quarta-feira, 4 de abril de 2012

6 plantas aleatórias que eu tenho


1) Pimenta malagueta, presente do Bazi.



2) Violeta.


3) Suculenta, presente da Ninna.



4) Suculentas alemãs, presente da Tina.


5) Alyssum, flor com cheirinho de mel.



6) Essa (que é a mesma da que está com a pimenta). Dá flores bem fofas.

domingo, 1 de abril de 2012

eu não quero um namorado

"Eu não quero uma relação monogâmica tradicional" você disse. Aí eu pensei "ué, mas nem eu! Quem foi que disse isso?!" Eu não quero aliança com seu nome gravado, nem o meu nome no seu dedo. Não quero ter que dar explicações do que fiz hoje, ontem ou amanhã. Não sei andar de mãos dadas, ter acompanhante. Só quero ter alguém pra dormir comigo de vez em quando. Alguém pra ir no cinema, pra fazer piquenique ou fazer nada juntos. Alguém pra dar um abraço e um beijo gostoso, assim, quando a carência bate e você quer ter em quem se agarrar. Só quero alguém pra acordar junto de vez em quando. Quero fazer café-da-manhã pra ti, às vezes. Quero poder ir numa festa, você em outra e contarmos o que fizemos. Aí se ficamos com outras pessoas a gente fica com um ciuminho que logo passa (ou fingimos que passa).

Mas acho que também quero me irritar daqui a pouco com o que acho graça agora. Conhecer manias, detalhes, pequenezas e extraordinarezas (e essa palavra nem existe). Ficar com teu cheiro preso nas narinas, teu gosto na boca. Fechar os olhos e te ver ali, pairando na mente. Quero ficar tonta e boba ao teu lado, não saber falar, ba-bal-bu-ci-ci-ar as palavras. Quero acordar e dividir meu pão-doce e meu café contigo. Saber que tenho uma companhia garantida porque a gente não cansa de estar junto.

Não quero as complicações de um relacionamento chato. Vamos deixar deixando, vai levando e deixa levar. Sem pressa, sem cobranças, sem as coisas chatas. Só com teu cheirinho de manhã e um abraço regularmente.

sexta-feira, 30 de março de 2012

livros: A Linguagem das Coisas, Deyan Sudjic

Esqueci de dizer no último post, mas já que minha única lista de coisas a fazer esse ano é uma lista de livros a ler, resolvi escrever sobre todos os que eu for lendo ao longo do ano. Já li alguns, então vou deixar programado os posts pra não ficar 5 posts um seguido do outro : )

Eis que meu pai me deu esse livro de Natal no ano passado dizendo que achava que ia ajudar no meu Projeto de Graduação, nas minhas pesquisas e coisa e tal. E como meu pai sempre acerta nos livros que me dá ou empresta, ele me deu um livro muito bom e muito útil!

O livro é sobre design e linguagem do design. A forma como ele lida com o assunto e todas as coisas faz da leitura algo muito prazeiroso e rápido – diferente de muito livro teórico por aí. Bem, a verdade é que A Linguagem das Coisas não é exatamente teórico.

Deyan Sudjic é diretor do Design Museum de Londres, ou seja, ele não é teórico, pesquisador ou designer, o que faz do seu texto até um tanto jornalístico. Ele divide o livro em cinco capítulos: linguagem, o design e seus arquétipos, luxo, moda e arte. Para entender mesmo o livro, é preciso saber o mínimo e conceitos de semiótica, porque ele usa e abusa de termos dessa teoria. Quem não entende de semiótica consegue entender o livro do mesmo jeito, mas se perdem detalhes, aquela coisa.

Para entender o que se passa no livro, vou colar umas citações que rabisquei:

"O design trata da criação de objetos anônimos produzidos em massa, por gente que passa muito tempo se preocupando com moldes para injeção, ou com o grau de curva exato necessário para arredondar os cantos da tela de um monitor. Mas também trata da criação de objetos que são bons de tocar e de usar."

"Lembre-se da convicção do designer gráfico Otl Aicher de que, se a Alemanha não gostasse tanto de maiúsculas, teria sido menos vulnerável à ascenção do fascismo."

"A arte é uma maneira de ver o mundo. Mas a moda também. Pode ser a forma mais íntima, mais pessoal e mais poderosa de comunicar tudo, desde posição militar a orientação sexual e status profissional. Pode ser democrática ou esnobe, sutil e criativa ou flagrantemente sexualizada."

"A verdade paradoxal é que a simplicidade é cara. Quase sempre é mais cara ou mais difícil do que a elaboração e a complexidade supérflua."


Para concluir, eu super recomendo a leitura. A edição é linda, encadernada, vermelho-sangue na capa, a fonte é gostosa de ler. Só me irrita ser em papel couchê brilhante. Eita coisa irritante!

Lido em fevereiro de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

6 coisas aleatórias que são reflexos de como está minha vida



1) Meu Desktop.

2) Minha cama.

3) A caixa de entrada do meu email.

4) O cesto de cosméticos, perfumes e coisas do tipo que fica em cima da pia do banheiro.

5) A quantidade de roupa pra passar.

6) Minha bolsa e o que tiver dentro dela.

terça-feira, 27 de março de 2012

conversas não tão fictícias assim #4

- Oi, você é a Cristal?
- Hm, sou. Quem é você?
- Eu te devo uma cerveja!
- Por quê?
- Porque você me zoou dizendo que eu era hipster.
- Ah! Lembrei! (risos) Você é o Luiz?
- Isso. Vamos, vou pegar uma cerveja pra ti.

sexta-feira, 23 de março de 2012

livros: One Day, David Nicholls

Eu amo a Anne Hathaway desde O Diabo Veste Prada. Acho ela linda, engraçada e a maioria dos filmes que ela fez são uma graça! Aí vi alguém falando do "novo" dela, o tal de One Day. Assisti antes de saber que ele era baseado num livro. Acabei comprando o livro, em inglês mesmo, numa ida frustante à livraria (consegui um livro na terceira tentativa de que ele não teria acabado).

E não é que o livro é tão bom (quiçá melhor que) quanto o filme?
A história é sobre um casal, a Emma e o Dexter. Tudo começa em 15 de julho de 1988, dia do Saint Swithin, e o livro conta o que acontece todo dia 15 de julho durante 20 anos. Claro que o autor é super inteligente na criação desses capítulos, por que de que outra maneira todo 15 de julho seria tão interessante? Mas acho que esse é um dos pontos bacanas da leitura. Mesmo lendo em inglês, o livro foi docemente devorado por mim!

"Enough of this. 'Ian, don't do that,' she said sharply.
'What?'
'Slip into your act. You don't have to, you know.' He looked hurt, and she regretted her tone, leaning across the table to take his hand. 'I just think you have to be observing all the time, or riffing or quipping or punning. It's not improv, Ian, it's just, you know, talking and listening.'
'Sorry, I–'
'Oh, it's not just you, it's men in general, all of you doing your number all the time. God, what I'd give for someone who just talked and listened!' She was aware of saying too much, but momentum carried her on. 'I just can't work out why it's necessary. It's not an audition.'
'Except it sort of is, isn't it?'
'Not with me. Is doesn't have to be.'
'Sorry.'
'And don't keep apologising either.'
'Oh. Okay.'

Os personagens são o foco principal, obviamente. As mudanças e como eles lidam com elas, quase sempre com suas histórias em paralelo, às vezes uma sendo um contraponto da outra e, outras vezes, sendo a mesma.

Em é uma garota linda, competente, inteligente e divertida, mas não reconhece nenhuma dessas qualidades em si mesma por uma falta total de auto-confiança. Do outro lado, Dex tem de sobra a confiança que Em não tem. Ela vai aos poucos se descobrindo, se enfrentando.

O final eu não vou contar, né?

quarta-feira, 21 de março de 2012

6 palavras aleatórias que eu queria que existissem

1) Cabeleleira (o certo é cabeleireira)

2) Quantiedade (o certo é quantidade)

3) Cã (deveria ter e significar: subs. fem. fêmea do cão)

4) Cuando (em português, não só em espanhol)

5) Dôce (volta, acento!)

6) Sombracelha (o certo é sobrancelha)

quarta-feira, 14 de março de 2012

6 coisas aleatórias que até pouco tempo atrás eu nem cogitaria


1) Piercing no mamilo.

2) Que o verão (até o horário de verão!) durasse mais um pouquinho.

3) Voltar pro jornalismo.

4) Ouvir Mallu Magalhães.

5) Gostar de Jay-Z ft Kanye West (álbum: Watch the Throne).

6) Aproveitar o carnaval ouvindo música ruim.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

pra lembrar porque o Machado de Assis é genial

do Dom Casmurro, edição novinha e linda da Saraiva de Bolso:

pág 14~15:
"Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. (...)
Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior; é outra cousa. A certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira."

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

playlist de carnaval



Vem, vambora! Coloca o enfeite no cabelo, pega os confetes, as serpentinas, passa o batom e vamos pro carnaval!

1) Bom dia Rio (posto 6) - Bossacucanova
2) Copacabana - Marcelo Camelo
3) O que todo mundo quer - ninguém liga - Romulo Fróes
4) Alô Fevereiro - Roberta Sá
5) Com qualquer dois mil réis - Novos Baianos
6) Samba na sola - Céu
7) Ô, Ana - Mallu Magalhães
8) Essa moça tá diferente feat. Simoninha - Bossacucanova
9) Feitinha pro poeta feat. Roberto Menescal -  Bossacucanova

Pra ouvir é só dar play:
carnaval by Cristal Muniz on Grooveshark

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

tudo por um fio

a tolerância, a paciência, o trabalho, o coração e a paz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

das coisas que não falei em 2011

Aqui vai uma explicação: não ache que você é figurante ou protagonista de tudo aqui abaixo, mas leia com atenção. Não são coisas necessariamente que eu gostaria de ter dito ou que não tive oportunidade de dizer. São apenas, como o título diz, coisas que eu não falei para certas pessoas. Enjoy!

“Você se lembra daquela vez que você me perguntou por que eu tava “fazendo isso agora”? Era agosto ou setembro, tava friozinho, tinha um pouquinho de sol ainda e a gente tinha acabado de jantar juntos mesmo sendo umas 18h. Você me deu sua bergamota, a gente ficou meio sem saber o que falar e aí você me perguntou isso. Você lembra o que eu respondi? Eu disse que eu tinha percebido que eu gostava mesmo de você [mesmo depois daquele tempo conturbado que eu não queria ver você nem pintado de ouro]. Eu estava olhando pro chão, porque só eu sei o quanto aquilo me fazia sentir uma ridícula pelos meses anteriores a essa conversa. Aí eu senti tudo, tudo girar. E eu disse que, mesmo assim, eu não queria atrapalhar mais a sua vida, mais além do que eu já tinha atrapalhado. E que eu deixava pra você escolher o que fazer dali pra frente. Pois é. A gente se deu um abraço e eu sabia que tava tudo acabado. Eu fui andando até chegar em casa. Parecia que eu tinha me perdido, perdido alguém. Foi horrível. E eu chorei, claro. Nos vinte primeiro passos, porque já que eu estava no meio da rua eu tinha que fazer parecer que estava inteira, mesmo que estivesse em pedaços, certo? Pois bem, você lembra disso mesmo? Então, eu queria te dizer que, se a gente começasse essa conversa hoje, agora, nesse exato momento e uns meses atrás e talvez até uns adiante, eu te diria que eu não quero deixar você escolher nada. Eu quero tentar algo que a gente não conseguiu ainda. Que eu aguento, se você aguentar. Mas, como sempre, eu dependo de você pra continuar. Seja juntos ou separados. E, na pior das hipóteses, a gente volta ao que estamos agora.”

“Ah, você me faz mal. Mesmo. Eu tentei fazer com que a gente voltasse a se falar mais de uma vez, ô se eu tentei. Mas tem alguma coisa aí dentro de ti que me faz mal pra ti. É isso, né? Eu devo te fazer mal, somehow. Eu queria realmente que você me contasse a verdade sobre isso. Porque eu posso nunca mais falar contigo, sumir da tua vida se você assim quiser e precisar, mas faço tudo pra te ver feliz. E sei que você está iminentemente em tristeza. Já parou pra pensar que eu tenho evitado toda e qualquer possibilidade de te encontrar? Que eu não quero ir pra uma cidade se talvez você também puder talvez talveeeeez aparecer? Porque eu não aguento ficar perto de ti e não sentir. E eu sei que, de alguma forma e por alguma razão, eu te incomodo. Então eu peço desculpas. E acho que, em breve, a gente põe um final nisso. E ah, arranca as páginas que eu escrevi nos livros que eu te dei. Talvez seja até melhor você jogá-los fora. Aquele cartão cheio de sentimentos também, isso se você já não o fez. Como é mesmo teu nome? Nunca ouvi falar de você não... Mas sim, eu te amo muito. E é por isso que eu me importo.”

"Não, eu não quero ser sua amiga."

"Velho, como que você consegue fazer tudo isso tão feio? É muito mau gosto por centímetro quadrado, pelo amor de deus! E eu tenho que aguentar isso e você vendo tudo errado? Olha, se você fosse menos orgulhosa e um pouco mais auto-crítica, veria que quando alguém sugere algo pro seu trabalho não é INVEJA, é parceria pra que você faça menos coisa feia, pqp! Como é que deixaram você SAIR da faculdade só fazendo merda? Je-sus!"

Obs.: chego a conclusão de que não deixei de falar muita coisa em 2011, porque escrever esse post foi quase um parto!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

como se a vida fosse uma novela

E os roteiristas da minha vida têm caprichado. Depois de um período de ansiosas esperas pelos próximos capítulos, um pedido do público por mais clímax e desfechos, emoção, drama, etc. Pra quê?!
Tudo isso num dia só, estendendo-se até hoje. As ânsias acabaram, mas o pote dos sentimentos continua transbordando...

10 de setembro de 2011

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

deixa eu desabafar um cadinho

Deixa eu contar uma coisa pra vocês: um dia eu fui viajar e parei num desses lugares na estrada pra comer uma coisa. Peguei um café com leite e uns cookies. Fiquei conversando na mesa com meus amigos e, quando vimos, tínhamos que ir correndo pagar e entrar no ônibus. Paguei, entramos, o ônibus andou. Depois de uns belos minutos dentro do ônibus percebi que eles não tinham cobrado os cookies que comi, só o café. Aí deu aquela vertigem no estômago de quando a gente sabe que é culpado por algo que não é legal. Só que eu não tinha como voltar lá.

Eu não sabia onde era, o nome do lugar, em qual quilômetro de qual rodovia estávamos ou qualquer coisa. E o motorista não ia voltar pra eu pagar os cookies. Aposto que se eu tivesse pedido, inclusive, ele teria dito que eu teria é que ficar feliz em não ter gasto meu dinheiro. Mas eu fiquei mal. Fiquei pensando quem ia pagar por aquilo, se algum funcionário teria isso descontado no seu salário, se as contas dos produtos ia fechar no fim do mês etc.

Tudo bem que eu sei e quem me conhece também sabe que eu sou uma sentimentalóide e chorona, mas aquilo me deixou super mal. E aí eu fiquei pensando na quantidade de gente que ADORA quando isso acontece, como se fosse super normal não pagar por algo e outra pessoa se responsabilizar por aquilo. Também fiquei pensando em como que as pessoas podem aceitar certos comportamentos dos outros sem nem falar nada.

Não, eu não tô querendo pagar de "politicamente correta" e chata, como virou modinha. Mas eu sempre achei tão inconcebível certas coisas como isso, como jogar lixo no chão, como não separar lixo... Por que a gente precisa continuar sendo hipócrita? Sendo "malandro"? Injustiçando, odiando quem não fez nada pra gente?

Eu tento, eu tenho fé e sou otimista. Mas vocês deixam esse sentimento cada vez mais difícil.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

conversas não tão fictícias assim #3


- ah, isso deve ser cabelo da outra
- claro que não, cristalzinha, só tenho olhos pra você
- (risos) ok
- é sério
- ah! poupe-se e poupe-me, a gente não precisa disso
- (risos) tá

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

rique, você vai fazer falta

claro que eu ainda tô triste. claro que ainda tô chorando, que não consigo acreditar. como pode? como pode a pessoa com o sorriso mais bonito, a pessoa mais alegre e linda ir embora? e você já tava longe, eu já não sabia quando te veria de novo. agora nunca mais vou te ver de novo : ( te conhecer foi incrível, e você era uma pessoa tão linda que quase não dava pra acreditar. obrigada por ter passado na minha vida, por ter me dado a oportunidade de te conhecer, de te abraçar. será que você sabia o quanto eu gostava de você? : (

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

lista de livros pra ler em 2012

Como eu disse, esse ano só farei uma lista de livros a cumprir. E, como esse ano faço meu Projeto de Graduação no Design, tenho uma lista só pros livros que quero e preciso ler pra fundamentar o artigo que vou escrever e também uma lista de clássicos da literatura brasileira que preciso ler porque vou trabalhar com um deles. As listas provavelmente serão atualizadas ao longo do tempo, porque vou adicionar livros, certeza. Por enquanto temos isso:

Mi país inventado, Isabel Allende

One Day, David Nicholls

Praticamente Inofensiva, Douglas Adams

O livro amarelo do terminal, Vanessa Barbara

Só Garotos, Patti Smith

História da Loucura, Michel Foucault

O império do efêmero, Gilles Lipovetsky

Alta Fidelidade, Nick Hornby

A República dos Sonhos, Nélida Piñon

Crime de Imprensa, Palmério Dória e Mylton Severino

- pro artigo

Culturas e artes do pós-humano, Lucia Santaella

A Produção de Sentido, Eliseo Veron

As Culturas e o Tempo, P. Ricouer (org.)

A Sociedade Refletida, Eric Landowski

Presenças do Outro, Eric Landowski

As Astúcias da Enunciação, José Luiz Fiorin

Sintaxe da Linguagem Visual, Donis A. Dondis

O design brasileiro antes do design, Rafael Cardoso (org.)

Objetos de Desejo, Adrian Forty

A Linguagem Das Coisas, Deyan Sudjic

- pro projeto de graduação

Dom Casmurro, Machado de Assis

Grandes Sertões Veredas, Guimarães Rosa

O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

um ano sem planos, apenas livros



"Next year,
Things are gonna change
Gonna drink less beer
And start all over again

Gonna read more books
Gonna keep up with the news
Gonna learn how to cook
And spend less money on shoes

I'll pay my bills on time
File my mail away, everyday
Only drink the finest wine
And call my Gran every Sunday

Well resolutions
Baby, they come and go
Will I do any of these things?
The answer's probably no"


Daí que todo início de ano a gente faz uma lista de coisas pra fazer durante os próximos 365 dias. Eu sempre faço, sempre posto no blog e sempre revejo e reavalio o que eu fiz da lista. A de 2011 foi um desastre ecológico. E, pensando nisso e no tipo de coisas que eu coloco nas listas (coisas materiais, que não dependem de mim e/ou que eu já tô pensando em não fazer, por isso tão ali), resolvi não ter lista de coisas a fazer em 2012. Só quero que seja um ano bom com amor, dinheiro e saúde (não necessariamente nessa ordem).

Objetivos eu tenho sim, vários. Mas vou conquistando-os aos poucos, o que importa é dar um passo depois do outro e ter metas palpáveis. Daqui um ano eu conto o que eu fiz e o que deu certo. Por ora, vou fazer uma lista de livros a ler, que é a única lista que pretendo seguir e cumprir.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

conversas não tão fictícias assim #2

- tá, mas tu faz o que então?
- design gráfico, na udesc. e jornalismo, na ufsc.
- mas meu deus, você é muito nova. você tem quantos anos? vinte e...
- vinte.
- meu deus, o que você vai ser quando tiver 30 anos então? assim tão nova e já faz tudo isso.
- (riso de vergonha) não sei.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

6 coisas aleatórias com as quais não sei me controlar





1) piquenique

2) open bar

3) buffet de sorvete

4) baixar discografias

5) compras em farmácia

6) café

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

tenho duas coisas a dizer #4

1)
 

"Know you've been hurt by someone else
 I can tell by the way you carry yourself
 If you let me, here's what I'll do
 I'll take care of you
I've loved and I've lost"

2)

"One moment I have you the next you are gone
Rehearsed steps on an empty stage
That boy's got my heart in a silver cage
Why can't you want me like the other boys do?
They stare at me while I crave you"

acho que me apaixonei de novo e não sei como lidar, porque você tá muito longe e isso parece muito errado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

da série paixões: #5 sol

Tem coisa mais gostosa que o sol? Entrando pela janela, num dia de praia, refletindo, aquecendo, deixando nítido. É felicidade pronta!


 






Obs: nenhuma dessas fotos é minha, mas ao clicar na foto, você vai parar na página de onde eu as tirei!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

6 coisas aleatórias que eu quero

1) você.

2) é, você.

3) sim, você de novo.

4) é, também não sei porque você de novo.

5) pois é, ele sim.

6) você, de volta pra mim.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

minutos mais preciosos do dia

1) ao acordar: sentir a cabeça afundada no travesseiro e o cobertor quentinho em cima de você.

2) hora de comer: aquele cheirinho gostoso da hora do almoço, o prato bem colorido, a comida quentinha. nham!

3) chegar em casa, colocar pantufas, trocar de roupa e sentar no sofá com um chá na mão: silêncio e conforto.

4) antes de dormir, finalmente na cama.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

6 coisas aleatórias que você não deve fazer comigo


1) recusar um presente de aniversário, de natal, de páscoa, de qualquer coisa que eu quiser te dar.

2) não me visitar quando eu te convidar.

3) não aceitar comer ou o convite para comer algo que eu cozinhei.

4) me perseguir e esperar alguma resposta ou conclusão de mim (me pergunta então, se for o caso).

5) me deixar sozinha.

6) desconfiar da minha amizade, da minha confiança, da minha sinceridade.

isso porque sim, eu adoro mimar as pessoas. me deixa te agradar, por favor. não quero nada em troca senão um sorriso. e não tem nada mais chato do que ser impedida de um agradinho sem razão. e sim, sou sensível. e não gosto de jogo de confiança e ter que ficar provando o tempo todo que me importo. essas coisas me tiram do sério :)

sábado, 5 de novembro de 2011

6 coisas aleatórias que acontecem no final do semestre

1) acabam os talheres limpos.

2) cria-se uma montanha de sabe-se-lá-o-quê no seu quarto com roupas, livros, textos... sei de histórias de gente que tem barbies na montanha.

3) miojo não parece uma má ideia, afinal, todo minuto é precioso.

4) xícaras se tornam escassas, tantas vezes o café é tomado.

5) você usa praticamente as mesmas roupas, porque não consegue pensar em melhores combinações.

6) coisas mudam de lugar sem fazer sentido: uma lâmpada na fruteira, um chapéu de bruxa embaixo da cama etc.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

o que eu fiz nos últimos 2 anos?


Praticamente desisti da faculdade de jornalismo. Tranquei, ela continua trancada e vou trancar mais um semestre. Quem sabe eu volte pra lá em 2012. On the other hand, me apaixonei perdidamente pelo design e estamos numa relação estável, muito obrigada.

Fui em 3 encontros estudantis: o R Santa Maria em 2009/2, o N Curitiba em 2010/1 e o RBH em 2010/2. Além disso, estive organizando um R Floripa por quase um ano e meio. Mas, desisti. Porque quando a sensação de válvula de escape e de satisfação acabou, ficou apenas o incômodo.

Ganhei um computador. Ele se tornou obsoleto em um ano. E consegui comprar um novo. E cá estamos, numa relação apaixonada e intensa. Ao contrário, continuo com meu velho celular de quase 5 anos. Nossa relação não é tão estável ou agradável, mas é o tipo de relação que a gente se acostuma e se acomoda. Mudar dá muito mais trabalho nesses casos.

Quanto às pessoas... conheci pessoas maravilhosas, que têm lugar garantido no mural de fotos para a eternidade. Mas, como nem tudo é perfeito, conheci pessoas que não pretendo continuar tendo uma relação, jamais! Conheci e "me apaixonei" por essa menina Ana Flávia, que me conquistou assim que logo falamos. E continua me conquistando, sendo cada vez mais linda e linda. Teve também o hiato de um ano de uma irmã que escolhi pra mim, a Tina. Ela, lá na Europa. Eu, cá no Brasil. A vida parece muito mais justa agora com ela perto de mim. Minha melhor amiga de mil anos, a Liara, passou pra medicina e está lá em Santa Maria, junto com os lindos Henrique, Leo e Victor. Vi uma vez a Naisa, que trancou a faculdade pra ser modelo em São Paulo! E eu via mais era o irmão dela aqui na ilha...

Me decepcionei tanto quanto você não pode imaginar ao ver pessoas jogando fora todo o meu amor por elas, mas a vida continua, e amor é o que não falta pra eu dar! Mesmo assim, tem gente que continua com um potinho de amor guardado aqui comigo, na minha estante das pessoas lindas.
Minha mãe resolveu se casar e morar em Miami e estou dividida entre a felicidade por ela, a possibilidade de visitá-la lá e comprar muuuuitos cosméticos baratos e/ou a saudade que vai ser difícil de matar.

Aprendi a comer mais saudavelmente, parei de tomar refrigerante, não como mais esses embutidos como presunto, raramente como frituras, comi um miojo e um cup noodles, e mesmo assim, engordei uns 5kg que tento perder desde então. Continuo comendo muito chocolate. Muito mesmo. Todos os dias. Tento parar, mas sou viciada.

Adquiri umas manias engraçadas como comprar coisas em dupla, beber muito café, gostar mais de cinzas brancos e pretos do que de coloridos, aumentei a seção “oncinha” do meu guarda-roupa e por aí vai.

Aprendi também a costurar, e fiz alguns vestidos e outras coisinhas. Depois disso, acumulei muitos tecidos sem corte nem costura e uma máquina pesada e sem lugar definido.

Tive os melhores e os piores dias da minha vida. Acordei sem dormir e dormi sem fechar os olhos.
Fiz yoga, boxe e musculação. Poucos meses e poucas seções. Nosso relacionamento é instável e não conseguimos nos manter juntos por muito tempo. Agora, estou flertando com a natação mas o frio está me mantendo em casa.

Quase matei uma plantinha das duas que comprei pro meu quarto. Este que, aliás, ficou o mesmo mas mudou bastante. Ganhei um guarda-roupa maior e coisas tiveram seu lugar mas, fora do guarda-roupa muita coisa continuou sem lugar não só no meu quarto.

Joguei fora alguns calçados e algumas roupas que não serviam ou não me representavam mais, enquanto algumas outras pareciam dizer tudo sobre mim. A paleta de cores do meu guarda-roupa mudou para tons pastéis, brancos, cinzas, beges e preto. Muito preto.

Meu iTunes teve muita música nova adicionada. Algo como MGMT, Foster The People, Phoenix que me viciaram em música “eletrônica” e, boas novas vozes brasileiras como Tiê, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci.

Fui pra São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santa Maria, Curitiba, São Francisco do Sul... e foram as melhores coisas e escolhas que fiz, com certeza. Não saio do mesmo lugar pra um lugar novo faz tempo e estou precisando. Tudo o que queria era uma passagem só de ida pra Tel Aviv nesse momento.

Conheci tanta gente, me apaixonei muitas vezes, estraguei tudo em todas elas, fiz tudo o que tinha pra fazer de errado, magoei e magoei de novo e me senti mal todas essas vezes. Com os espertos eu consegui conversar e, alguns até voltaram a falar comigo. Veja só que no meu aniversário foram 16 minutos no telefone com alguém que não falava fazia mais ou menos 1 ano e noite passada ou hoje de manhã, foram quase 2 horas no telefone. Duas horas.

Tentei mandar um bilhete onde estava escrito “come on baby light my fire” mas o destinatário estava indisponível. E continua ocupado toda vez que ligo. Talvez seja a diferença de idade, vai saber.
Comecei a trabalhar num jornal e estou quase aniversariando 2 anos lá. Mudamos de sala duas vezes e isso me fez muitos amigos e conhecer pessoas incríveis que guardo aqui, deep inside my heart.
Cozinhei pouco e sem muita criatividade. E, muitas vezes, sem muito sucesso. Bolos abatumaram, ficaram muito doce ou o forno não assou direito enquanto outros sairam-se perfeitos com a massa cor-de-rosa e cobertura de chocolate e estrelinhas coloridas.

Subi no palco muitas vezes e, pensando bem, deveria ter ficado no chão.

Visitei muitos amigos, conversei com várias mães de amigos que me encantaram, assim como seus filhos incríveis já o haviam feito antes.

Comi muitas coxinhas. Fui pouco a praia. Perdi muito tempo. Muito.

Priorizei coisas que não deveriam ser priorizadas, revi minhas prioridades e hoje, acredito estar com uma pirâmide de importância justa.

Falei demais e também deixei de falar muita coisa, mas acho que tudo o que foi pensado foi bem dito.
Construí um muro bem, bem alto ao meu redor pra me proteger das pessoas. Mas a porta da muralha em geral fica escancarada, não funcionando muito bem. Para todos os efeitos, não deixo de acreditar nas pessoas nunca, mesmo que isso ocasione decepções. Porque, em verdade, o pote da esperança é um dos maiores potes aqui na minha adega dos sentimentos. O maior pote, com certeza é o do amor e esse distribuo em embalagens com spray e tudo.

Senti saudades. Muitas. De muitas pessoas, ocasiões, decisões, palavras, escolhas, abraços, cheiros, gostos, ventos, dias, horas, segundos, lugares, sorrisos, olhares e principalmente, sentimentos. De ti, dele, dela, deles, delas, de todos ao mesmo tempo ou separados.

E sofri. Sofri em gostar de quem não gostava de mim. De querer ser legal com quem só queria o mal pra mim. Sofri de frio, de solidão, de tudo dando errado e desmoronando ao mesmo tempo na minha cabeça. Sofri por achar que não conseguiria fazer, por errar e ter de fazer de novo e ter de tomar decisões on my own.

Sofri muito em tentar achar sentimentos bons em quem não os tinha, em esperar de certas pessoas alguma atitude, em querer pouco dos outros que pra mim era muito. Sofri por ter sido deixada pra trás, por me julgarem errado, por ter gente querendo competir quando não há espaço para competição. Não há vencedores nem perdedores, só eternos competidores de uma maratona sem fim.

Chorei por mim e pelos outros, de solidão e da falta do silêncio, de vontade e de desprazer, de emoção, de felicidade, de tristeza e de consolo a mim mesma. Chorei quando não tinha mais opção ou quando a única opção era essa. Chorei ao conversar, ao perceber quão triste estava sendo tudo aquilo, quantas dúvidas pararam no ar e foram dançar com as nuvens. Chorei de dor física e dor emocional, porque dói e sempre vai doer lembrar de certas coisas. Chorei um choro ácido de raiva muitas vezes.

escrito em 8 de agosto de 2011 e sem as devidas atualizações 

domingo, 23 de outubro de 2011

conversas não tão fictícias assim #1

ela: você é gay?
ele: não!
ela: você tem namorada?
ele: não!
ela: hmmm
(apaga-se a luz)
ela: posso te dar um beijo então?
ele: pode.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

6 coisas aleatórias e simples pra ficar bem

 
1) lavar as mãos.

2) escovar os dentes.

3) prender o cabelo.

4) tirar o sapato.

5) abrir as janelas da casa.

6) passar um café fresquinho.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

declaro proibido

tirar minha mãe de perto de mim! meu coração tá aqui sofrendo, chorando, resmungando. é sofrer que não falta mais nem termina nunca.

sábado, 10 de setembro de 2011

um livro do acaso #2

"Não encontrei no edifício do pensamento nenhuma categoria sobre a qual descansar a minha cabeça. Em compensação, que travesseiro o caos!"

Silogismos da Amargura - Cioran

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

porra, que saudades


tô com saudades. muitas. não sei desde quando. mas acho que peguei o potinho das saudades na prateleira dos sentimentos e borrifei em todos os cômodos. tenho saudades muitas.

não sei exatamente de quê, mas de dormir na sala enquanto não tinhas quarto, com certeza. mas te gosto tanto tanto que não sei onde escondi esse gostar esse tempo todo. é como se tivesse colocado numa caixa, eviado pra Líbia e ela tivesse retornado só agora, com um certo atraso porque meu endereço mudou.

tenho saudades do tempo que a gente se telefonava. de mandar mensagem de madrugada. de criar uma irritação inexistente pra ver se isso bastava pra te afastar secretamente de mim. tenho saudades de gostar de ti, mesmo fingindo que não. tenho saudades.

e basta sentir o teu perfume, usado por outrem; basta abrir o livro que tem a dedicatória que você me fez; basta falar de ti; gosto muito e é muito fácil gostar de ti.

mas, o que que eu tô fazendo? isso lá é hora pra eu ter saudades? de ti? pode isso? pode olhar preço de passagem pra ir atrás de ti? pode te ligar bêbada? pode ficar horas no telefone? pode sentir tua falta? pode ligar pra ti depois de conhecer alguém que fala igual à você? não poderia, mas tá tudo errado desde sempre.

vem tirar esse potinho de sentimento derramado aqui, por favor. vamos fazer uma faxina, limpar tudo, esterelizar com álcool e jogar tudo fora. ou não? e se não quiser jogar fora, o que faço agora?

"Busquei em vão
Identificar
Motivos para não
Querer te guardar"

em ordem cronológica (ou não):
- passos
- nem sei
- constatação contraditória
- c'est une confusion!
- Est[r]ela
- e
- constatação contraditória (sim, outra)
- sem título

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

constatação contraditória

se ontem já é hoje e hoje é amanhã então eu quero de novo e, daí pra frente, só o frio dirá.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

pelo direito de não estar bem



como diria Tom Jobim: "tristeza não tem fim, felicidade sim". mas, sempre vai ter alguém que vai dizer "vamos lá com a gente que você vai ficar bem", ou "faz isso que melhora". mas às vezes nada nos faz melhorar. e aí? será que não é bom sofrer um pouco? ficar triste? chorar? eu gosto.

e estar feliz o tempo todo deve ser muito chato! não sofrer, não aprender com as quedas, estar sempre de bem com tudo, na calmaria... eita coisa mais insuportável! sou a favor dos dias tristes e cinzas, porque sem eles não haveria graça nos dias lindos de sol.

mas o que faz a gente estar nessa busca incessante rumo à felicidade? "porque há inevitavelmente uma parte de "sofrido", de inconsciente, de incontrolável na experiência da felicidade, sou menos eu que a escolho do que ela me escolhe. Uma espécie de estado de graça, "vem quando quer, não quando eu quero". (...) O homem prometéico se parece sempre com um anão sentado sobre ombros de gigante: resta-nos viver com a consciência de que a felicidade é o incontrolável, fugidio, imprevisível, intransponível enigma de hoje e, sem dúvida, de amanhã." (Lipovetsky)

esse post é uma homenagem ao fim do mês de agosto: ACABA!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

constatação contraditória

quanto mais perto a gente fica, mais distante a gente parece estar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

6 coisas aleatórias que odeio sobre a chuva


1) Me molhar.

2) Sair de casa.

3) Correr o risco de levar um banho de algum carro ou ônibus ao andar na rua.

4) Pessoas que andam com o guarda-chuva aberto em lugares fechados.

5) A casa fica úmida e gelada.

6) Chuva na horizontal.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ditadura

"Se o sujeito libidinal moderno beneficia-se do afrouxamento das coerções tradicionais, não é por isso menos dirigido por novos modelos padronizados, tais como a obrigação de mostrar-se livre, chegar ao máximo do gozo, estar à altura dos padrões do desempenho erótico. Nos períodos anteriores, predominava a norma pudicícia; agora teríamos uma "liberdade imposta", uma "perseguição" inédita que nada mais é que a sexualidade e o "orgasmo obrigatório". (...)
Vocês pensavam ter conquistado a liberdade? Erro completo, visto que nossa cultura nos impõe metodicamente experimentar tudo, livrar-nos de nossos bloqueios e inibições, gozar ao máximo, tornar-nos uma espécie de atletas da libido. (...)
Foi assim que o direito ao prazer, incensado pela geração rebelde, se tornou intimação, uma "corvéia", uma espécie de produtivismo do gozo, análogo em seu princípio àquele que ordena o mundo industrial."

domingo, 14 de agosto de 2011

mato plantas assim como mato minhas relações?

Tenho uma suculenta, dessas plantas que precisam de pouca água e menos ainda de sol. Achei que ela pudesse gostar de pegar um solzinho e ela começou a morrer. Achei que faltava água e encharquei o vasinho dela mas tava afogando ela, tadinha. Será que sou assim sempre? Será que afogo as pessoas com excesso de cuidados?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

cheiro de sentimento


senti teu cheiro, deu aquela sensação na barriga. achei estranho, perguntei qual era o perfume. era o seu mesmo. senti tua falta. e lá se vão muitos meses...
no caso dele, o cheiro trouxe boas lembranças. no caso dela, sinto aversão ao cheiro doce porque me lembra a pessoa amarga que ela é.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sem título


de pouco a muito e de muito a pouco, não entendo se sempre quis ou se agora quero de novo. oscilo entre a felicidade e a melancolia e isso não pode ser coisa boa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

três dicas musicais

me mudei e mudaram algumas coisas com a mudança. arrumei e desarrumei o desktop do meu computador mil vezes, dada a ausência de internet. achei umas bandas na reorganização das minhas músicas que já conhecia mas não lembrava, e que gosto/gostava muito: the hush sound, vega 4 e wilco. o que me angustia é que não sei daonde conhecia essas coisas, nem lembrava nada sobre as bandas, eis que tô aqui pesquisando e continuo sem saber... mas sei cantar várias músicas. who knows?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

what's inside her never dies

Amy Winehouse não surpreendeu muitos quando a notícia de sua morte se espalhou pelo mundo, e a questão nem é essa, é a dor de se perder uma artista de verdade. Como diria meu querido Marcos Espíndola ela era "a antítese das musas de outdoor, a autêntica face da dor e da euforia inconsequentes que movem a arte".

"Amy Amy Amy
Although I've been here before
Amy Amy Amy
She's just too hard to ignore"

For sure, Amy Winehouse poderia ter sido a maior estrela da música, e é isso que dói. Pois ela era completamente louca, mas era justamente isso que fazia toda sua legião de fãs vibrarem quando ela pagava peitinho e, ao mesmo tempo, embrulhava o estômago dos muitos quando ela cancelava uma turnê ou caía no palco.

"She walks away
The sun goes down,
She takes the day but I'm grown
And in your way
In this blue shade
My tears dry on their own."

E só quem viu aquela mulher pequena mas com um cabelo enorme, peitos renovados, vestido digno da magreza, abrir a boca e, sem muito esforço, enlouquecer um público que mal a via de tão longe que ela estava de qualquer outro mortal é que entende porque somos tão loucos quanto ela, mas somos loucos por ela. E seremos sempre.

"We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
I go back to us

I love you much
It's not enough, you love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside"

sábado, 23 de julho de 2011

bolinho de aniversário


Assim como Dona Flanzie, acho que presentes feitos pelas nossas mãos são muito mais especiais. Além da influência dos meus tios com quem moro, (que sempre cozinham tudinho, todo detalhe, quando têm festinha aqui em casa), nada mais justo que fazer um (ou dois) bolos pra comemorar. Por isso, o aniversário era meu mas o presente era de todos. Fiz dois bolos, mas um deles esqueci de fotografar e era um pão-de-ló comum, então só vou postar a receita do mais diferente: bolo de brigadeiro.

Adoro o blog da Tatu, o Mixirica, e a receita é dela: aqui. Quem mais colocaria uma xícara de brigadeiro na massa do bolo? Aumentei 1/2 da receita, mas alterei alguns itens (e esqueci da pitadinha de sal, acabo de notar haha) e no fim, é uma receita adaptada.

Ingredientes:
• bolo:
395g (uma lata de leite condensado) de brigadeiro pronto
120g de manteiga
1 xícara de açúcar
6 ovos
1 1/2 colher de sopa de chocolate em pó
1 1/2 colher de sopa de fermento em pó
2 xícaras de farinha de trigo

• cobertura:
1 lata de leite condensado

• recheio:
1 barra de chocolate meio amargo
1 colher de sopa de creme de leite
10 morangos picados

Modo de fazer:
Faça o brigadeiro (1 lata de leite condensado + 2 colheres de sopa de chocolate em pó, cozinhando até soltar da panela). Leve a manteiga para a derreter junto com ele. Mexa bem para homogeneizar a mistura.

Em uma batedeira, coloque a mistura de brigadeiro com manteiga e o açúcar. Bata até esfriar ao ponto de poder encostar o dedo. Aí então, acrescente os ovos, um de cada vez. Em uma tigela à parte, peneire a farinha, o chocolate em pó, o fermento e o sal.
Despeje os ingredientes peneirados na batedeira às colheradas e deixe batendo até a mistura ficar lisa e linda.

Derrame a massa em uma forma untada (cerca de 22cm de diâmetro) e leve ao forno preaquecido no médio por cerca de 30 minutos, ou até o bolo passar no teste do palito.

Enquanto o bolo assa, faça a cobertura e o recheio. Leve ao fogão o leite condensado e mexa em fogo baixo até engrossar e começar a desprender da panela, fazendo um brigadeiro branco (ou rosa, no meu caso, porque eu coloquei anilina líquida). Deixe esfriar. Para o recheio, derreta a barra de chocolate ou no micro-ondas ou em banho-maria (no segundo caso, muito cuidado para o vapor não entrar em contato com o chocolate porque endurece depois com o creme-de-leite).

Assado o bolo, desenforme com cuidado, deixe arejar sobre uma grade e quando estiver quase frio corte-o ao meio. Espalhe o recheio de chocolate e os morangos sobre uma metade do bolo, tampe com a outra metade e cubra o bolo com o brigadeiro branco/rosa. Decore com chocolate granulado, estrelinhas de açúcar e festeje.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

da série paixões: #4 estantes

Estantes são coisas que unem duas outras paixões minhas: livros e organização. Adoro as modulares, presas na parede, servindo de divisória de um ambiente, fazendo parte da decoração... E amo a minha. Vou abandoná-la já que estou mudando de casa, mas amanhã colocarei algumas nas paredes pra resolver esse problema!
















sábado, 9 de julho de 2011

tenho duas coisas a dizer #3

1)


"Quem garante
Que o que você é
É o que o outro espera de você?
(...)
Me ver
Me achar
No seu olhar
Pra entender o que é o gostar."

2)


"I wanna run away
But I don't move, I stay
I talk to her, I say
Y-y-y-you were meant for me
Oh! I can't speak
I think I'm falling in
LOVE, LOVE, LOVE"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

vai chegando meu aniversário


eu vou querendo falar com quem não falava fazia tempo arrumar a vida cortar o cabelo ser moça grande parar de chorar fazer jus aos meus 20 anos descobrir o mundo viajar passar frio calor amor aprender de novo a diferença entre esta e essa porque aquela já sei mas nunca dá tempo e os sentimentos de julho são une bonne mélange toujours!

sábado, 2 de julho de 2011

não sei o quanto você gostou de mim,


mas eu gostei muito. O problema é que peguei esse "gostar de você" e tranquei dentro de uma latinha, passei um cadeado e escondi em qualquer canto. E todos esses meses ele está escondido. Não sei se gostavas pouco ou muito, e também pouco me importa isso agora, sigo sem entender. Guardar e jogar fora coisas que não te fazem mais bem faz muito bem e, por isso, só tenho a agradecer.

terça-feira, 14 de junho de 2011

anotação mental

preciso e vou morar em Tel Aviv algum dia!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

para eu me apaixonar


Sou dessas que se apaixona por qualquer coisa, por qualquer um, por qualquer suspiro ou olhada. E me divirto sendo assim, porque o que importa é se apaixonar sempre, sempre. Mas não precisa muita coisa não: me manda uma música boa, cozinha pra mim, me indica um livro lindo, suspira junto comigo com algo que eu já sou apaixonada como castanha de caju e pronto: já me ganhou. O problema é essa gente que consegue fazer isso comigo muitas vezes, o tempo inteiro.

Obs: tô te esperando.

terça-feira, 24 de maio de 2011

tenho duas coisas a dizer #2

1) Pede meu email, meu MSN, mas não fica contando tua vida e esperando que eu faça o mesmo por recado do orkut!

2) Se você sabe que tô ocupada pra caralho não me convida pra eu dizer que não posso e depois fingir que eu escolhi recusar o convite por falta de vontade!

terça-feira, 17 de maio de 2011

garçom,

me vê uma dose tripla de paciência e uma dupla de foco porque tá foda! Se eu parasse só com esse meu auto-boicote, tenho certeza que melhoraria minha vida 100%. E rotina, sua linda, faça o favor de voltar pra minha vida que não vivo sem você!!