quarta-feira, 15 de agosto de 2012

6 coisas aleatórias que você só pode perguntar UMA VEZ para mim


1) "seu nome é Cristal mesmo?" sim, é.

2) "quanto você tem de altura?" 1,81m.

3) "você joga basquete ou vôlei? por que não?" não, não gosto.

4) "o que tem pra fazer pra próxima aula?" sei o mesmo que você.

5) "seus pais eram hippies?" não.

6) "isso é mesmo uma tatuagem?" sim, tenho faz 5 anos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

conversas não tão fictícias assim #7


- hola! eres de la ciudad de buenos aires?
- no.
- compreendes castellano?
- si.
- y hace cuanto tiempo que esta acá?
- hace dos días.
- y cuando vuelvas?
- por sabado.
- y no tiene ganas de conocer un hombre de la ciudad de buenos aires?
- (risos) no! gracias.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

6 coisas aleatórias da viagem de buenos aires

1) medialunas: croissant argentino, paixão no coração da menina Cristal.

2) rebajas: palavra em espanhol para "sale" e "liquidação".

3) hamburguesas: hambúrguer, que lá é uma palavra feminina e nham, muito bom!

4) mafalda: apesar de eu ter visto poucas coisas pro que imaginei que veria, tinham uns ímãs muito fofos com tirinhas dela.

5) borges: comprei dois borges de presente pra dois queridos e nenhum pra mim. um erro? certeza. (não ter comprado pra mim, os presentes foram muito acertados)

6) vinos muy baratos: vinho bom pelo preço em pesos argentinos do que se paga aqui em reais. coisa linda!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

conversas não tão fictícias assim #6


- tem ainda uma surpresa pra você.
- o que é?
- é uma surpresa, quando chegar você vai saber.

(...)

- tá, me diz que que é a surpresa?
- não! já disse que você vai saber antes de mim.
- a surpresa não é um filho, né? (em tom irônico e risos no final)
- QUE?! não! pode ficar tranquilo quanto a isso. (risos e uma pausa) lembra que eu disse que um filho nosso ia ser bonitinho? (mais risos)
- lembro, quando tu disse eu fiquei meio preocupado. não que eu não ache que um filho nosso ficaria bonitinho, mas não agora.
- não não, definitivamente não agora. a surpresa não é isso, não se preocupe.

(reiterando: não tô grávida e nem tem chances disso)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

6 pausas aleatórias para leitura que você deveria fazer



1) Blog Almanaque.
"Folheto ou livro que, além do calendário do ano, traz diversas indicações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. (Houaiss). Do árabe al-munákh, "lugar onde o camelo se ajoelha", ponto de encontro e de conversa dos beduínos. Repertório, endimião, camião, sarrabal.
E como já dizia Roland Barthes, tudo aqui deve ser considerado como dito por um personagem de romance."


2) Já Matei por Menos
"Gerações de paquitas e remanescentes do movimento emo sentados com suas cervejas quentes no meio-fio da Augusta têm dificuldade em explicar porque insistem em usar esse corte de cabelo pouco funcional. Tufos de pelo no meio da testa… Como se a vida já não tivesse percalços o suficiente."

3) Petimentos
"Nossas vidas são abarrotadas de caminhos que deixamos de pegar; são todos pentimentos, mais ou menos encobertos: histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou a coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo."

4) Afinidades Essenciais
"Quando a gente é muito jovem, ser amado parece ser o problema essencial da nossa existência. A gente se apaixona com tanta facilidade, e com tanta frequência, que encontrar alguém que retribua na mesma intensidade parece a parte mais difícil da vida. À medida que o tempo passa, se você for honesto com você mesmo, vai perceber que a parte difícil da vida é gostar por muito tempo de alguém."

5) Não fale com as plantas
"A tudo a gente se acostuma quando não dispõe de muita mobilidade. Mas vocês não queiram saber o que é uma voz falando e falando e falando sem que você possa empreender uma retirada leão da montanha. Ou simplesmente sair sapateando para a esquerda até estar a uns 100 quilômetros de distância."

6) A arrogância segundo os medíocres
"Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”."

segunda-feira, 23 de julho de 2012

música de segunda: Laura - Bat For Lashes


Natasha Khan (ou Bat for Lashes, seu nome artístico) é uma cantora e compositora britânica conhecida pelo seu último álbum Two Suns, de 2009. Ela lançou hoje Laura, uma das faixas que estarão presentes no seu novo disco, The Haunted Man, que será lançado em outubro. E lançou também o clipe. A música é dessas melancolias perfeitas para um dia cinza de chuva, com um piano choroso e vocais deprimidos. O clipe é de uma beleza magnífica, como se a tristeza fosse colorida. Tô apaixonada:


Aí eu fui correndo baixar o Two Suns, caso contrário ia ouvir a Laura o dia inteiro no looping (não fez muita diferença) e o álbum é delicado, meio eletrônico, bizarro, experimental, intimista, melancólico. Não sei explicar com propriedade de quem conhece bem música, mas é lindo. A faixa Daniel foi uma das que mais chamou minha atenção, e pelo o que li sobre a Natasha, foi o primeiro single daquele álbum.

Coleciono paixões musicais.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

joyeux anniversaire!



1) Eu não deveria dizer isso que vou te dizer agora
A gente não deve dizer que está apaixonada pelo cara. Ele vai surtar e sumir, é o que sempre acontece. Eles não sabem lidar, acham mil coisas, tipo que eu não sei lidar com minha paixão, que vou ser uma louca perseguidora, que vou, ah, sei lá, eles acham todas as coisas. Por isso em geral a gente finge que não liga a mínima, se corrói toda por dentro, etc e tal. Acho e sempre achei um puta saco esse dôce todo. Porra, por que o cara que eu gosto não pode saber disso? Hoje um cara me perguntou "aquele cara que tava contigo é teu noivo?" e eu disse "não, mas poderia ser, que eu não ia me importar" e ele perguntou "mas ele sabe que você acha isso?". Não sei se ele sabe, então eu vou falar, pelo motivo 2 da lista:

2) A gente não deveria deixar de dizer as coisas
No começo do ano eu perdi um amigo de uma forma horrível. Ele morreu sozinho, mas matou também a parte dele dentro de todas as pessoas que gostavam dele, como sempre acontece. A gente não morre sozinho, na verdade. E eu percebi que eu não falava com ele fazia uma porrada de tempo, que tava com saudades e que, tragicamente, nunca ia matar essas saudades, elas que passariam a me matar um pouquinho todos os dias que eu lembrasse do sorriso mais lindo que eu já vi. Depois disso, depois de umas duas semanas de muito choro, muita tristeza e claro, pensamentos mil (ninguém consegue evitar quando essas coisas tão naturais acontecem perturbando a nossa normalidade), decidi que ia falar o que tivesse sentindo, sem medo. Quer dizer, ainda dá um pouco de medo de dizer certas coisas, mas o que não adianta é sofrer sozinha, se preocupar com o que você não pode controlar.

Se eu não gostar, você vai saber. Se eu gostar, vai saber. Se eu me preocupar, vou dizer. Se eu chorar, vou te dizer. Se eu sofrer, vou te dizer. Se der um nó no estômago, você vai notar. Não é fazer drama, chororô, cena, é ser sincera comigo – com o que eu tô realmente sentindo – e contigo – pra saber efetivamente se eu tô sentindo e o que. Quero ter a certeza de que quem eu gosto tenha certeza que eu realmente gosto e quem eu não me importo também saiba disso.

3) Eu não me importo
Eu não me importo de chorar, de sofrer, de sentir. Aliás, eu acho ótimo. Eu tô aqui pra viver, cazzo! Eu quero mais é me foder mesmo, é sentir frio na barriga, é incomodar, é fazer alguma coisa da vida pros outros, pra mim. Eu dou a cara a tapa se for preciso, eu entro na guerra, eu vou catar você pra cuidar, eu cozinho pros outros, ajudo, peço ajuda, me fodo e diabo a quatro. Se eu ficar controlando (mais) o que eu faço, vou parar aonde? Num vazio de sentimento? Eu nunca fui disso, nunca serei. Eu quero mais é chorar, sofrer, rir, gargalhar. Eu quero mais é me apaixonar pelo cara errado e dar com os burros n'água, gritar, dançar, rodar a baiana. Tô é pouco me fudendo. Não sou de plástico, eu tenho um coração e um cérebro. Quero mais é correr o risco. Correr o risco de me embebedar, de sorrir demais, de gastar demais, de me apaixonar, de odiar, de amar. Quero correr o risco de estar emocionalmente abalada. Eu lido com isso, a culpa não é de ninguém, é minha mesmo, que me permito. E me deixa, me deixa me permitir, que eu quero é sentir. Se eu não quisesse sentir, eu ia querer morrer.

4) Eu não ligo
"The less you give a damn, the happier you will be"
A gente demora pra perceber que quanto menos a gente gasta o suor se preocupando com o que não precisa, melhor a gente vive. É isso aí, se deu certo foi bom, se não deu, adeus. Tira a pedra de cima do problema, é mais fácil viver assim do que com as pedras em cima da gente, garanto. Deixar de frescura, se resolver, resolver as coisas... Não quero joguinho, acende e apaga, mimimi e escambau. Não sou dona da vida de ninguém, deixa que os outros façam o que quiserem. Aceito que é isso e deixo a vida levar. Claro que não aceito babaquice nem escrotice, mas também não preciso sair no tapa com alguém que não leva a sério nem a si mesmo, certo? Então ligue o foda-se, definitivamente. Para de dizer que ligou e stalkear o menino, para de fingir que não liga. Da minha vida cuido eu, da sua vida cuida você.

5) A graça é justamente isso
O que eu gosto é de saber que, mesmo que eu me engane, a gente não tem controle de nada. E é esse frio na barriga que é a graça de estar aqui. É justamente não saber o que pode acontecer, se vou ou não vou, o que vem pela frente – ou se vou voltar atrás. É justamente essa suscetibilidade da gente que faz de tudo bonito. Essa fragilidade faz eu querer quebrar mesmo, pra saber como é. Faz eu saber que tô feliz fazendo o que eu quero. E sei lá se eu vou continuar querendo isso daqui uns anos, eu tô vivendo o agora e agora, eu quero isso sim. Cabelo cresce, coração se recupera, o fígado se regenera. Tudo fica bem. Se vai ser bom ou não, nem tenho como e nem quero medir. Deixa quieto, o tempo vai dizer. A gente nunca vai saber se escolher o outro lado poderia ter feito da felicidade maior ou melhor. A gente nunca, nunca, vai saber tudo. E isso é muito, mas muito bom.

Hoje eu faço 21 anos e tô onde eu queria estar. Com as coisas que eu queria ter. Com o sentimento que eu queria sentir. E isso não há dinheiro que pague, não há colo que resolva, não há música que salve. Era aqui mesmo que eu queria estar. Então tá tudo certo. Vem cá, me dá um abraço e vamos beber?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

ninguém disse que seria fácil

 
Eu lembro o dia que eu decidi estar onde estou. Eu era criança, frustrada, sofrida e angustiada. Não devia parecer, mas olhando pra trás a gente percebe os erros que foram acometidos na nossa vida. Como é que pode uma criança não gostar de brincar com outras? Eu tinha medo, vergonha, todos os sentimentos juntos me impedindo de sentir prazer e me divertir como toda criança o faria. Não. Eu não achava certo eu estar bem. Aliás, eu nem me lembro de vários anos da minha infância.

O dia que eu quis ser moça grande, morar sozinha, ter cabelo curto, usar óculos de armação branca e ser feliz foi um dia que, não lembro por qual motivo, eu estava me sentindo a coisinha mais insignificante do mundo. Eu fechei meus olhos, já na cama, e desejei do fundo do meu coração não ser nem estar mais ali. Porque eu não aguentava mais aquelas pessoas, não ser ouvida, ser inferiorizada, esquecida e menosprezada. Tudo isso com uns dez anos. Dez.

Agora eu tô aqui onde eu desejei há 10 anos estar. Agora eu quero desesperadoramente sair daqui de novo. Quero ir pra outro planeta, quem sabe. Quero ter que me preocupar com as coisas que uma pessoa na minha idade e situação deveria se preocupar. Quero me preocupar com o tema do meu projeto de graduação e não se vou ter dinheiro para pagar o aluguel. Quero me preocupar com as horas que terei para fazer os trabalhos das matérias das duas graduações que faço, não se vai sobrar dinheiro pra eu fazer mercado. Quero me preocupar com minha faculdade, não com um estágio ou trabalho porque preciso desse dinheiro pra comer.

E aí quando eu digo que criei uma barreira invisível pra me proteger das coisas que acontecem, sou tida como alguém que precisa se resolver. Se eu não tivesse ouvido desde cedo problemas que nada tinham a ver comigo e que eu não podia fazer nada para mudar, quem sabe eu tivesse me permitido brincar, sair, correr, me divertir.

A gente sofre demais e nem nota. E faz os outros sofrerem muito mais do que gostaria também.

domingo, 15 de julho de 2012

tenho duas coisas a dizer #6


"And I can't stand you
Must everything you do make me wanna smile
Can I not like you for awhile? (No...)"


"Don't turn the lights on
Cause tonight I want to see you in the dark"

quarta-feira, 11 de julho de 2012

6 coisas aleatórias que eu gostaria de ganhar de aniversário



1) uma fôrma de waffles

2) um abraço da minha mãe

3) uma festa bonitinha com todos os meus amigos

4) um aspirador (seríssimo)

5) o livro Linha do tempo do Design Gráfico no Brasil

6) *insira uma surpresa aqui*

segunda-feira, 2 de julho de 2012

música de segunda: radiohead ao vivo

Se tem uma coisa que eu preciso agradecer ao amigo André Almeida, foi a insistência que ele teve para que eu ouvisse Radiohead. E isso foi sei lá, em 2007? 2008? E os caras tão aí, lançando disco, revolucionando a indústria fonográfica, causando, fazendo shows geniais e todas essas coisas que o Thom Yorke e sua turma sabem bem fazer. Mas acho que a prova de que eles são foda é quando você se depara com eles ao vivo, só com guitarra, voz e chocalho (mentira, tem mais coisas). Não preciso dizer mais nada, só ouve:

domingo, 1 de julho de 2012

sobre se apaixonar


Esses dias um amigo veio com a seguinte conversa:
- Cristal, tu que é dessas que se apaixona, como eu faço pra me apaixonar? :(

Aí eu percebi que eu sou exatamente dessas. Eu tô sempre apaixonada. Sempre. Acho que se eu não estiver apaixonada, eu não tô bem. E não é por um cara. É, sei lá, pelo clima. Pela Nina, minha gata. Pela música que ouvi esses dias. Pelo trabalho que finalizei. Pela cafeteira nova. Pelo sorriso que a menina me deu quando eu ajudei ela. Pelas risadas que renderam da conversa com algum amigo. Pelo que almocei. Por tudo, por quase tudo.

Mas aí eu percebi que quando eu me apaixono por alguém – o que não é nada difícil também, como já disse –, é uma coisa por partes. Envolve eu gostar da pessoa, claro. Depois, o que ela gosta de fazer, o que ela faz, como ela se porta, o que ela é e esse tipo de coisa. Se ela não é uma pessoa babaca também é importantíssimo.

Aí começam os pormenores.

Eu tenho uma coisa muito muitíssimo forte com cheiros. Cada pessoa tem o seu cheiro e eu reconheço isso, é meio bizarro. Da série "meu vizinho acabou de sair de casa" porque senti o perfume dele no corredor do prédio (juro!). Então, quando me apaixono, tenho no pacote o cheirinho da pessoa. De chegar pra dar um abraço e sentir o cheiro e já ficar boba? Meu jeitinho.

O gosto musical precisa ter algo em comum, eu preciso curtir algo que ele curta também, ou a gente passar a gostar de alguma coisa. Sabe quando você manda uma música e diz "olha que linda" e a pessoa fala "nossa, demais" e vocês ficam nessa? Então, só que eu crio uma espécie de trilha sonora pra cada pessoa. Como se eu pudesse dizer 3 artistas pra cada pessoa querida que eu conheço.

Guardo o cheiro, a música, os gostos curiosos num pote ou descrevo-os numa lista e aí temos as mil e uma (ou três, ou dez, ou uma) razões para eu me apaixonar por aquela pessoa. Sabe o que? Acho que é isso, é você ter motivos para gostar de uma pessoa, motivos que venham da própria pessoa. Dessas coisas pequenas que ela faz, do jeito errado que ela se porta, do sorriso bonito ou do jeito que fica emburrada. Você só vai se apaixonar se gostar do que vê. E, como disse um amigo meu, a gente só gosta e consegue ficar com alguém quando não quer mudar a pessoa, aceita ela com aquelas coisas que te irritam de vez em quando.



Sobre se apaixonar ou não, a gente precisa estar disposto a isso. Não adianta estar com "a porta, se assim podemos chamar ao coração, essa estava trancada e retrancada". Essa é a diferença do porquê eu tô sempre apaixonada, creio eu: eu deixo me apaixonar. Tanto faz se tá certo, errado, deveria ou não, vai doer ou não. Racionalizar estraga toda a beleza da espontaneidade das paixões.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

6 coisas aleatórias sobre a minha natação


1) Toda vez que eu entro na piscina eu penso que poderia, sei lá, morar dentro d'água.

2) As mulheres que fazem hidroginástica no mesmo horário que eu faço natação sempre estão preocupadas com a próxima viagem com o marido, se a empregada é boa e barata, se a sopa estará pronta e coisas do tipo.

3) Minha touca rasgou na última quinta-feira :~

4) Saio morta, mas completamente renovada. Faz um bem danado!

5) Quando você divide a raia com alguém que está muitos níveis acima, é frustrante, porque a pessoa vai e volta duas vezes enquanto você foi, parou pra respirar e voltou.

6) Uma senhora de cabelos grisalhos e compridos me parou um dia e perguntou se a cor do meu cabelo era natural e elogiou. Assim, de graça. Fiquei tão feliz : )

segunda-feira, 18 de junho de 2012

6 pessoas aleatórias que fazem a diferença na sua vida


1) Seu pai e sua mãe. (Obrigada, amo vocês.)

2) Amigos que possam e saibam e consigam te orientar, te criticar e te ajudar, em assuntos do coração ou de trabalho. (Tina e Ana Flávia, obrigada.)

3) Um orientador que te oriente e não deixe você se desorientar. (Murilo, obrigada.)

4) Alguém que te faça sorrir sem mais nem menos, que te dê saudades mas que esteja presente mesmo estando longe. Um ponto de vista objetivo e pragmático do amigo engenheiro. (Matheus, obrigada.)

5) Um chefe que, querendo ou não, acaba facilitando o teu trabalho por ser assim, uma pessoa boa, uma pessoa ótima. (Tais, tô com saudades! Obrigada.)

6) Colegas de trabalho que façam do trabalho, uma diversão levada a sério. (Fá e Gui, obrigada.)

terça-feira, 12 de junho de 2012

conversas não tão fictícias assim #5


Eu, no mercado, esperando meu pastel ficar pronto. Um menino do meu lado, querendo puxar assunto – depois de eu olhar simpaticamente porque ele pediu um pedaço da massa crua do pastel pra comer:

- Você estuda na UDESC?
- Sim.
- O que você faz?
- Design gráfico : )
- Ai, coragem! (risos) – já deu pra perceber que ele era zuper afeminado, né?
- Por quê?
- Ai, eu também sou tipo um design. (eu pensei: ele falou um tipo de design)
- Você faz moda? (não to te entendendo, moço)
- Não, sou design de cabelo. (risos) – provavelmente vendo que meu sorriso foi amarelo, tenta consertar – Ai, tudo é design hoje em dia, né? Cabelo, moda...
- Hehe.

Correção: nem tudo é design, moço. Quem faz design é designer. Não te odeio etc nem odeio quem não sabe isso, só não sei lidar quando alguém fala que é "design" de um jeito tão orgulhoso. Quem é designer quase nunca faz o mesmo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

6 frases aleatórias que levo pra vida

1) "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

2) "Não faça pros outros o que não gostaria que fizessem a ti mesmo."

3) "Muito ajuda quem não atrapalha."

4) "Si todo empieza y todo tiene un final, hay que pensar que la tristeza también se va, se va, se fue…"

5) "Uma pessoa que é legal com você, mas não é com o garçom, não é uma boa pessoa."

6) "Be the type of person you want to meet"

domingo, 27 de maio de 2012

mulheres, sejam menos idiotas!


"Mulheres são seres complicados." Não, mulheres são idiotas mesmo. Eu li um post de um blog esses dias (queria mucho postar ele aqui, mas não posso, questões protocolares de boa samaritana) que a menina reclamava por ter ouvido de dois carinhas que ela era "nota 7". O problema não era isso (porque né, eu até entendo que deve ser chato ouvir que você não é "nota 10"), o problema era ela supor que eles disseram aquilo porque: ela tava de moletom, sem chapinha e sem maquiagem. Claro, é muito mais fácil pensar que era por isso do que porque eles não te acharam uma gostosa, né? Mas, na boa, você é tão linda e gostosa assim pra merecer mais que 7? E, anyway, por que você se importa tanto?

Tenho pra mim que essas mulheres de hoje em dia (eu, inclusive) receberam uma educação equivocada sobre como e o que é ser uma mulher. A gente é ensinada, pelo o que e com quem convive a ter uma postura de vítima, de culpar os meninos, de esperar demais das pessoas e da vida. A gente diz que é feminista, adora dizer que os homens sofrem bem menos que a gente (ok, depilação é um saco, eu sei), mas a gente deposita todas as fichas nas atitudes deles. Me diz: como isso pode dar certo? Vamos parar de ser machistas, por favor? Vocês encaram o mundo e os problemas do mundo como se fosse culpa da postura dos homens. Homens estes que, de acordo com vocês são todos iguais.

1. Pára de fazer dôce, menina!
Imagina só como não seria melhor o mundo se quando alguém quer ou não alguma coisa, essa pessoa deixa claro isso! É fácil: é só parar com todo o chororô antes de ficar com alguém, por exemplo. O menino não vai achar que você é uma vadia, vai é ficar feliz!
Mas uma coisa importante: deixar claro é deixar claro mesmo. É falar que quer dar um beijo, convidar pra dormir na sua casa etc. Não é falar no facebook e esperar que o cara entenda que você tá a fim. Homem não entende indireta e muher adora falar dando voltas. Foco, mulherada, foco!

2. Se você não se acha bonita, por que os outros têm de achar?
Mulher tem uma mania – idiota – de reclamar da aparência pra quem estiver por perto. Reclama que engordou, da celulite, da espinha no nariz, das olheiras, do cabelo, das unhas... Se todo esse esforço fosse revertido em mudar todas essas coisas, garanto que: você estaria mais feliz consigo mesma e as pessoas te achariam mais bonita. Se você só fala das coisas que acha ruim em você, no que você acha que as pessoas vão prestar atenção?




3. Homens também podem escolher.
Imagine o diálogo:
- Eu não quero namorar, não quero compromisso, ok? – ele, pensando que tá bom assim, ou que pode querer ficar com outras pessoas, aquela coisa normal de quem não quer compromisso mesmo. E feliz, porque como deixou claro ela não vai virar uma psicopata.
- Sim, eu entendo. Claro. – ela, pegando o telefone pra ligar pra amiga pra reclamar que ele é um canalha (oi?) ou pra dizer que ele não quis dizer isso, porque vocês ficaram no dia depois dele dizer isso.
Eu não sei mesmo porque é tão difícil, pra maioria das mulheres, entender que os homens têm a opção não gostar ou não querer. É como se, se a menina quer ficar com o cara, é óbvio que ele precisa querer também. Isso é tão, mas tão machista... é inclusive se tratar como um pedaço de carne que os homens tem a obrigação de querer, e que é pra isso que você tá no mundo. Aceite que o cara não te quer e não sofra. Deu, cabô o drama.

4. Me olhou de canto e eu já tô planejando o enxoval.
Então, tudo errado. Vocês ficaram hoje e amanhã você já contou pra todas as amigas, com detalhes, já tá pensando em como vai ser apresentar ele pros teus pais, já cruzou os signos pra ver se combina, já mudou o nome na agenda pra "amor", já... já parou pra pensar que pode não dar em nada? Criar expectativas só serve para: decepcionar depois. Você ainda não conhece o cara, não sabe se ele vai gostar e querer continuar contigo, não sabe nada! Deixa o cara viver a vida, ir no futebol, sair com os amigos, beber, o que ele quiser fazer. Você não é dona dele! E, vale dizer, que mesmo que vire namorada, vai continuar sem ser dona!
Adendo: tá, pode pensar essas coisas, eu sei que é impossível não planejar mentalmente o casamento com o menino haha, mas plmdds: aja como uma pessoa normal e lembre-se que pode dar tudo errado!

5. Stop the mimimi
Se o cara não te quer, aceite isso, chore se precisar, mas lembre-se que ele não é o único cara do mundo. Se o cara não quer compromisso, aproveite o não-compromisso com ele, ué. Se acabou, acabou. Se você quer – e ele também, faça. Se ele não ligou, não encane. Se ele te convidou pra sair, pense duas vezes pra não parecer desesperada. As coisas são simples, as mulheres que complicam tudo. E por isso que as mulheres são idiotas. Porque: se decepcionam por criar expectativas por alguém que mal conhecem; por querer que, em uma semana, o cara te peça em namoro; por não saber ser feliz e esperar que outro traga essa felicidade.

A vida não é um conto de fadas, sinto informar. Não vai ter príncipe encantado, sapatinho, fada madrinha e esse tipo de coisa. A vida real é um pouquinho mais complicada, mas nem por isso deixa de ser bonita. Tem muita gente por aí com muito amor pra dar, tem muita gente linda, tem muito motivo pra sorrir e ser feliz, é só parar de achar que a vida vai ser como a da Cinderela.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

6 coisas aleatórias que eu sempre faço com meu pai

foto de 2006, gente. 2006!

1) Caminhar no Centro de Floripa e, depois, tomar um caldo-de-cana doce e gelado.

2) Pastel de camarão + cerveja (ou Pureza) em algum canto em Santo Antônio de Lisboa.

3) Torta (preferencialmente de maçã) + café e duas horas de conversa.

4) Trocar livros: ele me dá ou empresta (sempre), eu empresto ou dou pra ele (raramente).

5) Enlouquecer dentro de um R$1,99.

6) Confabular sobre a política, a minha tatuagem, nossos novos trabalhos, a faculdade, nossos novos ou antigos amores, as irmãs, a vida, o dentista, a agenda que ele parou de usar em março...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

quero ser feitinha pro poeta


Ontem eu peguei um caderno em branco, dos muitos que eu compro e não uso (mania de designer que precisa sempre dum caderno de rascunhos por perto) e coloquei um título: Livro das Listas. Me propus a listar várias coisas, vários assuntos, coisas que quero riscar da lista, cedo ou tarde. Comecei com "Coisas para o Projeto de Graduação", pois quero ir na FLIP, tenho que comprar uns livros; depois listei as "Compras para a cozinha" porque né, eu adoro cozinhar e quero uns utensílios frescos!

A ideia ficou na cabeça. Listando mentalmente as coisas, lembrei duma música que, por si só, é uma lista do que eu quero ser, desde que ouvi ela pela primeira vez. Feitinha pro poeta, do Bossacucanova com Roberto Menescal:

"Que seja carioca no balanço
E veja nos meus olhos seu descanso
Que saiba perdoar tudo que faço
E querendo beijar me dê um abraço

Que fale de chegar e de sorrir
E nunca de chorar e de partir
Que tenha uma vozinha bem macia
E fale com carinho da poesia

Que seja toda feita de carinho
E viva bem feliz no meu cantinho
Que saiba aproveitar toda a alegria
E faça da tristeza o que eu faria

Que seja na medida e nada mais
Feitinha pro Vinícius de Moraes
Que venha logo e ao chegar
Vá logo me deixando descansar
"
<3

domingo, 20 de maio de 2012

o pacto de desconhecência


Eu não suporto pseudo-conhecidos pelo simples fato de que nunca sabemos como agir com esse tipo de pessoa. Você pode conhecer ele, como no meu caso, saber o nome, o curso, a fase em que está na faculdade, ter amigos em comum, ele ser melhor amigo de uma pessoa que alimenta desafetos por ti e mesmo assim vocês não se cumprimentam. Vocês até se esbarram na festa, se encaram por alguns segundos, mas vocês não podem se cumprimentar.

Existe uma cortina invisível que mantém essa pseudo-conhecência e que regula os olhares desavisados que se encontram vez ou outra. Eu não posso cumprimentá-lo, tampouco ele pode fazê-lo. Isso seria quebrar a etiqueta da desconhecência que nos assola.

Ele sabe quem eu sou, o que eu sou e o que eu significo. Talvez seja por isso que sejamos apenas pseudo-conhecidos e não conhecidos. Mais que isso, talvez seja por isso que quando a gente, por ventura, tem os olhares interceptados pelo outrem, seja tão confuso. É um olhar bem fundo, bem no fundo dos olhos, quase que de provocação. O que esse pseudo-conhecido acha que é para enfiar-me os olhos tão fundo nos meus próprios?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

6 pseudo-coisas aleatórias que eu não suporto

1) pseudo-amigos.

2) pseudo-abraços.

3) pseudo-inverno.

4) pseudo-relacionamentos.

5) pseudo-baladas.

6) pseudo-chuva.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

6 pequenos prazeres aleatórios que eu cultivo


1) Passar a roupa de cama.

2) Tomar café-da-manhã todos os dias.

3) Comprar escovas de dentes das caras e especiais.

4) Comer o que eu tenho vontade, quase sempre, e sem pensar em quantas calorias tem cada coxinha.

5) Não tirar as cutículas.

6) Tomates orgânicos.

domingo, 6 de maio de 2012

namorar ou não namorar, eis a questão



- Você vai namorar ele, Cristal?
- Se ele quiser me namorar...
- Que bonitinho!

Fora de contexto. Contextualizando.

domingo, 22 de abril de 2012

tenho duas coisas a dizer #5

1)

"Congela o tempo preu ficar devagarinho
Com as coisas que eu gosto
E que eu sei que são efêmeras
E que passam perecíveis
Que acabam, se despedem,
Mas eu nunca me esqueço."

2)

"O mundo muda assim sem avisar
Sem pedir licença
O dia clareou, lá fora num instante
O mundo muda assim sem me falar
Mas eu não mudo
Tão fácil assim, só se for domingo"

Clima de domingo.

sábado, 21 de abril de 2012

Rique, ou o sorriso mais lindo que eu já vi


Abri minha agenda de dois mil e onze com uma dúvida besta de onde eu havia passado o carnaval naquele ano. Me deparei com, no dia quinze, o nome de um amigo, sinalizando que é dia quinze seu aniversário. Meu amigo se chama Henrique Vasques e ele se foi faz dois meses, hoje [02/03].

Eu conheci o Henrique em dois mil e oito, pela internet e pelo irmão dele, o Victor. Na época eu queria saber de alguém que fizesse design o que esperar da profissão, e fui, na cara-de-pau, falar com o Victor porque já lia o blog (na época) dele, o Com Limão. Dei a maior sorte do mundo, porque além de super atencioso com as minhas dúvidas, o Victor é uma pessoa maravilhosa, linda mesmo. E, de quebra, ele me apresentou um dos meninos mais incríveis que já conheci na vida, o Henrique, irmão dele.

De Natal, naquele ano, o Henrique me mandou Memórias Póstumas de Brás Cubas, do Machado de Assis, porque sabe que eu amo ele e um livro sobre a história da publicidade, porque sabia que eu queria estudar design. Tinha um bilhete muito fofo junto, que, se eu me lembro bem, está no meio do livro, na casa da minha mãe, junto com alguns livros meus que continuam lá.

A gente só se conheceu pessoalmente em dois mil e nove, quando eu finalmente fui parar em São Paulo e pude abraçar aquele menino que era lindo em todos os sentidos e centímetros da palavra. Não me arrependo de nenhum segundo que a gente passou junto, e o que vem aqui na minha mente quando lembro dele é aquele sorriso lindo, o mais lindo que eu já vi.

Esses dias sonhei que estava em São Paulo, na farmácia da Avenida Paulista que eu comentei, lá em dois mil e nove, com o Henrique que eu perderia horas dentro dela, porque parecia ser muito legal (e eu amo farmácias). De repente, o Henrique aparecia na farmácia, sorrindo, e falando:

- Cristal, o que você está fazendo aqui, menina?

Eu nem consegui responder. E eu corri abraçá-lo. E abracei, e não queria mais soltar. E ele rindo, como sempre, me perguntava porque eu não soltava, e dizia que eu não precisava me preocupar, porque ele não iria a lugar algum. Mas eu não conseguia, eu sentia que ele ia fugir de mim, desaparecer, sumir. E eu abraçava mais forte, apertando os olhos e tentando grudar nele, porque desse jeito, quem sabe, a gente não se separasse mesmo. Aí eu acordei, terrível. Percebi que e o que eu tinha acabado de sonhar e me deu um aperto no peito, um nó no estômago e eu só consegui abraçar meu travesseiro. E a maior tristeza desse mundo é saber que não terei mais abraço, sorriso ou gentilezas e fofuras da sua parte, amigo. Acordei sabendo que eu não tinha mais o que dizer pro Henrique, pois ele não poderia mais me escutar.

Perder um amigo é muito triste. Dói demais, e vai doer para sempre. Se tem uma coisa que era unanimidade, era como você era uma pessoa incrível. Como todos os milímetros do Henrique eram lindos. Eu nem sei com quais palavras te descrever, porque quem te conheceu sabe exatamente quão grande de espírito você era.

Todos vamos e já sentimos sua falta.
E eu, eu só tenho a agradecer por ter tido a oportunidade de conhecer o Rique.

“Quem sabe o que é ter e perder alguém
Sente a dor que eu senti
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir”

quarta-feira, 18 de abril de 2012

6 coisas aleatórias que eu queria poder dizer

1) "Tô indo doar sangue."

2) "Tenho tempo livre hoje, amanhã e sexta!"

3) "Comprei o ingresso pro show do Paul McCartney."

4) "A gripe passou e não tenho mais tendinite!"

5) "Mãe, vou pro Maranhão pro P&D!"

6) "Passagens compradas: São Paulo e Porto Alegre em Maio, EUA em Julho!"

quarta-feira, 11 de abril de 2012

6 pequenos luxos aleatórios


1) Geléia importada – e francesa – de Cerises Noires (R$15).

2) Sabonete da L'Occitane en Provence (R$15).

3) Chá vermelho com amora da Feel Good (R$4,50).

4) Manteiga Aviação (R$5,25).

5) Eisenbahn Weiss (R$6).

6) Azeite de oliva bom (entre R$15 e R$25).

domingo, 8 de abril de 2012

mulherzices: hidratação

Acho que uma das coisas mais chatas de se envelhecer é ter de usar hidratante todos os dias. Sério! E não é só um hidratante, são vários: corpo, rosto, mãos, cabelo e pés. Mas tudo bem, porque mulher adora um creminho, um cheirinho, ficar se alisando etc. Só que não.

Vocês já pararam pra pensar o quão irritante é isso tudo? Quando eu era mais nova, malemá passava condicionador todos os dias. Hidratante no corpo só no verão (e pra evitar descascar, já que eu passava horas dentro de uma piscina cheia de cloro e no sol). Fora isso, rolava um excesso de manteiga de cacau no inverno porque o frio era literalmente de rachar – a boca.

Agora, é só sair do banho pra começar le ritual: creminho no corpo (absorvido rapidamente); creminho no cabelo (sem enxágue, e eu que achava que meu cabelo era oleoso); creminho no rosto (até pouco tempo atrás o mesmo rosto precisava ser lavado duas vezes ao dia tamanha a oleosidade); creme nas mãos (pobres cutículas). Creme nos pés só de vez em quando, né? Porque haja paciência de ficar com los pesitos melecados. Eca!

Eu, sinceramente, tenho uma preguiça eterna, absoluta e infinita desses cremes todos. Eu gosto de escolher, ter vários (tenho 3 pro cabelo, 2 pro corpo – e um óleo, 1 pras mãos, 1 pro rosto e 1 pros pés) etc e tal. Mas detesto a sensação de ficar melada, de ter 5 cheiros diferentes de uma só vez em mim. Fazer o que, né? São os vinte anos e os problemas de hidratação do nosso corpinho chegando (e moi tentando incluir essa melação no dia-a-dia).

quarta-feira, 4 de abril de 2012

6 plantas aleatórias que eu tenho


1) Pimenta malagueta, presente do Bazi.



2) Violeta.


3) Suculenta, presente da Ninna.



4) Suculentas alemãs, presente da Tina.


5) Alyssum, flor com cheirinho de mel.



6) Essa (que é a mesma da que está com a pimenta). Dá flores bem fofas.

domingo, 1 de abril de 2012

eu não quero um namorado

"Eu não quero uma relação monogâmica tradicional" você disse. Aí eu pensei "ué, mas nem eu! Quem foi que disse isso?!" Eu não quero aliança com seu nome gravado, nem o meu nome no seu dedo. Não quero ter que dar explicações do que fiz hoje, ontem ou amanhã. Não sei andar de mãos dadas, ter acompanhante. Só quero ter alguém pra dormir comigo de vez em quando. Alguém pra ir no cinema, pra fazer piquenique ou fazer nada juntos. Alguém pra dar um abraço e um beijo gostoso, assim, quando a carência bate e você quer ter em quem se agarrar. Só quero alguém pra acordar junto de vez em quando. Quero fazer café-da-manhã pra ti, às vezes. Quero poder ir numa festa, você em outra e contarmos o que fizemos. Aí se ficamos com outras pessoas a gente fica com um ciuminho que logo passa (ou fingimos que passa).

Mas acho que também quero me irritar daqui a pouco com o que acho graça agora. Conhecer manias, detalhes, pequenezas e extraordinarezas (e essa palavra nem existe). Ficar com teu cheiro preso nas narinas, teu gosto na boca. Fechar os olhos e te ver ali, pairando na mente. Quero ficar tonta e boba ao teu lado, não saber falar, ba-bal-bu-ci-ci-ar as palavras. Quero acordar e dividir meu pão-doce e meu café contigo. Saber que tenho uma companhia garantida porque a gente não cansa de estar junto.

Não quero as complicações de um relacionamento chato. Vamos deixar deixando, vai levando e deixa levar. Sem pressa, sem cobranças, sem as coisas chatas. Só com teu cheirinho de manhã e um abraço regularmente.

sexta-feira, 30 de março de 2012

livros: A Linguagem das Coisas, Deyan Sudjic

Esqueci de dizer no último post, mas já que minha única lista de coisas a fazer esse ano é uma lista de livros a ler, resolvi escrever sobre todos os que eu for lendo ao longo do ano. Já li alguns, então vou deixar programado os posts pra não ficar 5 posts um seguido do outro : )

Eis que meu pai me deu esse livro de Natal no ano passado dizendo que achava que ia ajudar no meu Projeto de Graduação, nas minhas pesquisas e coisa e tal. E como meu pai sempre acerta nos livros que me dá ou empresta, ele me deu um livro muito bom e muito útil!

O livro é sobre design e linguagem do design. A forma como ele lida com o assunto e todas as coisas faz da leitura algo muito prazeiroso e rápido – diferente de muito livro teórico por aí. Bem, a verdade é que A Linguagem das Coisas não é exatamente teórico.

Deyan Sudjic é diretor do Design Museum de Londres, ou seja, ele não é teórico, pesquisador ou designer, o que faz do seu texto até um tanto jornalístico. Ele divide o livro em cinco capítulos: linguagem, o design e seus arquétipos, luxo, moda e arte. Para entender mesmo o livro, é preciso saber o mínimo e conceitos de semiótica, porque ele usa e abusa de termos dessa teoria. Quem não entende de semiótica consegue entender o livro do mesmo jeito, mas se perdem detalhes, aquela coisa.

Para entender o que se passa no livro, vou colar umas citações que rabisquei:

"O design trata da criação de objetos anônimos produzidos em massa, por gente que passa muito tempo se preocupando com moldes para injeção, ou com o grau de curva exato necessário para arredondar os cantos da tela de um monitor. Mas também trata da criação de objetos que são bons de tocar e de usar."

"Lembre-se da convicção do designer gráfico Otl Aicher de que, se a Alemanha não gostasse tanto de maiúsculas, teria sido menos vulnerável à ascenção do fascismo."

"A arte é uma maneira de ver o mundo. Mas a moda também. Pode ser a forma mais íntima, mais pessoal e mais poderosa de comunicar tudo, desde posição militar a orientação sexual e status profissional. Pode ser democrática ou esnobe, sutil e criativa ou flagrantemente sexualizada."

"A verdade paradoxal é que a simplicidade é cara. Quase sempre é mais cara ou mais difícil do que a elaboração e a complexidade supérflua."


Para concluir, eu super recomendo a leitura. A edição é linda, encadernada, vermelho-sangue na capa, a fonte é gostosa de ler. Só me irrita ser em papel couchê brilhante. Eita coisa irritante!

Lido em fevereiro de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

6 coisas aleatórias que são reflexos de como está minha vida



1) Meu Desktop.

2) Minha cama.

3) A caixa de entrada do meu email.

4) O cesto de cosméticos, perfumes e coisas do tipo que fica em cima da pia do banheiro.

5) A quantidade de roupa pra passar.

6) Minha bolsa e o que tiver dentro dela.

terça-feira, 27 de março de 2012

conversas não tão fictícias assim #4

- Oi, você é a Cristal?
- Hm, sou. Quem é você?
- Eu te devo uma cerveja!
- Por quê?
- Porque você me zoou dizendo que eu era hipster.
- Ah! Lembrei! (risos) Você é o Luiz?
- Isso. Vamos, vou pegar uma cerveja pra ti.

sexta-feira, 23 de março de 2012

livros: One Day, David Nicholls

Eu amo a Anne Hathaway desde O Diabo Veste Prada. Acho ela linda, engraçada e a maioria dos filmes que ela fez são uma graça! Aí vi alguém falando do "novo" dela, o tal de One Day. Assisti antes de saber que ele era baseado num livro. Acabei comprando o livro, em inglês mesmo, numa ida frustante à livraria (consegui um livro na terceira tentativa de que ele não teria acabado).

E não é que o livro é tão bom (quiçá melhor que) quanto o filme?
A história é sobre um casal, a Emma e o Dexter. Tudo começa em 15 de julho de 1988, dia do Saint Swithin, e o livro conta o que acontece todo dia 15 de julho durante 20 anos. Claro que o autor é super inteligente na criação desses capítulos, por que de que outra maneira todo 15 de julho seria tão interessante? Mas acho que esse é um dos pontos bacanas da leitura. Mesmo lendo em inglês, o livro foi docemente devorado por mim!

"Enough of this. 'Ian, don't do that,' she said sharply.
'What?'
'Slip into your act. You don't have to, you know.' He looked hurt, and she regretted her tone, leaning across the table to take his hand. 'I just think you have to be observing all the time, or riffing or quipping or punning. It's not improv, Ian, it's just, you know, talking and listening.'
'Sorry, I–'
'Oh, it's not just you, it's men in general, all of you doing your number all the time. God, what I'd give for someone who just talked and listened!' She was aware of saying too much, but momentum carried her on. 'I just can't work out why it's necessary. It's not an audition.'
'Except it sort of is, isn't it?'
'Not with me. Is doesn't have to be.'
'Sorry.'
'And don't keep apologising either.'
'Oh. Okay.'

Os personagens são o foco principal, obviamente. As mudanças e como eles lidam com elas, quase sempre com suas histórias em paralelo, às vezes uma sendo um contraponto da outra e, outras vezes, sendo a mesma.

Em é uma garota linda, competente, inteligente e divertida, mas não reconhece nenhuma dessas qualidades em si mesma por uma falta total de auto-confiança. Do outro lado, Dex tem de sobra a confiança que Em não tem. Ela vai aos poucos se descobrindo, se enfrentando.

O final eu não vou contar, né?

quarta-feira, 21 de março de 2012

6 palavras aleatórias que eu queria que existissem

1) Cabeleleira (o certo é cabeleireira)

2) Quantiedade (o certo é quantidade)

3) Cã (deveria ter e significar: subs. fem. fêmea do cão)

4) Cuando (em português, não só em espanhol)

5) Dôce (volta, acento!)

6) Sombracelha (o certo é sobrancelha)

quarta-feira, 14 de março de 2012

6 coisas aleatórias que até pouco tempo atrás eu nem cogitaria


1) Piercing no mamilo.

2) Que o verão (até o horário de verão!) durasse mais um pouquinho.

3) Voltar pro jornalismo.

4) Ouvir Mallu Magalhães.

5) Gostar de Jay-Z ft Kanye West (álbum: Watch the Throne).

6) Aproveitar o carnaval ouvindo música ruim.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

pra lembrar porque o Machado de Assis é genial

do Dom Casmurro, edição novinha e linda da Saraiva de Bolso:

pág 14~15:
"Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. (...)
Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior; é outra cousa. A certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira."

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

playlist de carnaval



Vem, vambora! Coloca o enfeite no cabelo, pega os confetes, as serpentinas, passa o batom e vamos pro carnaval!

1) Bom dia Rio (posto 6) - Bossacucanova
2) Copacabana - Marcelo Camelo
3) O que todo mundo quer - ninguém liga - Romulo Fróes
4) Alô Fevereiro - Roberta Sá
5) Com qualquer dois mil réis - Novos Baianos
6) Samba na sola - Céu
7) Ô, Ana - Mallu Magalhães
8) Essa moça tá diferente feat. Simoninha - Bossacucanova
9) Feitinha pro poeta feat. Roberto Menescal -  Bossacucanova

Pra ouvir é só dar play:
carnaval by Cristal Muniz on Grooveshark

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

tudo por um fio

a tolerância, a paciência, o trabalho, o coração e a paz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

das coisas que não falei em 2011

Aqui vai uma explicação: não ache que você é figurante ou protagonista de tudo aqui abaixo, mas leia com atenção. Não são coisas necessariamente que eu gostaria de ter dito ou que não tive oportunidade de dizer. São apenas, como o título diz, coisas que eu não falei para certas pessoas. Enjoy!

“Você se lembra daquela vez que você me perguntou por que eu tava “fazendo isso agora”? Era agosto ou setembro, tava friozinho, tinha um pouquinho de sol ainda e a gente tinha acabado de jantar juntos mesmo sendo umas 18h. Você me deu sua bergamota, a gente ficou meio sem saber o que falar e aí você me perguntou isso. Você lembra o que eu respondi? Eu disse que eu tinha percebido que eu gostava mesmo de você [mesmo depois daquele tempo conturbado que eu não queria ver você nem pintado de ouro]. Eu estava olhando pro chão, porque só eu sei o quanto aquilo me fazia sentir uma ridícula pelos meses anteriores a essa conversa. Aí eu senti tudo, tudo girar. E eu disse que, mesmo assim, eu não queria atrapalhar mais a sua vida, mais além do que eu já tinha atrapalhado. E que eu deixava pra você escolher o que fazer dali pra frente. Pois é. A gente se deu um abraço e eu sabia que tava tudo acabado. Eu fui andando até chegar em casa. Parecia que eu tinha me perdido, perdido alguém. Foi horrível. E eu chorei, claro. Nos vinte primeiro passos, porque já que eu estava no meio da rua eu tinha que fazer parecer que estava inteira, mesmo que estivesse em pedaços, certo? Pois bem, você lembra disso mesmo? Então, eu queria te dizer que, se a gente começasse essa conversa hoje, agora, nesse exato momento e uns meses atrás e talvez até uns adiante, eu te diria que eu não quero deixar você escolher nada. Eu quero tentar algo que a gente não conseguiu ainda. Que eu aguento, se você aguentar. Mas, como sempre, eu dependo de você pra continuar. Seja juntos ou separados. E, na pior das hipóteses, a gente volta ao que estamos agora.”

“Ah, você me faz mal. Mesmo. Eu tentei fazer com que a gente voltasse a se falar mais de uma vez, ô se eu tentei. Mas tem alguma coisa aí dentro de ti que me faz mal pra ti. É isso, né? Eu devo te fazer mal, somehow. Eu queria realmente que você me contasse a verdade sobre isso. Porque eu posso nunca mais falar contigo, sumir da tua vida se você assim quiser e precisar, mas faço tudo pra te ver feliz. E sei que você está iminentemente em tristeza. Já parou pra pensar que eu tenho evitado toda e qualquer possibilidade de te encontrar? Que eu não quero ir pra uma cidade se talvez você também puder talvez talveeeeez aparecer? Porque eu não aguento ficar perto de ti e não sentir. E eu sei que, de alguma forma e por alguma razão, eu te incomodo. Então eu peço desculpas. E acho que, em breve, a gente põe um final nisso. E ah, arranca as páginas que eu escrevi nos livros que eu te dei. Talvez seja até melhor você jogá-los fora. Aquele cartão cheio de sentimentos também, isso se você já não o fez. Como é mesmo teu nome? Nunca ouvi falar de você não... Mas sim, eu te amo muito. E é por isso que eu me importo.”

"Não, eu não quero ser sua amiga."

"Velho, como que você consegue fazer tudo isso tão feio? É muito mau gosto por centímetro quadrado, pelo amor de deus! E eu tenho que aguentar isso e você vendo tudo errado? Olha, se você fosse menos orgulhosa e um pouco mais auto-crítica, veria que quando alguém sugere algo pro seu trabalho não é INVEJA, é parceria pra que você faça menos coisa feia, pqp! Como é que deixaram você SAIR da faculdade só fazendo merda? Je-sus!"

Obs.: chego a conclusão de que não deixei de falar muita coisa em 2011, porque escrever esse post foi quase um parto!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

como se a vida fosse uma novela

E os roteiristas da minha vida têm caprichado. Depois de um período de ansiosas esperas pelos próximos capítulos, um pedido do público por mais clímax e desfechos, emoção, drama, etc. Pra quê?!
Tudo isso num dia só, estendendo-se até hoje. As ânsias acabaram, mas o pote dos sentimentos continua transbordando...

10 de setembro de 2011

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

deixa eu desabafar um cadinho

Deixa eu contar uma coisa pra vocês: um dia eu fui viajar e parei num desses lugares na estrada pra comer uma coisa. Peguei um café com leite e uns cookies. Fiquei conversando na mesa com meus amigos e, quando vimos, tínhamos que ir correndo pagar e entrar no ônibus. Paguei, entramos, o ônibus andou. Depois de uns belos minutos dentro do ônibus percebi que eles não tinham cobrado os cookies que comi, só o café. Aí deu aquela vertigem no estômago de quando a gente sabe que é culpado por algo que não é legal. Só que eu não tinha como voltar lá.

Eu não sabia onde era, o nome do lugar, em qual quilômetro de qual rodovia estávamos ou qualquer coisa. E o motorista não ia voltar pra eu pagar os cookies. Aposto que se eu tivesse pedido, inclusive, ele teria dito que eu teria é que ficar feliz em não ter gasto meu dinheiro. Mas eu fiquei mal. Fiquei pensando quem ia pagar por aquilo, se algum funcionário teria isso descontado no seu salário, se as contas dos produtos ia fechar no fim do mês etc.

Tudo bem que eu sei e quem me conhece também sabe que eu sou uma sentimentalóide e chorona, mas aquilo me deixou super mal. E aí eu fiquei pensando na quantidade de gente que ADORA quando isso acontece, como se fosse super normal não pagar por algo e outra pessoa se responsabilizar por aquilo. Também fiquei pensando em como que as pessoas podem aceitar certos comportamentos dos outros sem nem falar nada.

Não, eu não tô querendo pagar de "politicamente correta" e chata, como virou modinha. Mas eu sempre achei tão inconcebível certas coisas como isso, como jogar lixo no chão, como não separar lixo... Por que a gente precisa continuar sendo hipócrita? Sendo "malandro"? Injustiçando, odiando quem não fez nada pra gente?

Eu tento, eu tenho fé e sou otimista. Mas vocês deixam esse sentimento cada vez mais difícil.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

conversas não tão fictícias assim #3


- ah, isso deve ser cabelo da outra
- claro que não, cristalzinha, só tenho olhos pra você
- (risos) ok
- é sério
- ah! poupe-se e poupe-me, a gente não precisa disso
- (risos) tá

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

rique, você vai fazer falta

claro que eu ainda tô triste. claro que ainda tô chorando, que não consigo acreditar. como pode? como pode a pessoa com o sorriso mais bonito, a pessoa mais alegre e linda ir embora? e você já tava longe, eu já não sabia quando te veria de novo. agora nunca mais vou te ver de novo : ( te conhecer foi incrível, e você era uma pessoa tão linda que quase não dava pra acreditar. obrigada por ter passado na minha vida, por ter me dado a oportunidade de te conhecer, de te abraçar. será que você sabia o quanto eu gostava de você? : (

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

lista de livros pra ler em 2012

Como eu disse, esse ano só farei uma lista de livros a cumprir. E, como esse ano faço meu Projeto de Graduação no Design, tenho uma lista só pros livros que quero e preciso ler pra fundamentar o artigo que vou escrever e também uma lista de clássicos da literatura brasileira que preciso ler porque vou trabalhar com um deles. As listas provavelmente serão atualizadas ao longo do tempo, porque vou adicionar livros, certeza. Por enquanto temos isso:

Mi país inventado, Isabel Allende

One Day, David Nicholls

Praticamente Inofensiva, Douglas Adams

O livro amarelo do terminal, Vanessa Barbara

Só Garotos, Patti Smith

História da Loucura, Michel Foucault

O império do efêmero, Gilles Lipovetsky

Alta Fidelidade, Nick Hornby

A República dos Sonhos, Nélida Piñon

Crime de Imprensa, Palmério Dória e Mylton Severino

- pro artigo

Culturas e artes do pós-humano, Lucia Santaella

A Produção de Sentido, Eliseo Veron

As Culturas e o Tempo, P. Ricouer (org.)

A Sociedade Refletida, Eric Landowski

Presenças do Outro, Eric Landowski

As Astúcias da Enunciação, José Luiz Fiorin

Sintaxe da Linguagem Visual, Donis A. Dondis

O design brasileiro antes do design, Rafael Cardoso (org.)

Objetos de Desejo, Adrian Forty

A Linguagem Das Coisas, Deyan Sudjic

- pro projeto de graduação

Dom Casmurro, Machado de Assis

Grandes Sertões Veredas, Guimarães Rosa

O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

um ano sem planos, apenas livros



"Next year,
Things are gonna change
Gonna drink less beer
And start all over again

Gonna read more books
Gonna keep up with the news
Gonna learn how to cook
And spend less money on shoes

I'll pay my bills on time
File my mail away, everyday
Only drink the finest wine
And call my Gran every Sunday

Well resolutions
Baby, they come and go
Will I do any of these things?
The answer's probably no"


Daí que todo início de ano a gente faz uma lista de coisas pra fazer durante os próximos 365 dias. Eu sempre faço, sempre posto no blog e sempre revejo e reavalio o que eu fiz da lista. A de 2011 foi um desastre ecológico. E, pensando nisso e no tipo de coisas que eu coloco nas listas (coisas materiais, que não dependem de mim e/ou que eu já tô pensando em não fazer, por isso tão ali), resolvi não ter lista de coisas a fazer em 2012. Só quero que seja um ano bom com amor, dinheiro e saúde (não necessariamente nessa ordem).

Objetivos eu tenho sim, vários. Mas vou conquistando-os aos poucos, o que importa é dar um passo depois do outro e ter metas palpáveis. Daqui um ano eu conto o que eu fiz e o que deu certo. Por ora, vou fazer uma lista de livros a ler, que é a única lista que pretendo seguir e cumprir.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

conversas não tão fictícias assim #2

- tá, mas tu faz o que então?
- design gráfico, na udesc. e jornalismo, na ufsc.
- mas meu deus, você é muito nova. você tem quantos anos? vinte e...
- vinte.
- meu deus, o que você vai ser quando tiver 30 anos então? assim tão nova e já faz tudo isso.
- (riso de vergonha) não sei.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

6 coisas aleatórias com as quais não sei me controlar





1) piquenique

2) open bar

3) buffet de sorvete

4) baixar discografias

5) compras em farmácia

6) café

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

tenho duas coisas a dizer #4

1)
 

"Know you've been hurt by someone else
 I can tell by the way you carry yourself
 If you let me, here's what I'll do
 I'll take care of you
I've loved and I've lost"

2)

"One moment I have you the next you are gone
Rehearsed steps on an empty stage
That boy's got my heart in a silver cage
Why can't you want me like the other boys do?
They stare at me while I crave you"

acho que me apaixonei de novo e não sei como lidar, porque você tá muito longe e isso parece muito errado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

da série paixões: #5 sol

Tem coisa mais gostosa que o sol? Entrando pela janela, num dia de praia, refletindo, aquecendo, deixando nítido. É felicidade pronta!


 






Obs: nenhuma dessas fotos é minha, mas ao clicar na foto, você vai parar na página de onde eu as tirei!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

6 coisas aleatórias que eu quero

1) você.

2) é, você.

3) sim, você de novo.

4) é, também não sei porque você de novo.

5) pois é, ele sim.

6) você, de volta pra mim.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

minutos mais preciosos do dia

1) ao acordar: sentir a cabeça afundada no travesseiro e o cobertor quentinho em cima de você.

2) hora de comer: aquele cheirinho gostoso da hora do almoço, o prato bem colorido, a comida quentinha. nham!

3) chegar em casa, colocar pantufas, trocar de roupa e sentar no sofá com um chá na mão: silêncio e conforto.

4) antes de dormir, finalmente na cama.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

6 coisas aleatórias que você não deve fazer comigo


1) recusar um presente de aniversário, de natal, de páscoa, de qualquer coisa que eu quiser te dar.

2) não me visitar quando eu te convidar.

3) não aceitar comer ou o convite para comer algo que eu cozinhei.

4) me perseguir e esperar alguma resposta ou conclusão de mim (me pergunta então, se for o caso).

5) me deixar sozinha.

6) desconfiar da minha amizade, da minha confiança, da minha sinceridade.

isso porque sim, eu adoro mimar as pessoas. me deixa te agradar, por favor. não quero nada em troca senão um sorriso. e não tem nada mais chato do que ser impedida de um agradinho sem razão. e sim, sou sensível. e não gosto de jogo de confiança e ter que ficar provando o tempo todo que me importo. essas coisas me tiram do sério :)

sábado, 5 de novembro de 2011

6 coisas aleatórias que acontecem no final do semestre

1) acabam os talheres limpos.

2) cria-se uma montanha de sabe-se-lá-o-quê no seu quarto com roupas, livros, textos... sei de histórias de gente que tem barbies na montanha.

3) miojo não parece uma má ideia, afinal, todo minuto é precioso.

4) xícaras se tornam escassas, tantas vezes o café é tomado.

5) você usa praticamente as mesmas roupas, porque não consegue pensar em melhores combinações.

6) coisas mudam de lugar sem fazer sentido: uma lâmpada na fruteira, um chapéu de bruxa embaixo da cama etc.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

o que eu fiz nos últimos 2 anos?


Praticamente desisti da faculdade de jornalismo. Tranquei, ela continua trancada e vou trancar mais um semestre. Quem sabe eu volte pra lá em 2012. On the other hand, me apaixonei perdidamente pelo design e estamos numa relação estável, muito obrigada.

Fui em 3 encontros estudantis: o R Santa Maria em 2009/2, o N Curitiba em 2010/1 e o RBH em 2010/2. Além disso, estive organizando um R Floripa por quase um ano e meio. Mas, desisti. Porque quando a sensação de válvula de escape e de satisfação acabou, ficou apenas o incômodo.

Ganhei um computador. Ele se tornou obsoleto em um ano. E consegui comprar um novo. E cá estamos, numa relação apaixonada e intensa. Ao contrário, continuo com meu velho celular de quase 5 anos. Nossa relação não é tão estável ou agradável, mas é o tipo de relação que a gente se acostuma e se acomoda. Mudar dá muito mais trabalho nesses casos.

Quanto às pessoas... conheci pessoas maravilhosas, que têm lugar garantido no mural de fotos para a eternidade. Mas, como nem tudo é perfeito, conheci pessoas que não pretendo continuar tendo uma relação, jamais! Conheci e "me apaixonei" por essa menina Ana Flávia, que me conquistou assim que logo falamos. E continua me conquistando, sendo cada vez mais linda e linda. Teve também o hiato de um ano de uma irmã que escolhi pra mim, a Tina. Ela, lá na Europa. Eu, cá no Brasil. A vida parece muito mais justa agora com ela perto de mim. Minha melhor amiga de mil anos, a Liara, passou pra medicina e está lá em Santa Maria, junto com os lindos Henrique, Leo e Victor. Vi uma vez a Naisa, que trancou a faculdade pra ser modelo em São Paulo! E eu via mais era o irmão dela aqui na ilha...

Me decepcionei tanto quanto você não pode imaginar ao ver pessoas jogando fora todo o meu amor por elas, mas a vida continua, e amor é o que não falta pra eu dar! Mesmo assim, tem gente que continua com um potinho de amor guardado aqui comigo, na minha estante das pessoas lindas.
Minha mãe resolveu se casar e morar em Miami e estou dividida entre a felicidade por ela, a possibilidade de visitá-la lá e comprar muuuuitos cosméticos baratos e/ou a saudade que vai ser difícil de matar.

Aprendi a comer mais saudavelmente, parei de tomar refrigerante, não como mais esses embutidos como presunto, raramente como frituras, comi um miojo e um cup noodles, e mesmo assim, engordei uns 5kg que tento perder desde então. Continuo comendo muito chocolate. Muito mesmo. Todos os dias. Tento parar, mas sou viciada.

Adquiri umas manias engraçadas como comprar coisas em dupla, beber muito café, gostar mais de cinzas brancos e pretos do que de coloridos, aumentei a seção “oncinha” do meu guarda-roupa e por aí vai.

Aprendi também a costurar, e fiz alguns vestidos e outras coisinhas. Depois disso, acumulei muitos tecidos sem corte nem costura e uma máquina pesada e sem lugar definido.

Tive os melhores e os piores dias da minha vida. Acordei sem dormir e dormi sem fechar os olhos.
Fiz yoga, boxe e musculação. Poucos meses e poucas seções. Nosso relacionamento é instável e não conseguimos nos manter juntos por muito tempo. Agora, estou flertando com a natação mas o frio está me mantendo em casa.

Quase matei uma plantinha das duas que comprei pro meu quarto. Este que, aliás, ficou o mesmo mas mudou bastante. Ganhei um guarda-roupa maior e coisas tiveram seu lugar mas, fora do guarda-roupa muita coisa continuou sem lugar não só no meu quarto.

Joguei fora alguns calçados e algumas roupas que não serviam ou não me representavam mais, enquanto algumas outras pareciam dizer tudo sobre mim. A paleta de cores do meu guarda-roupa mudou para tons pastéis, brancos, cinzas, beges e preto. Muito preto.

Meu iTunes teve muita música nova adicionada. Algo como MGMT, Foster The People, Phoenix que me viciaram em música “eletrônica” e, boas novas vozes brasileiras como Tiê, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci.

Fui pra São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santa Maria, Curitiba, São Francisco do Sul... e foram as melhores coisas e escolhas que fiz, com certeza. Não saio do mesmo lugar pra um lugar novo faz tempo e estou precisando. Tudo o que queria era uma passagem só de ida pra Tel Aviv nesse momento.

Conheci tanta gente, me apaixonei muitas vezes, estraguei tudo em todas elas, fiz tudo o que tinha pra fazer de errado, magoei e magoei de novo e me senti mal todas essas vezes. Com os espertos eu consegui conversar e, alguns até voltaram a falar comigo. Veja só que no meu aniversário foram 16 minutos no telefone com alguém que não falava fazia mais ou menos 1 ano e noite passada ou hoje de manhã, foram quase 2 horas no telefone. Duas horas.

Tentei mandar um bilhete onde estava escrito “come on baby light my fire” mas o destinatário estava indisponível. E continua ocupado toda vez que ligo. Talvez seja a diferença de idade, vai saber.
Comecei a trabalhar num jornal e estou quase aniversariando 2 anos lá. Mudamos de sala duas vezes e isso me fez muitos amigos e conhecer pessoas incríveis que guardo aqui, deep inside my heart.
Cozinhei pouco e sem muita criatividade. E, muitas vezes, sem muito sucesso. Bolos abatumaram, ficaram muito doce ou o forno não assou direito enquanto outros sairam-se perfeitos com a massa cor-de-rosa e cobertura de chocolate e estrelinhas coloridas.

Subi no palco muitas vezes e, pensando bem, deveria ter ficado no chão.

Visitei muitos amigos, conversei com várias mães de amigos que me encantaram, assim como seus filhos incríveis já o haviam feito antes.

Comi muitas coxinhas. Fui pouco a praia. Perdi muito tempo. Muito.

Priorizei coisas que não deveriam ser priorizadas, revi minhas prioridades e hoje, acredito estar com uma pirâmide de importância justa.

Falei demais e também deixei de falar muita coisa, mas acho que tudo o que foi pensado foi bem dito.
Construí um muro bem, bem alto ao meu redor pra me proteger das pessoas. Mas a porta da muralha em geral fica escancarada, não funcionando muito bem. Para todos os efeitos, não deixo de acreditar nas pessoas nunca, mesmo que isso ocasione decepções. Porque, em verdade, o pote da esperança é um dos maiores potes aqui na minha adega dos sentimentos. O maior pote, com certeza é o do amor e esse distribuo em embalagens com spray e tudo.

Senti saudades. Muitas. De muitas pessoas, ocasiões, decisões, palavras, escolhas, abraços, cheiros, gostos, ventos, dias, horas, segundos, lugares, sorrisos, olhares e principalmente, sentimentos. De ti, dele, dela, deles, delas, de todos ao mesmo tempo ou separados.

E sofri. Sofri em gostar de quem não gostava de mim. De querer ser legal com quem só queria o mal pra mim. Sofri de frio, de solidão, de tudo dando errado e desmoronando ao mesmo tempo na minha cabeça. Sofri por achar que não conseguiria fazer, por errar e ter de fazer de novo e ter de tomar decisões on my own.

Sofri muito em tentar achar sentimentos bons em quem não os tinha, em esperar de certas pessoas alguma atitude, em querer pouco dos outros que pra mim era muito. Sofri por ter sido deixada pra trás, por me julgarem errado, por ter gente querendo competir quando não há espaço para competição. Não há vencedores nem perdedores, só eternos competidores de uma maratona sem fim.

Chorei por mim e pelos outros, de solidão e da falta do silêncio, de vontade e de desprazer, de emoção, de felicidade, de tristeza e de consolo a mim mesma. Chorei quando não tinha mais opção ou quando a única opção era essa. Chorei ao conversar, ao perceber quão triste estava sendo tudo aquilo, quantas dúvidas pararam no ar e foram dançar com as nuvens. Chorei de dor física e dor emocional, porque dói e sempre vai doer lembrar de certas coisas. Chorei um choro ácido de raiva muitas vezes.

escrito em 8 de agosto de 2011 e sem as devidas atualizações