quarta-feira, 30 de março de 2011

não há fogo, só cigarro e fumaça

Tem vezes que você nem percebe no que está a sua volta: nem nas pessoas, nem nos sons, muito menos nas intenções. No fundo, a gente presta atenção no que nos interessa. E, se implantam o interesse, você passa a prestar atenção.
Quando ganhei um abraço e fui nomeada "minha amiga", aposto que levantei a sobrancelha. Mas fiquei ali, sem saber o que falar. Peguei um cigarro. Depois outro. Sumiço. Reaparece.
- Quer?
- Quero, você fuma?
- Às vezes, e você?
- Não.
Ficou na minha cabeça que algo tinha ali, porque se não fumava, por que estava fumando? Na verdade, se fosse um Marlboro Light ainda, ou um Lucky que tinha sido o segundo... mas era um Marlboro Red. Forte. Não era uma falsa-tragada, o gosto ficaria. Gosto errado, diga-se de passagem.

Um comentário:

Upiara Boschi disse...

Gostei de Wombats. Adele me deu uma preguiça...