gente vive. É isso aí, se deu certo foi bom, se não deu, adeus. Tira a pedra de cima do problema, é mais fácil viver assim do que com as pedras em cima da gente, garanto. Deixar de frescura, se resolver, resolver as coisas... Não quero joguinho, acende e apaga, mimimi e escambau. Não sou dona da vida de ninguém, deixa que os outros façam o que quiserem. Aceito que é isso e deixo a vida levar. Claro que não aceito babaquice nem escrotice, mas também não preciso sair no tapa com alguém que não leva a sério nem a si mesmo, certo? Então ligue o foda-se, definitivamente. Para de dizer que ligou e stalkear o menino, para de fingir que não liga. Da minha vida cuido eu, da sua vida cuida você.
5) A graça é justamente isso
O que eu gosto é de saber que, mesmo que eu me engane, a gente não tem controle de nada. E é esse frio na barriga que é a graça de estar aqui. É justamente não saber o que pode acontecer, se vou ou não vou, o que vem pela frente – ou se vou voltar atrás. É justamente essa suscetibilidade da gente que faz de tudo bonito. Essa fragilidade faz eu querer quebrar mesmo, pra saber como é. Faz eu saber que tô feliz fazendo o que eu quero. E sei lá se eu vou continuar querendo isso daqui uns anos, eu tô vivendo o agora e agora, eu quero isso sim. Cabelo cresce, coração se recupera, o fígado se regenera. Tudo fica bem. Se vai ser bom ou não, nem tenho como e nem quero medir. Deixa quieto, o tempo vai dizer. A gente nunca vai saber se escolher o outro lado poderia ter feito da felicidade maior ou melhor. A gente nunca, nunca, vai saber tudo. E isso é muito, mas muito bom.
Hoje eu faço 21 anos e tô onde eu queria estar. Com as coisas que eu queria ter. Com o sentimento que eu queria sentir. E isso não há dinheiro que pague, não há colo que resolva, não há música que salve. Era aqui mesmo que eu queria estar. Então tá tudo certo. Vem cá, me dá um abraço e vamos beber?
domingo, 15 de julho de 2012
tenho duas coisas a dizer #6
"And I can't stand you
Must everything you do make me wanna smile
Can I not like you for awhile? (No...)"
"Don't turn the lights on
Cause tonight I want to see you in the dark"
domingo, 1 de julho de 2012
sobre se apaixonar
Esses dias um amigo veio com a seguinte conversa:
- Cristal, tu que é dessas que se apaixona, como eu faço pra me apaixonar? :(
Aí eu percebi que eu sou exatamente dessas. Eu tô sempre apaixonada. Sempre. Acho que se eu não estiver apaixonada, eu não tô bem. E não é por um cara. É, sei lá, pelo clima. Pela Nina, minha gata. Pela música que ouvi esses dias. Pelo trabalho que finalizei. Pela cafeteira nova. Pelo sorriso que a menina me deu quando eu ajudei ela. Pelas risadas que renderam da conversa com algum amigo. Pelo que almocei. Por tudo, por quase tudo.
Mas aí eu percebi que quando eu me apaixono por alguém – o que não é nada difícil também, como já disse –, é uma coisa por partes. Envolve eu gostar da pessoa, claro. Depois, o que ela gosta de fazer, o que ela faz, como ela se porta, o que ela é e esse tipo de coisa. Se ela não é uma pessoa babaca também é importantíssimo.
Aí começam os pormenores.
Eu tenho uma coisa muito muitíssimo forte com cheiros. Cada pessoa tem o seu cheiro e eu reconheço isso, é meio bizarro. Da série "meu vizinho acabou de sair de casa" porque senti o perfume dele no corredor do prédio (juro!). Então, quando me apaixono, tenho no pacote o cheirinho da pessoa. De chegar pra dar um abraço e sentir o cheiro e já ficar boba? Meu jeitinho.
O gosto musical precisa ter algo em comum, eu preciso curtir algo que ele curta também, ou a gente passar a gostar de alguma coisa. Sabe quando você manda uma música e diz "olha que linda" e a pessoa fala "nossa, demais" e vocês ficam nessa? Então, só que eu crio uma espécie de trilha sonora pra cada pessoa. Como se eu pudesse dizer 3 artistas pra cada pessoa querida que eu conheço.
Guardo o cheiro, a música, os gostos curiosos num pote ou descrevo-os numa lista e aí temos as mil e uma (ou três, ou dez, ou uma) razões para eu me apaixonar por aquela pessoa. Sabe o que? Acho que é isso, é você ter motivos para gostar de uma pessoa, motivos que venham da própria pessoa. Dessas coisas pequenas que ela faz, do jeito errado que ela se porta, do sorriso bonito ou do jeito que fica emburrada. Você só vai se apaixonar se gostar do que vê. E, como disse um amigo meu, a gente só gosta e consegue ficar com alguém quando não quer mudar a pessoa, aceita ela com aquelas coisas que te irritam de vez em quando.
Sobre se apaixonar ou não, a gente precisa estar disposto a isso. Não adianta estar com "a porta, se assim podemos chamar ao coração, essa estava trancada e retrancada". Essa é a diferença do porquê eu tô sempre apaixonada, creio eu: eu deixo me apaixonar. Tanto faz se tá certo, errado, deveria ou não, vai doer ou não. Racionalizar estraga toda a beleza da espontaneidade das paixões.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
6 pessoas aleatórias que fazem a diferença na sua vida
1) Seu pai e sua mãe. (Obrigada, amo vocês.)
2) Amigos que possam e saibam e consigam te orientar, te criticar e te ajudar, em assuntos do coração ou de trabalho. (Tina e Ana Flávia, obrigada.)
3) Um orientador que te oriente e não deixe você se desorientar. (Murilo, obrigada.)
4) Alguém que te faça sorrir sem mais nem menos, que te dê saudades mas que esteja presente mesmo estando longe. Um ponto de vista objetivo e pragmático do amigo engenheiro. (Matheus, obrigada.)
5) Um chefe que, querendo ou não, acaba facilitando o teu trabalho por ser assim, uma pessoa boa, uma pessoa ótima. (Tais, tô com saudades! Obrigada.)
6) Colegas de trabalho que façam do trabalho, uma diversão levada a sério. (Fá e Gui, obrigada.)
quarta-feira, 23 de maio de 2012
6 coisas aleatórias que eu sempre faço com meu pai
![]() |
| foto de 2006, gente. 2006! |
1) Caminhar no Centro de Floripa e, depois, tomar um caldo-de-cana doce e gelado.
2) Pastel de camarão + cerveja (ou Pureza) em algum canto em Santo Antônio de Lisboa.
3) Torta (preferencialmente de maçã) + café e duas horas de conversa.
4) Trocar livros: ele me dá ou empresta (sempre), eu empresto ou dou pra ele (raramente).
5) Enlouquecer dentro de um R$1,99.
6) Confabular sobre a política, a minha tatuagem, nossos novos trabalhos, a faculdade, nossos novos ou antigos amores, as irmãs, a vida, o dentista, a agenda que ele parou de usar em março...
quinta-feira, 10 de maio de 2012
6 pequenos prazeres aleatórios que eu cultivo
1) Passar a roupa de cama.
2) Tomar café-da-manhã todos os dias.
3) Comprar escovas de dentes das caras e especiais.
4) Comer o que eu tenho vontade, quase sempre, e sem pensar em quantas calorias tem cada coxinha.
5) Não tirar as cutículas.
6) Tomates orgânicos.
domingo, 6 de maio de 2012
namorar ou não namorar, eis a questão
- Você vai namorar ele, Cristal?
- Se ele quiser me namorar...
- Que bonitinho!
Fora de contexto. Contextualizando.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
6 plantas aleatórias que eu tenho
1) Pimenta malagueta, presente do Bazi.
2) Violeta.
3) Suculenta, presente da Ninna.
4) Suculentas alemãs, presente da Tina.
5) Alyssum, flor com cheirinho de mel.
6) Essa (que é a mesma da que está com a pimenta). Dá flores bem fofas.
Assinar:
Postagens (Atom)




























