domingo, 17 de agosto de 2008

Yo no me conozco más!

- Esse tipo de confusão e a mania de pôr a culpa nos outros sempre vêm após umas cervejas. Cachorro é o melhor amigo do homem: balela. Cerveja gelada é que é amiga fiel de sempre. Por mais que as horas corram sem medo e algumas verdades desatonem, a cerveja é melhor! Falando em verdades que desatonam...

...

- Chegou.
Emplacou no susto da meleca que se faria; antes e depois muito perto sofrendo forças elétricas de repulsão. Ela era a carga contrária que vinha sendo atraída pelos dois. Dizem que a força elétrica depende da carga do corpo. A carga dela era pequena, e a dos outros corpos era grande. Um deles tinha corpo menor e carga maior. Não compreensível...
Bebeu.
A ânsia era maior que o arrependimento. Entre sensações ruins, devemos chegar à algum lugar sem medo. Sua integridade física e moral não foi abalada pela paixão avassaladora com mais de 1,80m como havia pedido às estrelas. Sem dúvida alguma o caso é notório: estrelas não ouvem e não realizam desejos (será?!).
Ela havia de se culpar por aquilo tudo? Uma coisa era certa: a culpa é dela sim, e ela adora espalhar saquinhos de culpas nos bolsos dos outros. Ela também não resiste à bocas e odeia lembranças. Muita coisa pesando na balança quando não há nem o que falar ainda.
- Não mereço ouvir isso.
- Então não ouça.
- Não posso fugir.
- Então ouça.
- Diga.
- Não entendo mais o que essa menina tem na cabeça. Não entendo porque ela não se entrega, e para com essa sofreguidão.
- A cerveja não te fez bem, fez?
- Fez bastante, mas não tenho tempo para lamúrias. Tenho muito o que fazer e não gosto de perder tempo com complicações de outros.
- Mas não são complicações de outros!
- Você está maluca? Como é que não?
- O problema é você, somente você. E talvez seja da cerveja.
- Não culpe a cerveja!
- Então a culpa é tua. Somente tua.
- Não aguento mais você!
- Nem eu. Mas não podemos fugir de nós mesmo.
- Chega! Cala a tua maldita boca! Apaga a tua parte de mim! Você que me faz pensar e pensar e pensar e repensar tudo o que eu faço. E não apaga as memórias facas que insistem em ter a lâmina afiada. Chega de você!
- Não seja assim. Tuas lágrimas são falsas assim como teus falsos sentimentos.
- Te odeio.
- Faz sentido.
- Vou tomar banho e fique você aí com tua arrogância.
- Não resolverei mais impasses como esse. Preste atenção!
- Eu não te entendo mais...
- Eu não te conheço mais...

Constatações contraditórias:
1- Se você não me segurar, eu saio andando
2- Se eu não quiser ficar, levanto vôo

2 comentários:

Unknown disse...

Ai, ai, ai!
É que eu gosto de para e ler aqui, mas num tou conseguindo! E recados eu não lembro de ter recebido, mas enfim.
Eu não quero ficar assim, comentando sem ter lido, mas hoje de tarde eu leio.
Beijos, moça!

Unknown disse...

Uou, que coisa mais nervosa e confusa... mas não culpe a cerveja coitada, ela não foi bebida sozinha.